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quarta-feira, 18 de março de 2026

OS 21 DIRETORES DE TODOS OS TEMPOS X O OSCAR (VERSÃO 2026)

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(Arte ainda meramente ilustrativa!)

OS 21 DIRETORES DE TODOS OS TEMPOS...
 
1928. Luis Buñuel [ESPANHA]
1931. Jean Renoir [FRANÇA]
1932. Yasujiro Ozu [JAPÃO]
1939. Kenji Mizoguchi [JAPÃO]
1941. Orson Welles [AMÉRICA]
1945. David Lean [INGLATERRA]
1945. Robert Bresson [FRANÇA]
1950. Akira Kurosawa [JAPÃO]
1953. Federico Fellini [ITÁLIA]
1953. Ingmar Bergman [SUÉCIA]
1956. Stanley Kubrick [AMÉRICA]
1957. Michelangelo Antonioni [ITÁLIA]
1959. François Truffaut [FRANÇA]
1960. Jean-Luc Godard [FRANÇA]
1962. Andrei Tarkovsky [RÚSSIA]
1966. Sergio Leone [ITÁLIA]
1977. David Lynch [AMÉRICA]
1977. Woody Allen [AMÉRICA]
1988. Krzysztof Kieslowski [POLÔNIA]
1990. Wong Kar-Wai [CHINA]
1997. Paul Thomas Anderson [AMÉRICA]
 
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E 18 TOLICES DO OSCAR DE TODOS OS TEMPOS...

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OS 3 GÊNIOS QUE VENCERAM O OSCAR REGULAR DE MELHOR DIRETOR

David Lean (1945): Venceu por A Ponte do Rio Kwai em 1958 e por Lawrence da Arábia em 1963. O mestre do épico britânico, Lean foi premiado por duas de suas superproduções mais aclamadas, ambas exemplares máximos do cinema de grande espetáculo porém com profundidade dramática.

Woody Allen (1977): Venceu por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa em 1978. Uma vitória que consagrou seu estilo único de comédia urbana e neuroticamente intelectual. Allen, que raramente comparece às cerimônias, quebrou o molde do que era esperado para um vencedor da Academia na época.

Paul Thomas Anderson (1997): Venceu finalmente em 2026 por Uma Batalha Após a Outra. Um Oscar universalmente considerado tardio em pelo menos 20 anos, corrigindo uma das omissões mais incômodas da história recente da premiação.

OS 18 GÊNIOS QUE NUNCA VENCERAM A CATEGORIA

Dos 21 nomes da lista, 18 nunca levaram a estatueta de Melhor Diretor. Ao analisar esse histórico, percebe-se como a Academia muitas vezes falhou em reconhecer a inovação em tempo real.

Orson Welles (1941): O diretor de Cidadão Kane foi, sim, indicado como diretor naquele ano, mas a Academia preferiu homenagear John Ford por Como Era Verde Meu Vale. Embora o filme de Ford seja respeitável, a derrota de Welles — que revolucionou a linguagem cinematográfica aos 25 anos — é considerada por muitos a mãe de todas as zebras e um símbolo do conservadorismo da indústria contra a inovação radical.

Stanley Kubrick (1956): Um dos maiores estilistas visuais e pensadores do cinema. Foi indicado quatro vezes por Dr. Fantástico, 2001: Uma Odisseia no Espaço, Laranja Mecânica e Barry Lyndon, mas nunca venceu como diretor. Sua única estatueta competitiva foi pelos efeitos visuais de 2001. A Academia simplesmente não soube como premiar um perfeccionista que desafiava gêneros a cada novo projeto.

Akira Kurosawa (1950): O "Imperador" do cinema japonês foi indicado ao Oscar de direção uma única vez, por Ran (1986), já no fim da carreira, e perdeu. Recebeu um Oscar Honorário em 1990, mas a ausência de uma vitória competitiva para o homem que influenciou de George Lucas a Sergio Leone é uma das maiores evidências do viés da Academia contra filmes não falados em inglês.

Ingmar Bergman (1953): O gigante sueco foi indicado como Melhor Diretor em três ocasiões (Gritos e Sussurros, Face a Face e Fanny e Alexander), sem nunca vencer. Embora seus filmes tenham dominado a categoria de Melhor Filme Estrangeiro, a estatueta individual de direção sempre lhe escapou, restando-lhe apenas um Memorial Irving G. Thalberg como reconhecimento tardio.

Federico Fellini (1953): Outro monstro sagrado do cinema europeu. Fellini detém o recorde de quatro Oscars de Melhor Filme Estrangeiro, mas nunca venceu como diretor, apesar de ter sido indicado quatro vezes por clássicos como A Doce Vida, 8½, Satyricon e Amarcord. A Academia parecia contente em mantê-lo confinado ao "gueto dourado" das produções internacionais.

Jean Renoir (1931): Considerado por Truffaut "o pai de todos nós", Renoir foi indicado apenas uma vez por O Homem do Sul (1945), sem sucesso. Recebeu um Oscar Honorário em 1975, um aceno tardio a uma carreira que definiu o realismo poético.

Robert Bresson (1945): O cineasta do ascetismo e da pureza da linguagem cinematográfica é um caso extremo. Bresson nunca recebeu uma única indicação ao Oscar em qualquer categoria, sendo completamente ignorado pela Academia ao longo de toda a sua trajetória.

Michelangelo Antonioni (1957): O arquiteto da modernidade cinematográfica chegou a ser indicado ao Oscar de direção por Blow-Up: Depois daquele Beijo em 1967, mas não venceu. Assim como outros contemporâneos, recebeu um Oscar Honorário (em 1995) como forma de compensação histórica.

François Truffaut (1959) e Jean-Luc Godard (1960): Os pilares da Nouvelle Vague tiveram destinos distintos na premiação. Truffaut foi indicado a Melhor Diretor por A Noite Americana em 1975, mas não levou. Já Godard, o mais radical dos revolucionários francesos, nunca foi indicado para direção, recebendo apenas um Oscar Honorário em 2010.

Krzysztof Kieślowski (1988): O mestre polonês foi reconhecido pela Academia com uma indicação a Melhor Diretor por A Fraternidade é Vermelha (1995), o encerramento de sua trilogia das cores, mas a vitória não se concretizou.

David Lynch (1977): O poeta do subconsciente americano foi indicado três vezes por O Homem Elefante, Veludo Azul e Cidade dos Sonhos. Apesar de sua influência monumental, nunca venceu a estatueta competitiva, recebendo um Oscar Honorário em 2019.

A lista de ignorados ou preteridos na categoria principal de direção segue com nomes fundamentais: Luis Buñuel, que nunca foi indicado como diretor; Yasujiro Ozu e Kenji Mizoguchi, os pilares do cinema japonês que jamais foram lembrados em qualquer categoria; Andrei Tarkovsky, que nunca teve seu nome na lista de diretores; Sergio Leone, o mestre do western spaghetti nunca indicado; e Wong Kar-Wai, cujas estéticas arrebatadoras também nunca foram reconhecidas na categoria de direção pela Academia.

A REFLEXÃO SOBRE A ACADEMIA

Diante desses fatos, é difícil não questionar os critérios do Oscar. A premiação é, antes de tudo, uma eleição promovida por uma indústria e, como tal, está sujeita a lobbies, egos e a um viés conservador e anglófono. Historicamente, a Academia preferiu o biopic "importante" e o drama de guerra convencional em vez de premiar os estilistas radicais que realmente mudaram a forma como vemos cinema.

A existência frequente de um Oscar Honorário para nomes como Renoir, Welles, Kurosawa, Antonioni e Lynch soa quase como um prêmio de consolação. É a admissão de que o artista era importante demais para ser ignorado, mas não "palatável" o suficiente para vencer no auge de sua forma criativa. A lista de vencedores, comparada à lista dos que ficaram de fora, muitas vezes serve como um monumento ao conservadorismo de uma indústria que custa a reconhecer o verdadeiro avanço artístico enquanto ele acontece.

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sexta-feira, 6 de março de 2026

EXISTE OSCAR DE MELHOR FILME SEM DIREÇÃO E MONTAGEM (VERSÃO 2026) ?

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(Imagem meramente ilustrativa e deve ser considerada puro nonsense!)

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A lista a seguir apresenta, em ordem cronológica tendo como referência o ano da cerimónia de entrega do Oscar, todos os filmes que venceram o prémio de Melhor Filme mas que não estavam simultaneamente indicados nas categorias de Melhor Direção e Melhor Montagem. Isto significa que, para se qualificarem, os filmes podem ter falhado a indicação numa destas categorias ou em ambas. A análise considera até a data de 06 de março de 2026, pelo que inclui todos os vencedores da história da Academia até então.

A categoria de Melhor Montagem foi criada apenas na 7.ª cerimónia, em 1935. Para os anos anteriores, a ausência desta categoria é assinalada, mas o critério de não indicação aplica-se apenas às categorias que existiam.

A relação completa e verificada é composta por 15 filmes.

1.  Wings (Asas) - 1929 (1.ª cerimónia) - [GF2416]
    Faltou: Melhor Direção. A categoria de Melhor Montagem ainda não existia.
    Comentário de contexto: Foi o primeiro vencedor do Oscar de Melhor Filme, então chamado de Produção Excepcional. Realizado por William A. Wellman, um antigo piloto de combate, o filme era um épico da aviação sobre a Primeira Guerra Mundial e um testemunho do poder do espetáculo no final da era do cinema mudo. A Academia preferiu homenagear o filme pelo seu impacto e escala de produção, ignorando o trabalho do seu diretor na categoria própria.

2.  Grand Hotel (Grande Hotel) - 1932 (5.ª cerimónia) - [GF6762]
    Faltou: Melhor Direção. A categoria de Melhor Montagem ainda não existia.
    Comentário de contexto: É um caso único na história do Oscar, sendo o único filme a vencer Melhor Filme sem receber qualquer outra nomeação (Oh Boy!). O poder de estúdio da MGM e o seu elenco estelar (Greta Garbo, Joan Crawford, John Barrymore) foram suficientes para lhe garantir o prémio máximo, relegando para segundo plano o trabalho do realizador Edmund Goulding.

3.  The Life of Emile Zola (A Vida de Émile Zola) - 1938 (10.ª cerimónia) - [GF13908]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: Um típico filme de prestígio biográfico da Warner Bros., que a Academia da época apreciava particularmente (!?). O seu insuportável carácter teatral e focado em diálogos fez com que o ramo dos montadores o ignorasse, preferindo nesse ano reconhecer filmes de aventura ou ação com uma edição mais visível e dinâmica.

4.  Hamlet - 1949 (21.ª cerimónia) - [GF1794]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: Realizado e protagonizado por Laurence Olivier, foi o primeiro filme britânico a vencer o prémio principal. A adaptação cinematográfica da peça de Shakespeare utilizou planos longos e uma fluidez que escondia os cortes, uma característica que tradicionalmente não atrai a atenção dos votantes da categoria de Montagem, que tendem a preferir uma edição mais perceptível e ritmada.

5.  Marty - 1956 (28.ª cerimónia) - [GF3609]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: Um filme de orçamento reduzido, adaptado de um teleteatro, que se tornou um sucesso crítico e de público. A sua montagem era propositadamente invisível e funcional, servindo as interpretações e o drama intimista, o que o excluiu da corrida numa categoria que, nesse ano, preferiu filmes de maior escala e complexidade técnica.

6.  Tom Jones (As Aventuras de Tom Jones) - 1964 (36.ª cerimónia) - [GF1664]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: Uma comédia britânica irreverente e visualmente inovadora, influenciada pela Nouvelle Vague francesa, com cortes rápidos, quebras da quarta parede e transições aceleradas. Ironicamente, foi o seu estilo arrojado de montagem que o tornou um alvo para o ramo mais conservador dos montadores da Academia, que na época consideraram o trabalho técnico indisciplinado em vez de genial.

7.  A Man for All Seasons (O Homem Que Não Vendeu Sua Alma) - 1967 (39.ª cerimónia) - [GF1216]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: Mais um exemplo de um drama de prestígio, de origem britânica e fortemente teatral, focado em diálogos e atuações. Numa altura em que a categoria de Montagem premiava filmes de grande espetáculo como Grand Prix ou Viagem Fantástica, a edição contida e clássica deste filme passou completamente despercebida.

8.  The Godfather Part II (O Poderoso Chefão Parte II) - 1975 (47.ª cerimónia) -  [GF30]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: Considerado por muitos uma das maiores obras-primas da história do cinema, a sua ausência na categoria de Montagem é vista hoje como um erro histórico do ramo. A explicação reside na preferência dos votantes desse ano por um filme de catástrofe de alta complexidade logística, Inferno na Torre, que acabou por vencer a categoria, em detrimento da complexa e aclamada montagem paralela deste épico de Francis Ford Coppola.

9.  Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa) - 1978 (50.ª cerimónia) -  [GF110]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: A comédia inovadora de Woody Allen, que revolucionou o género com o uso de flashbacks, split-screens e quebras narrativas, foi preterida na categoria de Montagem. O ramo dos editores preferiu indicar e premiar George Lucas pela montagem frenética e pelos efeitos visuais de Guerra nas Estrelas, evidenciando o tradicional preconceito da categoria em relação às comédias, mesmo as mais inventivas.

10. Ordinary People (Gente Como a Gente) - 1981 (53.ª cerimónia) -  [GF1286]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: A estreia de Robert Redford como realizador, num drama familiar intimista e claustrofóbico, desbancou o favorito Touro Indomável de Martin Scorsese. Enquanto o filme de Scorsese era um triunfo da montagem moderna (e venceu o Óscar na categoria), Gente Como a Gente triunfou no prémio principal pela força das interpretações e da direção de Redford, com uma montagem ao serviço da emoção que não se destacou aos olhos do ramo.

11. Driving Miss Daisy (Conduzindo Miss Daisy) - 1990 (62.ª cerimónia) - [GF6816]
    Faltou: Melhor Direção.
    Comentário de contexto: A ausência do realizador Bruce Beresford na categoria de Melhor Direção foi um dos grandes choques da temporada e um sinal de alerta que acabou por ser ignorado. A patética vitória do filme, uma visão branda e confortável sobre as relações raciais no sul dos Estados Unidos, é atribuída ao forte apoio do ramo dos atores e ao desejo da velha guarda da Academia por mensagens positivas e inofensivas, preferindo-o a filmes mais agressivos e politicamente carregados como Nascido em 4 de Julho.

12. Argo - 2013 (85.ª cerimónia) -  [GF12333]
    Faltou: Melhor Direção.
    Comentário de contexto: A não nomeação de Ben Affleck para Melhor Diretor, apesar de ele ter vencido todos os prémios importantes da temporada (incluindo o Globo de Ouro e o Prémio do Sindicato dos Diretores), gerou uma enorme onda de simpatia na indústria. A narrativa de campanha transformou-se numa cruzada para recompensar o filme como um ato de reparação pelo esnobismo ao seu realizador (!). Argo acabou por vencer Melhor Filme e Melhor Montagem (aliás, uma das poucas coisas boas do longa!), provando que um filme amplamente apreciado pode triunfar no sistema de voto preferencial.

13. Birdman - 2015 (87.ª cerimónia) - [GF2296]
    Faltou: Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: Um dos casos mais irónicos da lista. O filme de Alejandro G. Iñárritu foi concebido para parecer um único e ininterrupto plano-sequência. A genialidade do trabalho do montador foi exatamente a de esconder todos os cortes. De forma literal, o ramo dos editores não considerou o filme digno de nomeação, interpretando a proeza como sendo de direção e fotografia (!), e não de manipulação na sala de edição.

14. Green Book (Green Book: O Guia) - 2019 (91.ª cerimónia) - [GF18971]
    Faltou: Melhor Direção.
    Comentário de contexto: A não nomeação do realizador Peter Farrelly, conhecido pelo seu passado em comédias pastelão, foi vista como um sinal de que o filme era frágil do ponto de vista autoral. No entanto, a sua mensagem feel-good sobre amizade e superação de barreiras raciais, ainda que vista por muitos como simplista e mesmo ofensiva, conquistou a preferência da Academia no sistema de voto preferencial, derrotando o favorito da crítica, Roma. A vitória foi um INFAME triunfo da narrativa emocional confortável sobre o rigor técnico.

15. CODA (No Ritmo do Coração) - 2022 (94.ª cerimónia) - [GFXXXX = N/A]
    Faltou: Melhor Direção e Melhor Montagem.
    Comentário de contexto: É o caso mais extremo da era moderna (ecoando Grand Hotel), vencendo Melhor Filme com apenas três nomeações no total (Filme, Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante). A ausência da realizadora Sian Heder e do montador nas categorias respectivas é um testemunho de que a sua vitória se baseou na emoção pura e na força da sua mensagem de representatividade sobre a comunidade surda. Uma campanha avassaladora da Apple, aliada à comoção do público e dos votantes, permitiu-lhe ultrapassar o favorito Ataque dos Cães... Uma das vitórias mais infames de todos os tempos sob qualquer perspectiva!

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Estudo Estatístico e Porcentual(%):

Considerando a totalidade das 98 cerimónias do Oscar realizadas até 2026:

Total de vencedores de Melhor Filme: 98
Total desses filmes que falharam a indicação em Direção ou Montagem: 15

Percentual geral: Aproximadamente 15,3 por cento de todos os vencedores de Melhor Filme não conseguiram a trinca: Filme, Direção e Montagem.

Se excluirmos as duas primeiras cerimónias, onde a categoria de Montagem ainda não existia, o número total de cerimónias válidas para uma análise conjunta das duas categorias é de 96. Neste universo, 13 filmes falharam a indicação numa das categorias ou em ambas.

Uma análise mais fina por tipo de ausência revela:

Filmes ausentes apenas em Direção: 5 (Driving Miss Daisy, Argo, Green Book, Wings e Grand Hotel contam aqui, com esses dois últimos anteriores à montagem).

Filmes ausentes apenas em Melhor Montagem: 9 (The Life of Emile Zola, Hamlet, Marty, Tom Jones, A Man for All Seasons, The Godfather Part II, Annie Hall, Ordinary People, Birdman).

Filmes ausentes em ambas as categorias na era pós-montagem: Apenas 1, CODA (2022).

O que eles têm de diferente? Uma Análise de Padrões

Estes 15 filmes dividem-se em dois grupos com características distintas, determinadas pelo tipo de nomeação que falharam.

O grupo dos que falharam a indicação de Melhor Diretor é composto por filmes cujo triunfo é frequentemente atribuído a fatores externos à visão autoral. São, via de regra, obras que a Academia vota com o coração, impulsionadas por uma forte campanha, por uma mensagem social reconfortante ou por uma narrativa de bastidor que gera simpatia. A direção é vista como funcional, colocando o filme ao serviço dos atores e da história, sem uma assinatura visual marcante que mereça destaque.

O grupo dos que falharam a indicação de Melhor Montagem é mais heterogéneo e reúne alguns dos filmes mais aclamados de sempre. A ausência nesta categoria é quase sempre uma anomalia estatística ou uma ironia do ofício. Em vários casos, como em Birdman ou Tom Jones, a montagem era tão inovadora ou tão bem disfarçada que não foi reconhecida pelo ramo mais conservador dos montadores. Noutros, como em O Poderoso Chefão Parte II ou Annie Hall, a concorrência em anos de grandes superproduções técnicas ofuscou o trabalho de montagem, resultando num erro histórico DA ACADEMIA que em nada belisca o estatuto lendário destas obras.

Eles são mais frágeis frente ao teste do tempo?

A resposta a esta pergunta depende estritamente do grupo em que o filme se insere.

O grupo dos filmes que falharam a indicação de Melhor Diretor tende a envelhecer pior. Títulos como Grand Hotel, Driving Miss Daisy e Green Book figuram frequentemente em listas de piores ou mais questionáveis vencedores do Oscar. O seu apelo era conjuntural, fortemente ligado ao zeitgeist de uma época específica e às preferências de um grupo de votantes. Uma vez que o contexto social e cultural se altera, a sua fragilidade técnica e narrativa fica mais exposta.

O grupo dos filmes que falharam a indicação de Melhor Montagem é, na sua maioria, composto por obras bem sucedidas frente ao teste do tempo. Tipicamente são filmes que continuam a ser estudados e celebrados dentro da sétima arte. A ausência da nomeação para montagem é hoje vista como um lapso da Academia, e não como um demérito da obra em si. Estes filmes sobrevivem e prosperam na história do cinema independentemente das escolhas do ramo dos montadores num determinado ano.

Eles são, via de regra, Oscar Bait?

Novamente, a resposta divide-se pelos dois grupos identificados.

Os filmes que falharam a indicação de Melhor Diretor, como Driving Miss Daisy, Green Book e CODA, são frequentemente apontados como exemplos clássicos de Oscar Bait ou isca de Oscar. São produções desenhadas, propositadamente ou não, para agradar aos votantes: abordam temas sociais de forma acessível e não ameaçadora, têm um forte apelo emocional, e apresentam mensagens positivas de superação ou reconciliação. A sua existência parece moldada para conquistar o coração da Academia, mesmo que à custa de algum risco artístico.

Já o grupo dos que falharam a indicação de Melhor Montagem não se enquadra nesta definição. Seria um contrassenso classificar O Poderoso Chefão Parte II, Annie Hall ou mesmo Birdman como isca de Oscar. São filmes ousados, autorais, que em muitos casos desafiaram convenções e arriscaram novas linguagens. A sua vitória não foi o resultado de uma fórmula calculada para agradar, mas sim o reconhecimento, ainda que imperfeito e com lapsos, de obras de qualidade.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O OSCAR NÃO GOSTA DE FILMES DE TERROR (VERSÃO 2026) ?

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(I) Lista de todos os filmes de terror (incluindo “terror camuflado de outra coisa”) indicados a Melhor Filme até o Oscar 2026

Critérios que vamos usar: terror (The Exorcist , Get Out , Frankenstein ...) ou terror/terror psicológico que a crítica e a historiografia já tratam como terror, mesmo que a campanha da época tenha vendido como “thriller psicológico”, “drama”, etc. (Silence of the Lambs , The Sixth Sense , Black Swan , Sinners ...).

Com isso até a cerimônia de 2026 (98ª edição, com filmes de 2025) temos:

The Exorcist – Ano de lançamento: 1973 – Cerimônia do Oscar: 1974 (46ª) – Gênero: terror sobrenatural – Observação: primeiro filme de terror explicitamente reconhecido como tal a ser indicado a Melhor Filme.

Jaws – Ano de lançamento: 1975 – Cerimônia do Oscar: 1976 (48ª) – Gênero: geralmente rotulado como “thriller”, mas amplamente aceito como terror (terror animal ou de predador). – Observação: um caso clássico de “terror camuflado”: vendido como suspense/aventura, mas encarado como terror pela crítica e pela historiografia do gênero.

The Silence of the Lambs – Ano de lançamento: 1991 – Cerimônia do Oscar: 1992 (64ª) – Gênero: terror psicológico / thriller de serial killer – Observação: único filme de terror a ganhar Melhor Filme, varrendo o chamado “Big Five” (Filme, Diretor, Ator, Atriz, Roteiro). Na época foi muito vendido como thriller, mas hoje é padrão para “terror psicológico”.

The Sixth Sense – Ano de lançamento: 1999 – Cerimônia do Oscar: 2000 (72ª) – Gênero: thriller psicológico / terror sobrenatural (fantasmas, atmosfera de assombração) – Observação: outro típico “camuflado”: campanha enfatizava suspense/prestígio, mas é listado em praticamente todas as listas sérias como terror.

Black Swan – Ano de lançamento: 2010 – Cerimônia do Oscar: 2011 (83ª) – Gênero: terror psicológico (assim descrito em boa parte da crítica acadêmica e jornalística), embora também seja drama. – Observação: vendido como drama artístico sobre uma bailarina, mas a gramática visual é de terror (paranoia, corpo, duplicidade).

Get Out – Ano de lançamento: 2017 – Cerimônia do Oscar: 2018 (90ª) – Gênero: terror social / terror psicológico – Observação: reavivou o debate sobre “terror elevado” e racismo como matéria-prima do terror. Campanha usava muito a expressão “social thriller”, mas o filme é assumidamente terror.

The Substance – Ano de lançamento: 2024 – Cerimônia do Oscar: 2025 (97ª) – Gênero:  terror corporal / terror psicológico – Observação: entra claramente como terror corporal e é tratado como terror nas críticas e em textos sobre a temporada.

Frankenstein – Ano de lançamento: 2025 – Cerimônia do Oscar: 2026 (98ª) – Gênero: terror gótico / terror de monstro, com forte componente dramático – Observação: a imprensa e os textos sobre o Oscar 2026 o tratam exatamente assim. Foi indicado a Melhor Filme e a várias categorias técnicas e de atuação.

Sinners – Ano de lançamento: 2025 – Cerimônia do Oscar: 2026 (98ª) – Gênero: musical de terror / terror vampírico  – Observação: é um caso de horror assumido: a cobertura chama o filme de “vampire musical horror” e ele domina as indicações (recorde de 16 nomeações).

(II) Número total de filmes de terror X número total de cerimônias

Primeira cerimônia do Oscar: 1929. 

Cerimônia considerada em 2026 (com filmes de 2025): 98ª edição.

Total de 9 filmes de terror indicados a Melhor Filme: The Exorcist – Jaws – The Silence of the Lambs – The Sixth Sense – Black Swan – Get Out – The Substance – Frankenstein – Sinners.

Total de cerimônias até 2026: 98

Proporções:

Cerimônias em que pelo menos um filme de terror foi indicado a Melhor Filme: 8 em 98.

Vitórias em Melhor Filme: apenas 1 (The Silence of the Lambs) em 98 cerimônias.

O detalhe interessante é que 4 desses 9 filmes de terror são muito recentes (Get Out, The Substance, Frankenstein, Sinners – desde 2017), o que mostra uma abertura recente da Academia para o gênero, ainda que de forma tímida.

(III) Discussão: o que os dados sugerem sobre o tratamento do terror pela Academia?

(III.1) Sub-representação histórica

Olhemos para quatro coisas:

– Popularidade do terror (bilheteria, fandom, presença cultural). 

– Inovação formal (Psycho, The Shining, Alien, etc.). 

– Número de filmes por ano produzidos nesse gênero. 

– Presença no Oscar de Melhor Filme (8 edições em 98).

Posto isso, fica claro que o terror é um dos gêneros mais sub representados na categoria principal.

Filmes de drama (como gênero) , biografia , guerra , melodrama familiar etc. aparecem quase sempre. 

OBS: Fantasia e ficção científica já apanharam muito, mas hoje estão mais presentes (The Lord of the Rings: The Return of the King , Avatar , Mad Max: Fury Road , Dune, etc.) do que o terror.

(III.2) O que têm em comum os poucos filmes que entram?

Se você observar esses 9 filmes, há um padrão bem claro:

– Ligação com uma certa abstração de “Prestígio”: • The Silence of the Lambs – estudo psicológico de personagens, tema de crime/justiça, performances enormes. • Black Swan – “filme de balé”, drama artístico, atuação de prestígio. • Get Out – comentário social fortíssimo sobre racismo. • The Substance – terror corporal com subtexto sobre envelhecimento, padrão de beleza, misoginia. • Frankenstein – adaptação literária clássica, abordagem profundamente emocional. • Sinners – musical de terror, dirigido por um cineasta já reconhecido, e visto como grande obra “sobre” raça, poder, etc. – Campanhas de marketing que evitam rotular o filme apenas como “terror”: • Silence, Black Swan, Get Out, The Sixth Sense são frequentemente apresentados ao Oscar como “thriller psicológico”, “drama”, “social thriller”. – Estética “séria”: • Direção de fotografia e montagem alinhadas ao padrão de “cinema de prestígio”. • Ênfase em atuação e roteiro, não (apenas) em sustos ou gore.

Ou seja, o terror indicado tende a ser o terror que mais se aproxima do chamado drama de prestígio, do comentário social ou da adaptação literária “respeitável”.

(III.3) Critérios objetivos que pesam contra o gênero

Não são regras escritas, mas padrões observáveis:

(A) Temas que  fogem do explicitamente “sério” e legível. A Academia valoriza histórias claramente “importantes”: guerras, biografias, temas políticos. Por outro lado, o terror frequentemente trabalha esses mesmos temas em forma de metáfora (monstros, demônios, vampiros, corpos mutados). Quanto mais direto é o “discurso respeitável” (Silent of the Lambs como estudo da mente criminosa ou Get Out como sátira racial ou Sinners como épico vampírico com subtexto social), mais chance tem.

(B) Rotulagem e marketing sincero. EstúdioTradicional/Netflix/A24/ETC. dificilmente chegam na campanha dizendo “este é o grande filme de terror do ano, deem a ele Melhor Filme”. Em vez disso utilizam disfarces como: “romance gótico”, “thriller psicológico”, “thriller social”, “drama”, “terror gótico” etc. com ênfase numa certa artesania. Isso é objetivo: basta ver como a imprensa e as campanhas se referem a Frankenstein (terror gótico com forte drama) e Sinners (épico musical vampírico) e como, historicamente, Silence e Get Out foram empurrados como “thrillers”.

(C) Perfil conservador do corpo votante. A composição da Academia por décadas foi majoritariamente mais velha, mais ligada a um tipo de cinema “de prestígio clássico". Isso se reflete em onde o terror aparece: • Frequente em categorias técnicas (maquiagem, som, efeitos, trilha). • Raro em atuação principal e, sobretudo, em Melhor Filme. [Tal perfil votante tem se modificado em anos recentes.]

(D) Aversão ao grotesco e ao “baixo”. Terror lida com corpo, morte, fluidos, monstros, traumas – muitas vezes de forma exagerada ou chocante. A Academia tende a premiar trabalhos que tratam de sofrimento de forma “digna”, contida, mais próxima do drama clássico. Exemplo: filmes como Hereditary, The Witch, The Babadook, The Texas Chain Saw Massacre, The Thing (entre tantos outros), todos cultuadíssimos, nenhum chegou a Melhor Filme.

(E) Histórico de exclusão que se retroalimenta. Se a tradição diz que terror “não é material de Oscar”, cada novo ano reforça essa expectativa. E as exceções (Silence, Get Out e agora Sinners/Frankenstein) são narradas como “quando o terror transcende o gênero”, em vez de “prova de que terror é tão bom quanto qualquer outro gênero”.

(III.4) O que muda em 2026?

Com Sinners e Frankenstein indicados juntos em 2026, a fotografia geral muda um pouco:

Até 2010, só tínhamos: The Exorcist, Jaws, Silence, Sixth Sense. De 2011 em diante, entram Black Swan, Get Out, The Substance, Frankenstein, Sinners. Ou seja, quase metade dos filmes de terror indicados a Melhor Filme está concentrada nos últimos 15 anos.

Isso sugere:

Um certo “descongelamento” do preconceito de gênero. Uma tendência forte a premiar ou ao menos indicar o que o discurso crítico chama usualmente de “terror elevado”: filmes que misturam terror com drama psicológico, comentário social ou um viés inegavelmente autoral.

Ainda assim, em números absolutos, continuamos no ridículo: 9 filmes em 98 cerimônias.

(IV) Síntese

Lista até o Oscar 2026: 9 filmes de terror e "camuflados" indicados a Melhor Filme... The Silence of the Lambs continua sendo o único a vencer a categoria principal... Esses 9 representam menos de 9% das cerimônias... Em mais de 90% dos anos o gênero não está nem entre os finalistas... Critérios objetivos que, na prática, excluem o terror: • foco quase exclusivo em “prestígio temático visível" • campanhas que disfarçam o rótulo “terror” • perfil conservador do eleitorado • aversão a estética grotesca/excessiva • tradição histórica de sub-representação do gênero.

Ou seja: não existe uma regra escrita “não votem em terror”, mas existe um conjunto de preferências estruturais que empurra o gênero para fora – a não ser quando ele vem embalado como drama psicológico, comentário social ou alto prestígio.

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sábado, 31 de janeiro de 2026

QUEM VAI GANHAR O OSCAR 2026?

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QUEM VAI GANHAR O OSCAR 2026?

01 VALOR SENTIMENTAL (*) 09 PONTOS
02 UMA BATALHA APÓS A OUTRA (*) 08 PONTOS
03 PECADORES (*) 07 PONTOS
04 MARTY SUPREME (*) 05 PONTOS
05 HAMNET 04 PONTOS
06 BUGONIA 03 PONTOS
07 FRANKENSTEIN 03 PONTOS
08 O AGENTE SECRETO 03 PONTOS
09 F1 02 PONTOS
10 SONHOS DE TREM 02 PONTOS

CRITÉRIO USADO (Cada indicação vale 1 ponto nas categorias):

Melhor Filme
Melhor Filme Internacional
Melhor Direção
Melhor Montagem
Melhor Roteiro Original
Melhor Roteiro Adaptado
Cada indicação de atuação (ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante)

Desempate entre filmes com a mesma pontuação, nesta ordem:

1) Quem tem indicação em Montagem
2) Depois, quem tem indicação em Direção
3) Depois, quem tem indicação em Roteiro (original ou adaptado)
4) Persistindo empate, ordem alfabética do título em português

Marcação especial:

Filmes que têm simultaneamente indicação em Filme + Direção + Montagem recebem um (*) ao lado do nome. Pelo Oscar 2026, são eles: Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra, Pecadores, Marty Supreme.  

CONSULTA

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VALOR SENTIMENTAL (*) – 09 PONTOS
Melhor Filme – Sentimental Value
Melhor Filme Internacional – Noruega
Melhor Direção – Joachim Trier
Melhor Atriz – Renate Reinsve
Melhor Ator Coadjuvante – Stellan Skarsgård
Melhor Atriz Coadjuvante – Elle Fanning
Melhor Atriz Coadjuvante – Inga Ibsdotter Lilleaas
Melhor Roteiro Original – Joachim Trier & Eskil Vogt
Melhor Montagem – Olivier Bugge Coutté
Pontuação:
Filme (1)
Filme Internacional (1)
Direção (1)
Atriz (1)
Ator Coadjuvante (1)
Atriz Coadjuvante (2)
Roteiro Original (1)
Montagem (1)
= 9 pontos
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UMA BATALHA APÓS A OUTRA (*) – 08 PONTOS
Melhor Filme – One Battle After Another
Melhor Direção – Paul Thomas Anderson
Melhor Ator – Leonardo DiCaprio
Melhor Ator Coadjuvante – Benicio Del Toro
Melhor Ator Coadjuvante – Sean Penn
Melhor Atriz Coadjuvante – Teyana Taylor
Melhor Roteiro Adaptado – Paul Thomas Anderson
Melhor Montagem – One Battle After Another
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Ator (1)
Ator Coadjuvante (2)
Atriz Coadjuvante (1)
Roteiro Adaptado (1)
Montagem (1)
= 8 pontos
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PECADORES (*) – 07 PONTOS
Melhor Filme – Sinners
Melhor Direção – Ryan Coogler
Melhor Ator – Michael B. Jordan
Melhor Ator Coadjuvante – Delroy Lindo
Melhor Atriz Coadjuvante – Wunmi Mosaku
Melhor Roteiro Original – Sinners
Melhor Montagem – Sinners
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Ator (1)
Ator Coadjuvante (1)
Atriz Coadjuvante (1)
Roteiro Original (1)
Montagem (1)
= 7 pontos
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MARTY SUPREME (*) – 05 PONTOS
Melhor Filme – Marty Supreme
Melhor Direção – Josh Safdie
Melhor Ator – Timothée Chalamet
Melhor Montagem – Marty Supreme
Melhor Roteiro Original – Marty Supreme
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Ator (1)
Montagem (1)
Roteiro Original (1)
= 5 pontos
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HAMNET – 04 PONTOS
Melhor Filme – Hamnet
Melhor Direção – Chloé Zhao
Melhor Atriz – Jessie Buckley
Melhor Roteiro Adaptado – Hamnet
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Atriz (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 4 pontos
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BUGONIA – 03 PONTOS
Melhor Filme – Bugonia
Melhor Atriz – Emma Stone
Melhor Roteiro Adaptado – Bugonia
Pontuação:
Filme (1)
Atriz (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 3 pontos
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FRANKENSTEIN – 03 PONTOS
Melhor Filme – Frankenstein
Melhor Ator Coadjuvante – Jacob Elordi
Melhor Roteiro Adaptado – Frankenstein
Pontuação:
Filme (1)
Ator Coadjuvante (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 3 pontos
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O AGENTE SECRETO – 03 PONTOS
Melhor Filme – The Secret Agent
Melhor Filme Internacional – Brasil
Melhor Ator – Wagner Moura
Pontuação:
Filme (1)
Filme Internacional (1)
Ator (1)
= 3 pontos
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F1 – 02 PONTOS
Melhor Filme – F1
Melhor Montagem – F1
Pontuação:
Filme (1)
Montagem (1)
= 2 pontos
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SONHOS DE TREM – 02 PONTOS
Melhor Filme – Train Dreams
Melhor Roteiro Adaptado – Train Dreams
Pontuação:
Filme (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 2 pontos
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

OSCAR PRINCIPAL EM LÍNGUA NÃO INGLESA (VERSÃO 2025)?

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Com a indicação de I'm Still Here surge a pergunta: que outros filmes dominantemente em língua não inglesa também já foram indicados ao Oscar Principal?

I'm Still Here

Eis a listagem atualizada (notando que existem outros indicados, inclusive no presente Oscar, com uma mistura de línguas porém com o inglês ainda dominante):

1938 Grand Illusion
1969 Z
1972 The Emigrants
1973 Cries & Whispers
1995 The Postman
1998 Life is Beautiful

Cries & Whispers
 
2000 Crouching Tiger, Hidden Dragon
2006 Babel
2006 Letters from Iwo Jima
2012 Amour
2018 Roma
2019 Parasite {ÚNICO VENCEDOR ATÉ AGORA}
2020 Minari
2021 Drive my Car
2022 All Quiet on the Western Front
2023 Anatomy of a Fall
2023 Past Lives
2023 The Zone of Interest
2024 Emilia Pérez
2024 I'm Still Here

Crouching Tiger, Hidden Dragon

Parasite

The Zone of Interest
 
Notem que o número desses filmes indicados cresce muito (no século XXI) com a extensão do Oscar Principal para até 10 indicados (referência: 2009) e a grande expansão do número de membros (votantes) da Academia.

Conclusão: O longa de Salles e cia. realiza um feito presentemente ainda não tão comum (e historicamente raro)... A primeira indicação Brasilis na categoria principal do Oscar. Bravo!

(Entretanto a indicação de atuação em língua não inglesa é historicamente muito mais comum comparativamente, não apenas em tempos recentes... Incluindo múltiplas vitórias... Existem vitórias até em linguagens de sinais.)

É a segunda indicação nacional para Atriz e a quinta indicação para Filme Internacional... O Brasil nunca venceu um Oscar mas outros brasileiros já foram indicados e mesmo levaram a estatueta para casa... Fora as coproduções com outros países.
 
Um caso muito curioso é o de Orfeu Negro de 1959, um filme Francês de Marcel Camus, em Português com atores brasileiros e rodado no Rio de Janeiro. O filme é baseado na obra de Vinícius de Moraes e conta ainda com música de Jobim e Bonfá. O filme é muito bem listado até hoje e na época venceu Cannes e o Oscar de Filme Internacional... Entretanto ele também é acusado desde então de retratar a realidade brasileira como uma fantasia exótica, repleta de estereótipos de toda espécie...

Black Orpheus

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QUEM VAI GANHAR O OSCAR 2025?

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Primeiro relacionamos os 10 filmes indicados na categoria Principal... Depois adicionamos (reforçando) dentre esses os (5) que foram indicados também a Direção e dentre esses últimos  adicionamos (reforçando) os (3) que foram indicados também a Montagem... Depois adicionamos (reforçando) as indicações de atuação aos já adicionados por Direção... Cada indicação, como tabulado acima, vale um ponto, exceto Montagem que vale dois pontos na nossa contagem. Observem:

Anora + DIREÇÃO + MONTAGEM + ATRIZ + ATORC

The Brutalist + DIREÇÃO + MONTAGEM + ATOR + ATORC + ATRIZC

A Complete Unknown + DIREÇÃO + ATOR + ATORC + ATRIZC

Conclave {}

Dune: Part Two {}

Emilia Pérez + DIREÇÃO + MONTAGEM + ATRIZ + ATRIZC

I’m Still Here {}

Nickel Boys {}

The Substance + DIREÇÃO + ATRIZ

Wicked {}

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Então ficamos com a seguinte aposta:

#01 The Brutalist [7 pontos]

#02 Anora [6 pontos]
#02 Emilia Pérez [6 pontos]

#03 A Complete Unknown [5 pontos]

#04 The Substance [3 pontos]


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(EDITADO 09/02/2025: A campanha de Emilia Pérez foi para o toilette... Anora ganhou força recentemente com vitórias seguidas no CCA , DGA e principalmente no PGA... Se Anora vencer o SAG dificilmente perderá o OSCAR... Vamos aguardar!)
 
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ANORA

THE BRUTALIST

A COMPLETE UNKNOWN

THE SUBSTANCE

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