sexta-feira, 24 de julho de 2026

THE GHOST IN THE SHELL S1 (2026)

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EPISÓDIOS

01 Prologue + Super Spartan i [***]
02 Super Spartan ii + Junk Jungle i [***]
03 Junk Jungle ii + Megatech Machine i + ii [***]

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STRANGE NEW WORLDS S4 (2026)

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EPISÓDIOS

01 Valles Marineris [**]
02 The Griffin Incident []
03 Human Best Friend []
04 A Case of Chiaroscuro []
05 Level-Five Transporter Accident []
06 Off-Hour []
07 Like Chronitons Through the Hourglass []
08 Orders of Magnitude []
09 Once La'An a Time []
10 Tomorrow's Enterprise []

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CASTANHADAS

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Vários meses atrás, com a divulgação do teaser do presente episódio, já nos era óbvio o loop temporal. Alguém da produção pensou o mesmo e inseriu um recheio pelo menos dez vezes mais insano nessa facilmente antecipável superestrutura. Tudo isso para funcionar nos seus termos precisa de muita ciência ruim ("Dentro e fora do universo Trek") e de uma importância auto imposta que borbulha antipatia (Isso é um ponto importante: "Síndrome de universo pequeno" nem começa a explicar o besteirol que acontece aqui.).

Outras coisas: Saffron Burrows é a melhor coisa do episódio (apesar do seu modelito no melhor estilo de SPACE:1999 e da ciência desta semana idem) ; Promoção esperada de UNA ; Spock & Laan ainda juntos (!?) ; Pelia insuportável como sempre (e com ainda mais uma referência  sem sentido a Doctor Who) ; A introdução da insuportável estagiária clichê de Uhura ; Scotty e Ortegas postos a faiscar (esperamos que não seja sinal de ainda mais um relacionamento) e O começo do arco obrigatório sobre o real motivo de se colocar sobrenome tão ilustre em Jornada em Laan.

Em tempo: Será que esse "DNA Marciano" ainda vai dar as caras por aí?

--- 04X02 ---

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sábado, 11 de julho de 2026

O QUE RUSH , DS9 , B5 & THE EXPANSE TEM EM COMUM?

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O QUE RUSH , DS9 , B5 & THE EXPANSE TEM EM COMUM?

O presente texto responde (em seu todo) a essa inusitada questão, o que objetiva disparar uma singela homenagem SCIFI ao (falecido) baterista/letrista da banda de rock progressivo canadense RUSH: o genial Neil Peart!

As referências são principalmente da obra-prima Hemispheres de 1978:


Todo o lado A do álbum é composto pela faixa título Hemispheres, cujo análise domina a maior parte desse tributo... O lado B é composto: pela canção Circunstances (que trata das dificuldades de Peart em construir na cara e na coragem uma carreira musical na Londres do início dos anos de 1970 e é referenciada na nossa Parte I e além logo abaixo) , pela canção The Trees (que fala de uma aparentemente tola e inocente noção de um conflito entre duas variedades de árvores: os Carvalhos e os Bordos) e pela colossal instrumental La Villa Stangiato (que procura traduzir musicalmente e livremente os pesadelos recorrentes que o guitarrista Alex Lifeson tinha durante as turnês da banda na época)... As quatro faixas são individualmente icônicas obras-primas, testemunhas de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos em estado de absoluta iluminação.

(Note que o RUSH é um trio formado por Peart , Lifeson e o vocalista/baixista/tecladista: Geddy Lee.)

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O restante desse artigo se organiza assim:

O item (I) conta como encontramos uma muito familiar citação Rushiana como fala final da série Star Trek: Deep Space Nine (DS9) [1993-1999].

O item (II) contrasta criticamente a história contada pela faixa Hemispheres e o conflito milenar dos Vorlons X Shadows retratado na série Babylon 5 (B5) [1993-1998], coincidentemente uma espécie de "rival" de DS9 nos anos de 1990... Esse item cresceu tanto de tamanho durante a sua escrita que teve que ser exportado para um artigo próprio.

O item (III) conta dos surpreendentes paralelos entre a nave de Hemispheres e a nave titular da série The Expanse [2015-2022]. Ambas chamadas:  Rocinante.

O item (IV) retoma frontalmente a citação do item (I) e falamos então sobre o assombroso monólogo que encerra a série The Expanse (pelo menos até onde os livros já foram adaptados).

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(I) O refrão da canção Circunstances e a última fala de DS9...

Lembramos de 1982, ano do renascimento da Niteroiense Rádio Fluminense FM (94.9 MHz) como A Maldita, o principal canal de divulgação da música rock no Brasil por mais de uma década. Rádio infinitamente revolucionária, com locução 100% feminina e programação 110% Rock and Roll até 1994.

Nesse ano também tivemos o primeiro contato com a banda Rush, isso se deu com a canção Red Barchetta (na sua versão ao vivo do álbum Exit Stage Left de 1981) justamente na Maldita. Canção que ficou "eternamente" gravada (ao lado de inúmeras e diversas outras) numa fita cassete scotch transparente na época... Ainda em 1982, compramos o álbum Hemispheres (que não foi o nosso primeiro de direito mas definitivamente o nosso primeiro de fato). A edição nacional do álbum era muito boa, com uma capa em duas folhas incluindo: fotos dos integrantes , créditos detalhados e todas as letras. A lembrança do disco tocando, a capa de um lado e um dicionário do outro é muitíssimo querida... 

O marcante refrão da canção Circunstances é o seguinte:

All the same, we take our chances
Laughed at by time
Tricked by circumstances
Plus ca change
Plus c'est la meme chose
The more that things change
The more they stay the same

A citação em francês nas linhas 4 e 5 (do escritor, crítico e jornalista: Jean-Baptiste Alphonse Karr em 1849) e repetida em inglês nas linhas 6 e 7 é que nos interessa aqui (um trecho que nos fascina tremendamente faz mais de 44+ anos). Em português: "...quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas...". Peart dialoga com essa citação tanto (na primeira estrofe) se referindo à época da sua frustrante/frustrada tentativa de carreira em Londres (cerca de 18 meses em 1970-1972) quanto (na segunda estrofe) se referindo ao presente de 1978 e o seu sucesso já atingido então com o Rush... 

A frase de Karr tornou-se um clichê cultural justamente porque ressoa com uma verdade universal e atemporal sobre a condição humana.

Ela captura a sensação de "frustração cíclica" que muitos experimentam: a ideia de que a história se repete, que os problemas sociais persistem apesar das revoluções, e que as pessoas, individualmente, muitas vezes lutam para mudar seus próprios padrões de comportamento.

Por essa razão, a citação é frequentemente usada em contextos políticos e sociais para comentar sobre como, apesar de novas tecnologias, leis ou líderes, os mesmos problemas fundamentais parecem perdurar.

No entretenimento, ela aparece recorrentemente... Para além do Rush, ela continua a ser usada em títulos de músicas, álbuns, letras e como um bordão em séries, filmes e na literatura em geral, sempre que um autor ou personagem deseja expressar essa sensação de déjà-vu histórico e/ou pessoal. Sua popularidade vem da sua capacidade de, em poucas palavras, descrever uma das mais persistentes e desconcertantes observações sobre a vida.

...

Anos mais tarde, em 1999, acompanhávamos com atenção os episódios finais da série DS9. Especulávamos sobre o seu episódio final em particular, especialmente sobre qual seria a sua última fala. Eis que coube ao personagem Quark citar a famosa frase de Karr (falando com  o personagem Morn). Uma linda surpresa pessoal na época e uma resolução lindíssima desde então...

Pelo valor de sua face no contexto, a citação parece falar da imutabilidade do personagem Quark (algo sublinhado nos últimos episódios da série) mesmo com tudo se modificando drasticamente ao seu redor [e também da cena logo antes com a personagem Kira que ecoa uma cena análoga dos dois no piloto da série]... Por outro lado, como a série de fato entregou tantas reais mudanças micro e macro, a citação pode também ser lida simbolicamente como negação, a primeira fase do luto [de vários personagens que permaneceram na estação e da própria audiência]. E de fato, vemos na sequencia dessa última fala: Kira e Jake lidando com as perdas de Odo (o amor de Kira) e Sisko (o pai de Jake) (*). E finalmente, num zoom exterior reverso e infinito, vemos a estação DS9 se transformar em um ponto menor do que qualquer astro no firmamento... FIM.

(*) [Jake e Kira observam, por uma janela da estação, uma inesperada/inexplicável abertura do buraco de verme estável/local ... Tal buraco de verme é uma estrutura/morada construída por seres não lineares que os nativos daquele sistema estelar, Bajorianos como Kira, tratam como Deuses e os chamam de "Profetas" (chamando ainda o buraco de verme em si de "Templo Celestial"). Sisko se descobriu parte Profeta ao longo da série, se juntando a eles ao fim da sua missão corpórea ali. ... Por outro lado, a mesma passagem leva a um distante quadrante da galáxia, morada dos principais antagonistas da série: Os "Fundadores" (que são o povo de Odo). O fim da guerra com eles (das últimas temporadas) foi em grande medida condicionado ao retorno de Odo ao "Grande Elo" (Que é um verdadeiro oceano vivo formado por todos os Fundadores em seu estado gelatinoso natural) (Os Fundadores são metamorfos do mais alto grau e tratados como divindades rotineiramente.) ... De um certo modo: Sisko e Odo "voltaram para casa" para "contar sobre nós".]

( Observação: Ron Moore foi um roteirista em DS9 e que alguns anos depois produziu uma série SCIFI espacial que parecia ter a citação de Karr no seu DNA: BatleStar Galactica (2003-2009) )

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(II) E se Apolo, Dionísio, um Vorlon e um Shadow entrassem num bar...

Esta curiosa secção ganhou vida própria e um artigo próprio que você pode conferir: aqui .

Podem conferir agora mesmo que a gente espera o seu retorno (E não deixem de conferir atentamente a letra completa da épica Hemispheres do Rush quando estiverem por lá!).

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(III) De Cervantes até The Expanse e passando por um buraco negro Rushiano no meio do caminho...

Para contextualizar esse último absurdo título (III), devemos falar da saga de "Cygnus X-1" como um todo. O seu primeiro TOMO (ou LIVRO) fala da constelação e do buraco negro titulares, especialmente da viagem do seu anônimo protagonista até o seu inevitável fim ao tentar atravessar tal singularidade gravitacional.

A nave do explorador é chamada de Rocinante. A letra de "Cygnus X-1 Book I: The Voyage" [do clássico álbum anterior do Rush: A Farewell to Kings de 1977] confirma isso...

O nome Rocinante é uma referência direta ao fiel e magro cavalo de Dom Quixote, no romance clássico de Miguel de Cervantes. Isso estabelece o explorador como uma figura quixotesca, embarcando em uma jornada impossível e idealista em direção ao desconhecido.

A segunda parte dessa história cobre todo o lado A do álbum seguinte (Hemispheres 1978), o lendário titular épico progressivo em seis partes: "Cygnus X-1 Book II: Hemispheres". A quinta parte é que realmente conta o que aconteceu com o explorador após ele atravessar o buraco negro [ Com direito até a flashbacks sonoros do "livro anterior", da sua jornada através do buraco negro etc. É ouvir para crer! ]... Tendo seu corpo físico destruído, ele reentra na narrativa como uma espécie de "alma errante". Ele emerge no Olimpo e testemunha (agora sob a perspectiva divina) o conflito sem fim entre os deuses Apolo (Razão) e Dionísio (Emoção) e o seu reflexo na humanidade.

Sua intervenção com voz interior, um "grito silencioso" de agonia diante de tamanho desequilíbrio, é tão poderosa que faz os deuses guerreiros repensarem sua luta. Para garantir que uma estabilidade seja possível e o conflito não se repita ciclicamente/indefinidamente, os deuses então reconhecem o explorador (inclusive levando em conta todo o extraordinário que o trouxe até alí) como uma nova divindade e o nomeiam simplesmente: "Cygnus, o Deus do Equilíbrio".

Portanto, a jornada do herói outrora anônimo termina com seu renascimento e apoteose, recebendo o nome da própria constelação e do buraco negro que o engoliu, simbolizando sua nova identidade como a personificação do equilíbrio entre forças opostas.

(OBS: Notem como abundam similaridades com os eventos da vida de John Sheridan em Babylon 5. Especialmente nos episódios de 03X22:"Z'ha'dum" até 04X06:"Into the Fire".)

O segundo TOMO termina com sua sexta parte retornando ao seio da humanidade com uma singela canção folk... As palavras de Peart aqui se mostram excepcionalmente bem escolhidas, terminando com uma nota de esperança de que o que eram dois possam se tornar apenas um.

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E eis que as palavras de Peart encontraram novamente ecos paralelos, agora em mais um série SCIFI espacial: The Expanse (2015-2022)...

O nome Rocinante (a nave líder de tal série) foi escolhido por James Holden, protagonista e o capitão da nave, que é um grande fã do romance clássico Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, desde a infância. No livro, Rocinante é o nome do cavalo do protagonista. Holden rebatiza a nave com esse nome após ele e sua tripulação assumirem o controle dela.

A Rocinante era originalmente uma fragata da Marinha da República Congressional Marciana (MCRN). Sua classe é de uma "Corvette-class light frigate", ou fragata ligeira classe Corveta, um navio de guerra rápido e versátil, capaz de desempenhar múltiplos papéis em combate, como lançador de torpedos e transporte para equipes de abordagem. Antes de se chamar Rocinante, a nave era conhecida como MCRN Tachi (ECF 270).

Ela era uma nave auxiliar, uma escolta de frota, que ficava estacionada a bordo da nave capitânia da Marinha Marciana, a gigantesca couraçada MCRN Donnager. Quando a Donnager foi atacada e afundada, a Tachi foi usada como nave de fuga por Holden e sua então tripulação da nave Knight (nave auxiliar e única sobrevivente da destruição da nave geleira Canterbury), que haviam sido resgatados pela Donnager. Eles conseguiram escapar a bordo da Tachi antes da destruição total da nave-mãe. Holden então reivindicou a nave como "salvamento legítimo" e a rebatizou.

A interpretação, digamos, "original" de James Holden sobre Dom Quixote é deveras particular. Ele cresceu lendo o livro e, quando criança, "se imaginava como um cavaleiro" e "achava que tudo era muito engraçado". Ele via a história como uma espécie de comédia, um idealista atabalhoado em aventuras tolas. No entanto, a mãe de Holden comenta que "nunca teve coragem de dizer a ele que o livro é, na verdade, uma tragédia". Esta visão inocente e idealista reflete-se diretamente na personalidade de Holden. Ele é frequentemente descrito como ingênuo, impulsivo e excessivamente idealista em sua busca por ações justas e cavalheirescas. A palavra "quixotesco" é usada para descrever seu comportamento, e tanto outros personagens quanto os fãs associam Holden à ideia de "tilting at windmills" (lutar contra moinhos de vento, ou seja, embarcar em batalhas impossíveis ou fúteis). Para Holden, sua nave não é apenas uma ferramenta; ela representa a elevação de um veículo humilde (ou, neste caso, uma nave de guerra roubada) a um símbolo de seus ideais, assim como Dom Quixote via seu cavalo magro como um nobre corcel.

Por fim, é interessante notar que, em The Expanse, a nave Rocinante carrega três drones de reconhecimento, que foram nomeados em homenagem aos membros da banda Rush: "Peart", "Lee" e "Lifeson"... 


E sim os autores de The Expanse são fãs de Rush e tinham total ciência dessa "Conexão Rocinante"... E sim as duas Rocinantes são inspiradas independentemente pelo mesmo pangaré de Cervantes e basicamente pelo mesmo motivo.  

(Observação: Holden também encontrou durante a série objetos que de certa forma pareciam buracos negros, ou mais precisamente buracos de minhoca. E ainda teve que lidar com o legado de seres que caminharam/caminham pelo universo como Deuses... Mas isso é uma  outra história!)

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(IV) O quarto ato de uma Trilogia Professoral...

Alguns anos depois... E ainda mais uma vez... Uma série SCIFI espacial do coração estava para terminar... The Expanse (2015-2022)... [A existência talvez devesse pagar royalties ao Monsieur Karr.]

Coube a personagem Naomi Nagata o (de fato) monólogo final da série:

"Você fez (a coisa certa).
Você seguiu sua consciência na esperança de que outros seguissem a deles.
Você não fez isso por uma recompensa ou um tapinha nas costas.
O universo nunca nos diz se fizemos certo ou errado.
É mais importante tentar ajudar as pessoas do que saber que você ajudou.
Mais importante que a vida de outra pessoa melhore do que você se sentir bem consigo mesmo.
Você nunca sabe o efeito que pode ter sobre alguém, não realmente.
Talvez uma coisa essencial que você disse os assombre para sempre.
Talvez um momento de bondade lhes dê conforto ou coragem.
Talvez você tenha dito a única coisa que eles precisavam ouvir.
Não importa se você jamais venha a saber...
Você só precisa tentar."

Esse monólogo é um dos momentos mais filosóficos e comoventes de toda a série The Expanse. Naomi está falando não apenas sobre a última ação de Holden (a quem ela se refere na frase inicial do monólogo) e sua busca incessante por fazer o que é certo, mas também sobre uma filosofia de vida que ela mesma adotou... E nesse ponto devemos também confessar uma proximidade pessoal com Holden e a sua filosofia... 

Conduzidos por uma linda melodia de violoncelo, nos despedimos de Nagata e Holden... Numa vista externa vemos a valente Rocinante uma última vez, se afastando cada vez mais... Até desaparecer no infinito.

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Dedicado ao genial Neil Ellwood Peart (1952-2020)

Dedicated to the brilliant Neil Ellwood Peart (1952-2020)

Dédié au génial Neil Ellwood Peart (1952-2020)

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Confiram nossas 21+12 séries SCIFI de todos os tempos: aqui

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

APOLO & DIONÍSIO VS. VORLONS & SHADOWS

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(Imagem abstrata e meramente ilustrativa.)
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APOLO & DIONÍSIO VS. VORLONS & SHADOWS (*)

A epopeia progressiva de 18+ minutos da banda Canadense Rush, "Cygnus X-1 Book II: Hemispheres" (1978) [ letra completa do baterista Neil Peart aqui ], e o conflito milenar entre Vorlons e Shadows na clássica série televisiva SCIFI Babylon 5 (1993-1998) são capítulos notáveis de uma mesma tradição filosófica na ficção científica. Longe de qualquer relação de influência direta, eles são expressões artísticas paralelas que celebram uma ideia central: a de que o progresso verdadeiro não vem da vitória de uma força sobre a outra, mas da síntese equilibrada entre opostos fundamentais.

Conflito Central: Razão vs. Emoção / Ordem vs. Caos

Ambas as obras constroem seu drama em torno de um conflito entre duas forças primordiais que, sozinhas, são incapazes de guiar a humanidade (ou as "raças jovens") para um futuro melhor.

Em Hemispheres, o palco é um mundo mitológico onde os deuses Apolo (Razão) e Dionísio (Amor/Emoção) travam uma batalha eterna para governar o destino da Humanidade. A letra descreve como a humanidade, sob a influência exclusiva de Apolo, constrói cidades e prospera materialmente, mas acaba perdendo o sentido de propósito. Quando segue apenas Dionísio, vive em harmonia e alegria, mas se torna vulnerável e despreparada para os desafios do mundo, como o inverno que a pega de surpresa.

Em Babylon 5, o conflito é entre duas das mais antigas raças da galáxia, os "Primeiros". Os Vorlons representam a Ordem, acreditando que o caminho para o avanço das raças jovens é através da lei, disciplina e cooperação. Sua pergunta fundamental é "Quem é você?", que incentiva a reflexão sobre o papel de cada um na sociedade. As Sombras são a personificação do Caos, acreditando que a evolução e o progresso vêm do conflito e da luta pela sobrevivência. Sua pergunta é "O que você quer?", que estimula a ambição e o egoísmo.

A Natureza do Conflito: Deuses e seus Peões

Em ambas as narrativas, o conflito cósmico tem um impacto devastador sobre os mortais, que se tornam peões em uma guerra que não compreendem plenamente.

Em Hemispheres, a guerra entre os deuses segrega a humanidade: "As pessoas estavam divididas / Cada alma, um campo de batalha". O mundo é "despedaçado em hemisférios vazios", e as pessoas, perdidas e sem rumo, "apenas seguiam umas às outras".

Em Babylon 5, os Vorlons e as Sombras usam as raças mais jovens como peões em sua guerra filosófica. Tão envolvidos em seu próprio debate, eles "perderam o caminho", falhando em seu papel como mentores e criando um ciclo interminável de conflitos.

A Busca pela Síntese: O Equilíbrio como Resolução

A resolução em ambas as obras é notavelmente semelhante: a resposta para o conflito não é a vitória de um lado, mas a busca por um terceiro caminho, uma síntese equilibrada.

Em Hemispheres, o herói viajante (Cygnus) chega ao Olimpo e, após contar sua história, faz com que os deuses guerreiros parem e reflitam. Ele é então coroado como "Cygnus, o Deus do Equilíbrio". A mensagem final do épico é a união do coração e da mente: "Com o Coração e Mente unidos em uma única esfera perfeita", guiados por uma "sensibilidade, armada com senso e liberdade".

Em Babylon 5, a série argumenta que tanto os Vorlons quanto as Sombras estão "certos e errados". A verdadeira sabedoria está em responder a ambas as perguntas ("Quem é você?" e "O que você quer?"), integrando a responsabilidade social com a ambição pessoal. A conclusão é que uma galáxia verdadeiramente justa deve abraçar tanto a ordem quanto o caos, permitindo que as raças jovens cresçam por si mesmas, livres do dogma extremo de seus antigos mestres.

Ecos de Ideias Anteriores

A beleza dessa convergência é que ambas as obras bebem de fontes filosóficas e literárias muito mais antigas, criando um diálogo intercultural que transcende seus próprios meios.

Mitologia Grega: A base de Hemispheres é a rivalidade entre Apolo e Dionísio, que o filósofo Friedrich Nietzsche, em O Nascimento da Tragédia, descreveu como forças opostas da civilização: a razão apolínea e a paixão dionisíaca. A jornada em busca de equilíbrio ecoa o ideal grego de sophrosyne (moderação).

Filosofia de Nietzsche: A influência de Nietzsche é citada diretamente nas letras do Rush. A ideia de que o conflito e a luta são motores do progresso (defendida pelas Sombras) ressoa com o conceito de "vontade de poder" e a crítica de Nietzsche à moralidade que sufoca a vida.

Ficção Científica Clássica: O conflito Vorlon/Sombra em Babylon 5 foi deliberadamente concebido como uma "refutação" do embate entre os Arisianos (ordem benevolente) e os Eddorianos (caos maligno) da série Lensman de E.E. "Doc" Smith, dos anos 1930 e 1940. O criador de Babylon 5, J. Michael Straczynski, quis ir além do maniqueísmo da ficção científica pulp, mostrando que ambos os lados tinham se tornado dogmáticos e perigosos.

Em suma, Hemispheres e o arco dos Vorlons e Shadows em Babylon 5 são celebrações da mesma verdade filosófica: que o extremismo, seja ele da razão ou da emoção, da ordem ou do caos, é uma armadilha. A verdadeira sabedoria, e o verdadeiro progresso, residem na complexidade, na integração e na busca por um equilíbrio dinâmico que honre tanto a mente quanto o coração, o indivíduo e a comunidade.

(*) Texto expandido a partir de uma secção de um pequeno tributo SCIFI a Neil Peart que aparecerá em breve no BLOG... A comparação em si sempre foi óbvia desde que vimos B5 pela primeira vez.

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

(1960-1967: SEGUNDA FASE DOS FILMES SCIFI) [SCIFI]

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(1960-1967: SEGUNDA FASE DOS FILMES SCIFI)

FILMES DE 011 A 026 AQUI

A segunda fase da nossa revisão, que abrange os filmes de 011 a 026 da nossa lista, promete uma expansão radical dos horizontes da ficção científica, levando o gênero para territórios até então inexplorados pela primeira fase. Se os anos de 1950 foram dominados pelo medo do invasor externo e pela alegoria política da guerra fria, a década de 1960 trouxe uma sofisticação narrativa e uma ousadia formal que transformaram a ficção científica em um laboratório para as mais vanguardistas experimentações cinematográficas... O pontapé inicial vem com Last Year at Marienbad (1961), de Alain Resnais, uma obra-prima do cinema moderno que, embora raramente classificada como ficção científica [Mas não na nossa lista!], é uma perturbadora exploração do tempo, da memória e da realidade, um quebra-cabeças surreal que desafia qualquer noção convencional de narrativa... Em contraste, The Day the Earth Caught Fire (1961), novamente de Val Guest, retorna ao terreno mais familiar do desastre ecológico, mas com uma ambição que prenuncia o cinema catástrofe, utilizando o jornalismo investigativo como fio condutor para uma trama sobre as consequências climáticas da guerra nuclear... E então surge La Jetée (1962), de Chris Marker, um dos filmes mais originais/influentes já feitos, construído quase inteiramente com fotos estáticas, que conta uma história de amor e viagem no tempo em uma Paris pós-apocalíptica, provando que a ficção científica pode ser tão econômica quanto poética... A segunda fase não teme o hibridismo: The Manchurian Candidate (1962), de John Frankenheimer, é um thriller político sobre lavagem cerebral que funciona como uma ficção científica sombria sobre a manipulação da mente humana, enquanto The Damned (1962), de Joseph Losey, produzido pela Hammer Films, é uma obra estranha e subestimada (Muito subestimada!) que mistura drama, horror e ficção científica em uma conclusão desoladora sobre a Guerra Fria.

A diversidade da segunda fase é o seu maior trunfo... Icarus XB-1 (1963), do tcheco Jindrich Polák, é uma joia meio esquecida [Mas não por nós!] do leste europeu que (em certo sentido) antecipa a estética de 2001: A Space Odyssey com sua nave especiosa, tripulação internacional e uma jornada interestelar que confronta os legados destrutivos do século XX... Ao mesmo tempo, o cinema B americano sessentista encontra talvez o seu auge em X: The Man with the X-ray Eyes (1963), de Roger Corman, uma pérola do terror cósmico sobre um médico que adquire visão de raio-X e descobre verdades que a mente humana não deveria jamais contemplar... O ano de 1964 é talvez o mais extraordinário da década para o gênero, com dois filmes que encaram a ameaça nuclear de ângulos opostos e complementares. Doctor Strangelove (1964), de Stanley Kubrick, é a comédia sombria definitiva sobre a absurda lógica da dissuasão nuclear, um tratado de humor ácido que transforma a sala de guerra em um manicômio e o apocalipse em uma piada de mau gosto. Fail-Safe (1964), de Sidney Lumet, é o seu reverso sombrio: um drama documental e tenso sobre um erro mecânico que desencadeia um ataque nuclear acidental, onde não há vilões, apenas seres humanos falíveis e as máquinas que construíram. Juntos, esses dois filmes formam um díptico indispensável sobre a paranoia nuclear que definiu a Guerra Fria... A segunda fase ainda reserva surpresas em 1965: The War Game (1965), de Peter Watkins, um falso documentário tão brutal e realista sobre os efeitos de uma bomba nuclear na Inglaterra que foi banido pela BBC por mais de vinte anos; Alphaville (1965), de Jean-Luc Godard, que transforma uma Paris noturna em uma distopia tecnocrática governada por um computador que aboliu a poesia e o amor; e Planet of the Vampires (1965), de Mario Bava, uma obra inesquecível do terror gótico espacial que prenuncia (Para dizer o mínimo!) o visual sombrio de Alien, com suas naves fantasmagóricas e uma ameaça extraterrestre que manipula os corpos dos astronautas... Em 1966, o gênero alcança novos patamares de ambição existencial com Seconds (1966), de John Frankenheimer, uma parábola sobre um homem de meia-idade que aceita uma cirurgia plástica radical para recomeçar a vida, apenas para descobrir que a fuga de si mesmo é impossível; The Face of Another (1966), de Hiroshi Teshigahara, uma meditação filosófica sobre identidade e alienação, onde um homem com o rosto desfigurado usa uma máscara perfeita e perde o contato com sua própria humanidade; e Fahrenheit 451 (1966), de François Truffaut, a adaptação visual e melancólica do romance de Ray Bradbury sobre uma sociedade que queima livros... Para encerrar esta nossa segunda fase temos uma obra maiúscula do terror arqueológico/cósmico, Quatermass and the Pit (1967), dirigido por Roy Ward Baker (no lugar de Val Guest!) para a Hammer Films, que leva agora o professor Bernard Quatermass a uma escavação em Londres que desenterra uma nave alienígena alí há milhões de anos, revelando que a própria evolução humana foi moldada por uma inteligência exterior parasita e "demoníaca" (no sentido de "...ter dado origem a.."), um épico de ficção científica que sintetiza o medo da herança genética e a manipulação das origens, fechando com chave de ouro (e no seu auge) a trilogia do icônico cientista que começou com The Quatermass Xperiment em 1955.

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domingo, 5 de julho de 2026

(1950-1960: PRIMEIRA FASE DOS FILMES SCIFI) [SCIFI]

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(1950-1960: PRIMEIRA FASE DOS FILMES SCIFI)

FILMES DE 001 A 010 AQUI

A década de 1950 inaugurou no cinema de ficção científica uma era de maturidade temática e formal que encontrou no medo da Guerra Fria o seu combustível mais potente. A revisão crítica que iniciamos com os dez primeiros filmes desta lista não se limitou a catalogar obras que já conquistaram o desafio do tempo, mas sim a desenhar um mapa da ansiedade humana diante do apocalipse atômico e da perda de centralidade no cosmos... O ponto de partida, The Thing from Another World (1951), de Christian Nyby (com a sombra tutelar de Howard Hawks), estabeleceu o paradigma do invasor vindo dos céus, um ser de corpo vegetal e inteligência letal que devia ser combatido com a união de militares e cientistas, capturando a paranoia de uma América recém-saída da guerra e já imersa na suspeita contra o outro... Poucos meses depois, Robert Wise ofereceu uma antítese radical com The Day the Earth Stood Still (1951), substituindo o monstro sanguinário por um emissário interestelar chamado Klaatu, cuja advertência pacifista invertia a lógica belicista: a verdadeira ameaça não vinha das estrelas, mas da incapacidade humana de superar o tribalismo e a violência. Juntos, esses dois filmes de 1951 já anunciavam os limites do espectro completo sobre o qual a ficção científica da década se debruçaria: o medo do ataque externo e o temor de que a humanidade fosse seu próprio algoz.

Em 1953, The War of the Worlds, dirigido por Byron Haskin e produzido por George Pal, levou essa dualidade ao paroxismo do espetáculo tecnológico. Adaptando H.G. Wells para a paisagem suburbana da Califórnia, Haskin substituiu os tripés vitorianos por máquinas voadoras pairando sobre cidades americanas, cujas armas de calor reduziam tanques e aviões a cinzas com a mesma indiferença com que a guerra nuclear vaporizara Hiroshima. O filme condensou em suas sequências mais aterrorizantes a impotência do poderio militar: o exército atira, os mísseis são lançados, até a bomba atômica é detonada sobre os invasores, e tudo falha, revelando que a única salvação viria de um acidente biológico, os microrganismos terrestres para os quais os marcianos não tinham defesa. Essa resolução irônica, que devolvia ao planeta uma vitória involuntária, carregava um pessimismo profundo sobre a arrogância científica humana, ecoando a desconfiança que os testes nucleares no Pacífico já despertavam na opinião pública. A recusa do Pentágono em colaborar com a produção, por considerar que a representação de um exército derrotado equivalia a uma admissão de fraqueza ante o comunismo, apenas sublinhou o quanto o filme tocava em nervos expostos. Mais do que um mero filme de monstro, The War of the Worlds serviu como um prelúdio grandioso para as metáforas atômicas que viriam, preparando o público para a chegada de Godzilla no ano seguinte, que levaria essa mesma angústia para o outro lado do Pacífico com uma potência alegórica ainda mais visceral e trágica.

A escalada da corrida armamentista e os testes nucleares no Pacífico encontraram em Godzilla (1954), de Ishirô Honda [e um dos "dois corações" desta nossa primeira fase], a sua mais devastadora transfiguração artística. Mais do que um filme de monstro, a obra de Honda é um réquiem visual pelo Japão pós-Hiroshima, uma nação que via o terror atômico reavivado pelo incidente do Lucky Dragon 5, e o diretor, veterano de guerra, canalizou essa dor coletiva em uma metáfora multifacetada onde o réptil radioativo era ao mesmo tempo a bomba, a hybris científica e a natureza vingativa contra a arrogância humana... Em contraponto a essa dimensão trágica e oriental, o cinema britânico, com The Quatermass Xperiment (1955) e Quatermass II (1957), ambos dirigidos por Val Guest, trouxe uma abordagem documental e realista, ancorando o horror espacial em cenários prosaicos e na figura do cientista ambíguo, cuja hybris (ao seu modo) ameaçava/salvava a civilização... Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, Invasion of the Body Snatchers (1956), de Don Siegel, transformava a paranóia macarthista em uma alegoria perturbadora sobre a perda da individualidade e a invasão silenciosa do conformismo, um filme que os próprios criadores insistiram não ser político, mas que se tornou um documento involuntário e poderoso de sua época... E, como se o gênero buscasse constantemente elevar sua ambição intelectual, Forbidden Planet (1956), de Fred M. Wilcox [e o nosso "outro coração" aqui], surgiu como um oásis de sofisticação, substituindo as ameaças externas por um mergulho nas cavernas do inconsciente freudiano, onde o verdadeiro monstro era o id do Dr. Morbius, materializado por uma tecnologia alienígena incompreendida.

O final dos anos 1950 aprofundou essa tendência de interiorização do terror, e The Incredible Shrinking Man (1957), de Jack Arnold, com roteiro de Richard Matheson, levou a ficção científica para o território mais íntimo e desolador: o próprio corpo do protagonista. O encolhimento progressivo de Scott Carey, desencadeado por uma névoa radioativa, não era apenas uma alegoria do pânico nuclear, mas uma tragédia doméstica e pessoal sobre a dissolução do casamento, da carreira e da própria humanidade diante de forças cósmicas indiferentes... A mesma vertente britânica que Val Guest inaugurara encontrou em Quatermass II uma expansão da conspiração para escala nacional, onde o Estado britânico se revelava infiltrado por uma inteligência extraterrestre, uma parábola política sobre a opacidade burocrática e a cumplicidade das instituições que deveriam proteger a população... E, fechando este primeiro ciclo com chave de ouro, Village of the Damned (1960), de Wolf Rilla, levou ao extremo a ideia de que o inimigo poderia estar dentro de casa, utilizando os ventres das mulheres inglesas como incubadoras para uma prole de olhos prateados e inteligência inumana, um reflexo distorcido das ansiedades de uma nação que via seus valores tradicionais sendo questionados por forças que não compreendia [Notem as referências dos três últimos filmes a: indivíduo , família e Estado]... Esses dez filmes, que cobrem de 1951 a 1960, não apenas definiram os arquétipos do gênero, mas também provaram que a ficção científica era o veículo mais poderoso para o cinema pensar a si mesmo e ao seu tempo, um legado que agora se prepara para ser expandido e subvertido na segunda fase desta jornada.

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sábado, 4 de julho de 2026

THE BEAR S5 (2026)

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EPISÓDIOS:

01 Soda [**1/2]
02 Lamb [**1/2]
03 Mint [***]
04 Ribs [***1/2]
05 Raspberries [***]
06 Focaccia [****]
07 Caramel [****]
08 The Original Beef of Chicagoland [****]

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X-MEN97 S2 (2026)

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EPISÓDIOS:

01 Days of Past Future [***1/2]
02 A Force to Be Reckoned With [***1/2]
03 Rise of Apocalypse I [***1/2]
04 Rise of Apocalypse II [****]
05 Weapon X , Lies & DVDs [***]

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SILO SEASON 03 (2026)

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EPISÓDIOS:

01Who Are You?

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