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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

THE DIPLOMAT S4 (2026)

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EPISÓDIOS

01 Windsor [***]
02 RedCoats [***]
03 The Typo [***]
04 Pagliacci [***1/2]
05 Special Envoy [***]
06 The Dead [***]
07 Phony Negroni [***1/2]
08 WarShips [****]

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sábado, 26 de setembro de 2026

STRANGE NEW WORLDS 4X10: TOMORROWS ENTERPRISE (2026)

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---------- 04X010 Tomorrow's Enterprise ----------

INTRODUÇÃO

Esta quarta temporada das aventuras de Pike e cia. chega ao seu fim recheada: (i) de big swings (um sabor dos high concepts de outrora agora com ênfase em uma variação brusca de gênero, episódio a episódio, e que rotineiramente prioriza as convenções da vez sobre o entendimento acumulado da identidade de uma franquia de 60+ anos) e (ii) de call aheads (noções dentro dos episódios que apontam o que um personagem será e/ou estará fazendo no período da TOS, sendo ele um personagem da TOS ou não)... O mais grave é que eles parecem ter sempre uma versão rústica do big swing e do call ahead para cada segmento, porém parecem produzir apenas um rascunho de roteiro e já encaminham essa versão para produção, sem necessários refinamentos e polimentos... O resultado líquido de tudo isso feriu de morte a série SNW e o seu legado.

Então, sem mais delongas, bem vindos ao review...

"TODOS OS BONS SWINGS..."

O título Tomorrow's Enterprise (além de remeter a um famoso/celebrado episódio da TNG) parecia sugerir alguém vivo que não deveria estar e uma trama de linha temporal modificada que deveria ser então resetada com uma "morte" trágica (justo do alguém fornecido pelo setup)... Esse, como tanto gosta de dizer esta Castanha, é o: Star Trek Plot Twist. ... Mas esse não foi o caminho adotado aqui.

A mais clara influência de fato presente é a do episódio final da TNG... Mas, infelizmente, em comparação, este aqui é no máximo uma versão de baixo custo daquele. Uma espécie de [Não importando a quantidade de Viagra disponível.]: "Todos os bons Swings... (Devem acabar um dia.)"

(No fim do dia, parece ser um roteiro da quinta temporada para a Uhura que eles "anabolizaram" para servir de 4X10... Um episódio comum "aumentado" para fazer o papel de season finale... Por isso que existe uma falsa culminância do plano original "equação + diamante" e o estabelecimento de um revezamento dos doutores médicos por exemplo... Supomos que eles salvaram coisas não usadas aqui para o 5X06, o qual de fato é o episódio final da série e que chega em 2027... Por isso (e não somente por isso) que esse episódio é um tanto esquisito... Supomos...)

Ficamos então com uma versão simplória de All Good Things com duas Uhuras defasadas temporalmente de um ano se comunicando (pelo fone de ouvido) (*) ao invés de um único  Picard com a consciência saltando entre três distintos momentos (especialmente escolhidos para serem) significativos e separados por décadas... Isso é só um exemplo do abismo de carpintaria dramática entre as duas obras... Indo além, o episódio faz comentários meta linguísticos sobre AGT como a sua insistência com o jogo de pôquer e Kirk discutindo se deve estar mais ou menos próximo dos seus comandados (o que soa deveras desconectado).

(Em All Good Things, ocorre uma emocionante culminância pois o episódio, apesar dos percalços entre os personagens, especialmente na sua porção futura, agrega completamente as ações de todos nas três linhas temporais em torno do seu protagonista. Aqui Uhura faz as coisas meio que nas sombras. O que faz as tripulações das duas naves parecerem meio patetas.)

O centro emocional do episódio nunca chega de forma clara, causando sonolência ao espectador. A promessa de salvamento de Scotty é estabelecida de forma confusa e é apoiada em uma caprichosa/incompreensível mecânica temporal para funcionar (E o que Uhura estava fazendo sozinha numa nave auxiliar nos limites de um buraco negro?) (Sem falar na forma que esse episódio trata a Física em geral!).

(Podemos acreditar que de fato aconteceu alguma coisa ruim com Laan após o reset da linha temporal com a sobrevida de Scotty?)

(O namoro de Uhura e Scotty não sai de lugar algum, além de de um filme ruim, se constituindo em um desenvolvimento estranhíssimo, especialmente após o investimento da série no emparelhamento de Scotty e Ortegas. Obviamente tal relacionamento amoroso abrupto não poderia servir de lastro dramático para o presente episódio.)

A falta de atitude de ambas as tripulações frente a INEXPLICÁVEL permuta física das Uhuras é inacreditável, mas o pior ainda estava por vir...

Depois de uma pífia e confusa investigação (Por exemplo, a escultura na parede é uma espécie de Pedra de Roseta?), eis que descobrimos que as tais  luzes cantoras são parteiras (!) e as duas anomalias espaço temporais são uma espécie de vaginas espaciais (!) e de algum modo estão conectadas (!). Descobrimos ainda que os pulsos são contrações (!) de um bebê espacial (!) que por algum motivo transcendental está em posição pélvica (!)...

(E notem como Chapel tira instantaneamente os drones do bolso, aparentemente também no passado, e temos que esquecer da trama do "anti pulso" até ali.)

E obviamente as duas Uhuras tem que se juntar para "virar o bebê" e permitir o nascimento, em uma espécie de manipulação sem fio do abstrato (uma vez que não existem informações sobre coisa alguma aqui). Algo virtualmente impossível de se conectar emocionalmente.

E, sem surpresas, os super seres envolvidos, que partilham inúmeras características com os Profetas de Bajor, apertam um literal botão de reset sobre tudo que ocorreu, preservando apenas as memórias das duas Uhuras. E é assustador como esse recurso de apagamento de memória tem sido usado em SNW.

(Os seres da semana são poderosos demais, o que faz da "ajuda" das Uhuras algo deveras artificial. O salvamento de Scotty também não tem uma conexão direta com os atos das duas, o que só piora as coisas.)   

(A omissão, sobreposta ao ponto do inaudível frente a uma música, do nome dos alienígenas, segue a atitude brincalhona com relação a Trelane. O que querem dizer com tudo isso?)

(A reversão do filme para ilustrar tal reset e a montagem final do jogo de pôquer e da refeição compartilhados parece ser um artefato de quando o segmento ainda era o fim da série e não apenas o fim da quarta temporada.)

Sem um bom roteiro não existe catarse/culminância e o final (apesar dos belos visuais) é desprovido de sentido e de significado... O Swing da vez é modesto (em comparação) e não deve incomodar por si só aos fãs mais tradicionais... E o Call Ahead para os primeiros dias da Enterprise de Kirk é também discreto e pouco impactante (a já grande familiaridade da audiência com essa versão de Kirk não ajuda esse ponto). Reescritas (e problemas de bastidores) são uma possibilidade mas é digno de nota a TOTAL ausência daqueles "momentos de arrepios" que episódios de linha temporal alterada costumam trazer... Um confuso e absolutamente medíocre esforço. 

(*) Para quem quiser investir mais nos aspectos de swing do episódio olhe aqui .

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

(08/09/2026) TRIBUTO AOS 60 ANOS DE STAR TREK!

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JORNADA NAS ESTRELAS - DESDE 1966 (*)


(*) Tributo de 60 anos inspirado no tributo de 35 anos do site Trek Brasilis. Confiram aqui .

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

SPOCK & SYBOK: THE SOAP OPERA VULCAN TWINS!

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Confiram a nossa versão musicada e bem humorada do encontro de Spock, Sybok e Trelane.
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sábado, 15 de agosto de 2026

LANTERNS S1 (2026)

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EPISÓDIOS

01 Pilot [***1/2]
02 Trust Fall [***1/2]
03 OutKast [***]
04 The Weenie [***1/2]
05 Lights Out [****]
06 Bad Optics [***1/2]
07 The Jordan Boys Legacy [***1/2]
08 Dirt & Stars [***]

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CASTANHADAS: 

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01 Pilot [***1/2]: A série se apresenta com uma enorme verve literária, sugerindo com palavras mais do que mostrando áudio visualmente, e sempre apoiada nas atuações do seu excelente elenco (cujos personagens realmente existem no momento), especialmente no trio de: Chandler , Pierre e MacDonald (Os três com presença certa nos próximos prêmios EMMY!)... O registro lembra o de séries como True Detective e Fargo [o registro sugere como despiste um aparente Buddy Cop mas opera de fato como um neo western carregado de tintas noir, de certo modo lembrando o filme Logan mas com ainda menos concessões ao imaginário heroico], e abraça a possibilidade da interpretação dos acontecimentos dramatizados para além do valor de face... 

A superfície da narrativa é carregada de marcadores masculinos, mas a história é de fato sobre saúde mental, assunto ainda difícil para os homens mesmo no mundo de hoje. Fala (por exemplo) da depressão paralisante de Jordan e da absolutamente caótica família de Stewart.

(Jordan não sucumbe ao suicídio como seu avô e seu pai, que assim se afastaram em definitivo de todos. Ao contrário, ele sobrevive, mas afasta todos dele. Ele arranca a máscara, o uniforme, ele nunca mais atualiza o Halograma, veste sempre os mesmo trajes, cabelo e barba, apenas se deteriora com o anel no dedo... Hal Jordan sempre se caracterizou pelo desprezo a cadeia de comando e por viver além do absoluto limite do risco/perigo. Somando a isso a deterioração de corpo e mente, uma catástrofe iria acontecer cedo ou tarde. E existiriam avisos. A série investe EXATAMENTE nisso.)

A presença de quatro versões distintas de Hal Jordan, todas vividas plenas por um sobrenatural Chandler, apresenta estruturalmente (como os pilares de amarração de uma ponte) toda a sua vida (de herói), mas a série está mais preocupada com a sua decadência: ele se tornou uma inconveniência a ser removida friamente pelos Guardiões que enviam cinicamente o "estagiário" Stewart para fazer o seu serviço sujo. O Jordan de 2016 tem que usar a sua lendária força de vontade, dia após dia, para vencer a sua paralisante solidão ao mesmo tempo que se apega obsessivamente ao que lhe restou, o seu anel de poder, que abriga uma versão holográfica dele que simplesmente não existe mais.

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02 Trust Fall [***1/2]: Hal não contou aos Guardiões do ocorrido em RushVille (a confiança se perdeu em ambos os sentidos) ... (Jordan, provavelmente devido as condições apresentadas aqui, deve ser o pior professor/instrutor da história da humanidade!) ... Jordan enviou Stewart a Coast City para pegar a sua bateria pessoal, o que nos deu mais um vislumbre da sua imensa solidão, dono de uma imensa mansão vazia (Seu único companheiro: uma planta carnívora alienígena chamada Earl Jordan), enquanto Hal fazia uma investigação atabalhoada com os quatro cadáveres dos alienígenas (mortos no campo de futebol) e descobria detectores de alienígenas (tecnologia extremamente avançada) pela cidade de RushVille... John é sequestrado por um grupo de alienígenas (o mesmo do dos mortos e liderados por Antaan), que querem se vingar de um Manhunter que eles sabem que está na cidade e precisam que Stewart identifique a forma humana que ele tomou... Mesmo com dúvidas sobre o que fazer, Stewart conta a Jordan sobre tudo isso e o Lanterna Verde visita Sinestro numa prisão no espaço para tentar saber mais sobre os Manhunters (que aparentavam estar extintos).

(Eles apostam como fato que Abin Sur levou o Manhunter para a terra em 1986 e foi morto por ele, que ficou desde então no local sob uma forma humana. O que fecha um círculo congruente a toda a carreira de Hal Jordan como herói.)

(Jordan parece ter prendido Sinestro em torno de 2008, o que marcaria o início da sua depressão mais profunda, marcada pela tomada de posse da sua mansão. A série pouco explica da insurreição de Sinestro em si, mas sugere, ao longo da temporada, que ele, Liana e Zoe estão ligados por uma trama sombria.)

(Stewart ainda fantasia aqui sobre se tornar um Lanterna Verde... Ele conseguiu criar um construto de um pequeno pássaro e meio que pendurá-lo em um WIFI VERDE, dando autonomia e senciência completa a tal pássaro, como se ele fosse de verdade. Algo extraordinário que Jordan faz questão de tratar como algo sem importância. Santa Depressão Hal!)

(Deixar o anel descarregar e mesmo o próprio ato/fato de ter que carregar o anel na bateria pessoal são clichês dos quadrinhos que já deveriam  ter sido melhor reestabelecidos mesmo por lá mas que são convenientes para que esta série funcione nos seus termos.)

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03 OutKast [***]: Após o pai militar de Stewart falhar no teste do anel que acabaria no dedo de Jordan (em 1986), uma guardiã de nome Liana (em forma humana) visita a família e oferece, como compensação, uma chance para o bebê Stewart ser um Lanterna Verde (na idade devida) fora do teste de um anel de poder ... (O episódio sugere que outros humanos passaram por problemas psicológicos similares aos do pai de Stewart com um anel de poder e que Stewart não foi o único a ser finalmente testado diretamente pelos guardiões.) ... O episódio mais divisivo da temporada, coloca os pais de Stewart como narcisistas cósmicos, literalmente tentando SEM LIMITE ALGUM se realizar através do filho, treinando o jovem Stewart para suplantar o medo a todo o custo mesmo que isso sacrifica-se décadas de conexões humanas do rapaz... (O episódio parece sugerir Stewart como um "Manhunter Melhorado" algo de que ele discorda. Ele, por outro lado, compara a própria família com Sinestro (!), quando a guardiã sugere uma ainda presente influência sobre Jordan do seu ex-mentor.) ... Por quarenta anos, Jordan projetou uma densa sombra sobre o lar dos Stewart, encerrou sem querer/saber a carreira militar de atirador de elite do jovem Stewart (que terminou com desonras) e não deixou nem ele contar aos pais sobre a posição dada pelos guardiões como seu estagiário (se antecipando a ele). Jordan deixa claro desde o início (da relação dos dois) estar num lugar sombrio e de que só abriria mão do anel quando morresse.

(O ato de um membro da família atirar numa maçã na cabeça de outro membro da família deve ser entendido metaforicamente. Uma referência visualmente interessante e narrativamente econômica a disfuncionalidade familiar.)

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04 The Weenie [***1/2]   +   05 Lights Out [****]

Em 2016... A chefe de polícia Kane é nora do rancheiro Manda-Chuva-Local Will Macon (que é casado com Zoe) e é mãe de Noah... A nossa dupla dinâmica decide então se infiltrar em tal rancho para descobrir pistas sobre o benfeitor de Macon (que ele diz ter salvado a sua vida), que acreditam ser o Manhunter, e descobrem tecnologia alienígena que rivaliza com a dos Guardiões, o que confirma a hipótese deles. Mas eles são capturados (em parte pelo relaxado/absurdo ritmo de aula de campo que Jordan imprimiu a todo o procedimento, em parte pelas avançadas armas Anti-Lanterna dos capangas de Macon) e submetidos por Macon a uma espécie de "constrangimento peniano" (no melhor estilo Lindelof) como vingança por Stewart estar transando com Zoe desde o piloto e depois matá-lo (Jordan ainda está fora de alcance aqui). Zoe e Kane salvam os dois. Os dois descobrem uma rede de satélites letais em órbita (operada pelo Manhunter) e Zoe parece morrer vítima do seu ataque... Jordan, percebendo a pouca reação de Stewart, infere, corretamente, que Zoe é o Manhunter e que não morreu. Jordan entende Stewart comprometido por um dos maiores vilões da história dos Guardiões, (e atabalhoadamente) bate o carro intencionalmente para prendê-lo nos destroços e planeja capturar Zoe para dobrar os guardiões com tão grande feito ao mesmo tempo que mostra na prática que Stewart não tem condições de substitui-lo... (A parte final dos dois dentro do carro é uma verdadeira aula de atuação, antecipando o ponto sem retorno que logo viria.)

Hal Jordan planeja colocar os homens bomba de Antaan contra os capangas high-tech de Macon (mentindo até o fim que Macon é o Manhunter) e no meio da confusão sequestrar Zoe e levá-la para OA presa. Mas notem que já sabemos que Zoe vai usar a população como escudo, destruindo a cidade com os satélites caso isso seja necessário. O desprezo pela vida civil em meio a um cenário totalmente imprevisível, e com tão poucas informações, mostra Jordan definitivamente incapaz de continuar como Lanterna Verde... Zoe observa o carro acidentado com Stewart dentro pegar fogo, até que ele seja queimado vivo. E depois ela o restaura em troca da vida de Jordan... Hal, aos trancos e barrancos, quase consegue capturar Zoe, mas tem que voltar de helicóptero ao motel para recarregar, onde briga para valer com Stewart e o seu último ato como Lanterna é salvar os dois quando Zoe oblitera todo o motel com outro satélite. Stewart arranca o anel do seu dedo a força e leva a lanterna consigo. Quando Zoe vem para finalizar Hal, Stewart a mata com um tiro de sniper e extrai o seu coração cristalizado (pouco antes de morrer ela esboça um misto de satisfação e alívio, pelo seu entendimento com Stewart e por um ponto de trama que ainda seria revelado)... Stewart entrega o anel, a bateria e o coração (símbolo de um dos maiores fracassos dos Guardiões) para Liana e recusa o posto de Lanterna Verde tendo em vista o vazio que todos aqueles acontecimentos sombrios provocaram... Jordan assume toda a culpa por por em risco as vidas dos civis cumprindo 10 anos em uma prisão federal (com o agravante de ser uma missão não sancionada)... Brutal hora de TV que não poupa nenhum dos envolvidos.

(Vimos ainda a "origem" da chefe Kane, sendo mais uma que vive em tempo emprestado, como Zoe, Jordan, Sinestro, Will Macon etc. )

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06 Bad Optics [***1/2]   +   07 The Jordan Boys Legacy [***1/2]

Em 2026... Stewart, agora um bem sucedido arquiteto, visita o café de Rushville (por insistência de sua mãe de quem se afastou há muito tempo) para receber um pedido de desculpas de Hal. Eles não se acertam e Stewart soca o nariz de Jordan e parte. No mesmo dia, ele recebe a notícia da morte de Jordan (com um tiro de 9mm na testa), tendo sido um dos últimos a vê-lo com vida... Stewart e Kane (que estava se relacionando com ele) encontram uma caixa com tecnologia de universo de bolso mas que só abre com a voz ao vivo de Hal... Stewart decide investigar (Já que a chave da unidade de depósito tinha a sua marca pessoal: um pássaro!) e convence Guy Gardner (o Lanterna Verde atual do setor 2814, e que, para a surpresa de ninguém, se recusa a investigar o homicídio) a obter o uniforme e (principalmente) o anel de Jordan para um funeral de pronto. A cena do funeral é o ponto mais triste de um episódio já tristíssimo (com a presença de apenas Stewart, Kane e Carol Ferris). Stewart lê a Eulogia, escrita pelo próprio Jordan, com incrível efeito cômico e trágico... A noite, Stewart continua a sua complexa relação com Hal, desenterrando o corpo e arrancando o anel do  dedo de Jordan... Novamente. Ele usa o truque de carga adicional e reativa o Halograma... (Noah já é um jovem adulto nessa época).

Descobrimos (em flashback) sobre o histórico de depressão na família Jordan e vemos na cena final que Hal nunca se rendeu/renderia ao suicídio, apesar do Halograma, no presente, aventar tal possibilidade. Kane encara o Halograma (em uma cena espetacular de atuação de MacDonald). O Halograma suspeita de Kane... Dentro da caixa havia um wormhole portátil que leva os dois para o devastado planeta de Antaan onde os Manhunters usaram algum tipo de gás do medo  que levou os habitantes a se matarem (tal gás ainda está presente e ativo naquele ecossistema). Stewart sofre muito com os resíduos do gás e quase se mata e é salvo pelo Halograma. Eles finalmente fazem uma travessia a barco e encontram uma estrutura que parece uma forja industrial. No complexo encontram Sinestro (Que vamos descobrir ter sido libertado por Noah da prisão, provavelmente utilizando a tecnologia de portais.)

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08 Dirt & Stars [***]: O maior objetivo de chegada nesta temporada foi: termos uma figura dual Cristo/Anticristo como calouro (bolsa de atleta de futebol americano) na universidade de Nebraska e Stewart como protetor da terra em geral e desta potencial ameaça (se assim ela se apresentar) em particular. Noah foi concebido milagrosamente (sem intenção de concepção no uso do equipamento e sem explicação científica para o fato assim ocorrido) e por duas mulheres (Kane e Zoe), o que reforça a nossa analogia... Stewart cruza, no todo, um variado espectro emocional: da disciplina militar (no lar e depois na profissão), do sofrimento causado pela doentia obsessão dos pais em torná-lo um Lanterna Verde e de como lidar com o seu prodigioso dom para a Arquitetura. Finalmente aterrissando em uma frontal desobediência civil cósmica, se declarando uma tropa de um homem só (por isso faz sentido um juramento distinto e específico). Ele então se torna uma espécie de Lanterna Verde-Amarelo (usando o anel cheio de gambiarras de Jordan e a bateria artesanal híbrida de Sinestro que sobrevive). Stewart escolhe ter esperança no caso de Noah e ao se reconectar a sua família (que agora inclui a planta Earl Jordan), exposto ao assustador conto cautelar que foi o agregado dos últimos anos da vida de Jordan.

Os três últimos episódios falam da tristíssima tentativa de redenção de Jordan (incluindo o seu ainda mais triste funeral): ele volta a Rushville (vindo da prisão) se oferecendo para ajudar a comunidade de qualquer maneira que pudesse (apesar de ser odiado por todos), salva Earl do incêndio, acredita em Noah (que o salva do incêndio) quando descobre o seu segredo, recusa as propostas de Sinestro (o seu Holograma inclusive recusa uma proposta necromântica do vilão) e (quando descobre da forja da bateria) propõem a chefe de polícia que os três (ele, Noah e ela) fujam dali para outro planeta. A cena da morte de Jordan é reflexo da cena dos dois na rodovia no episódio 05, contexto distinto mas a mesma proposta de Jordan para os três fugirem, a chefe Kane simplesmente queria que ele parasse de falar, mas não havia mais um anel no seu dedo, muito menos um escudo para protegê-lo do chumbo. Uma tragédia completa (E esperamos que Kane arrume um bom psiquiatra para cuidar dessa sua imensa negação!)...

(*) Abin Sur provavelmente levou "ZOE"  para a terra por ser na época um planeta fora do radar dos Guardiões. Entretanto a morte dele (um feito da própria "ZOE") foi ironicamente justo o que COLOCOU a terra no radar dos seus chefes.

[Pelo material da série é razoável supor que Liana, Sinestro e Zoe (que assim não teria sobrevivido por acidente quando da extinção dos Manhunters) estavam envolvidos em alguma trama para testar o poder do medo e/ou do espectro amarelo. Abin Sur talvez a tenha ajudado não por piedade mas por preservação de evidência, já suspeitando da corrupção entre os guardiões.]

(*) Stewart usou o poder do espectro amarelo em Gardner?

(*) O que quer dizer o recado de Stewart para os Guardiões? Um ataque a frieza desumana dos Guardiões? Uma educada especulação de que eles escondem outros erros ainda mais terríveis do que o dos Manhunters?

(*) Ainda veremos Kyle Chandler como Hal Jordan? DEFINITIVAMENTE!

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

THE GHOST IN THE SHELL S1 (2026)

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EPISÓDIOS

01 Prologue + Super Spartan i [***]
02 Super Spartan ii + Junk Jungle i [***]
03 Junk Jungle ii + Megatech Machine i + ii [***]
04 Robot Rondo [***]
05 Phantom Fund [***]
06 Dumb Barter [***1/2]
07 Bye Bye Clay [***1/2]
08 Intermission + Brain Drain i [***]
09 Brain Drain ii [***]
10 Brain Drain iii + Ghost Coast + Epilogue [***1/2]

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ANÁLISE

A temporada de estreia de The Ghost in the Shell, lançada em julho de 2026, representa um marco na trajetória do estúdio Science SARU e de sua equipe criativa, consolidando um momento de ascensão iniciado com o estrondoso sucesso de Dan Da Dan. O estúdio, fundado por Masaaki Yuasa e Eunyoung Choi, construiu uma reputação baseada em animação fluida, experimentalismo visual e narrativas que equilibram humor e emoção. Ao assumir a adaptação da obra seminal de Masamune Shirow, a Science SARU não apenas reforça sua vocação para projetos de alto risco criativo, mas também assume a responsabilidade de honrar um dos pilares da ficção científica japonesa. A direção da série fica a cargo de Moko-chan, que atuou como assistente de direção em Dan Da Dan e faz aqui sua estreia na cadeira principal. Essa escolha representa uma novidade significativa em sua carreira, ao mesmo tempo que mantém a continuidade estética e energética que definiu o sucesso recente do estúdio. A composição da série e os roteiros são assinados por EnJoe Toh, autor de ficção científica respeitado no Japão, conhecido por seu romance auto referencial ENGINE e por uma abordagem intelectual que dialoga diretamente com as complexidades filosóficas do material original. A presença de Toh traz uma camada de rigor conceitual que se alinha perfeitamente à densidade temática de The Ghost in the Shell, ao mesmo tempo que introduz uma novidade na filmografia do estúdio, que raramente havia trabalhado com um roteirista externo de formação tão acadêmica. O design de personagens e a direção executiva de animação ficam por conta de Shuhei Handa, cujo trabalho anterior em Scott Pilgrim Takes Off e Spriggan demonstra uma habilidade notável em traduzir estilos visuais distintos para a animação. A trilha sonora é uma colaboração entre Taisei Iwasaki, Ryō Konishi e Yuki Kanesaka, com Iwasaki assumindo a direção musical após seu trabalho premiado em Belle. Essa combinação de talentos posiciona a temporada como um ponto de convergência entre a experiência acumulada do estúdio e a energia de novos colaboradores, resultando em uma obra que reforça a identidade da Science SARU enquanto explora territórios narrativos mais sombrios e politicamente intricados do que seus projetos anteriores. No contexto da franquia The Ghost in the Shell, esta temporada se destaca por ser a primeira adaptação televisiva a se comprometer explicitamente com uma fidelidade quase integral ao mangá original de 1989 a 1991. Enquanto a aclamada versão de 1995, dirigida por Mamoru Oshii, optou por uma abordagem contemplativa e existencialista, e a série Stand Alone Complex dos anos 2000 expandiu o universo com tramas políticas originais, a produção de 2026 retorna às raízes da obra, adaptando capítulos icônicos como Super Spartan, Junk Jungle e Robot Rondo com uma precisão que agradou tanto aos fãs de longa data quanto a uma nova geração de espectadores. Essa escolha narrativa insere a temporada em um momento cultural específico, no qual a discussão sobre inteligência artificial, vigilância em massa e a fusão entre humanos e máquinas atingiu um novo patamar de urgência. Em 2026, quando a série foi lançada, o debate público sobre os limites da consciência artificial e o poder das grandes corporações sobre a vida privada estava mais acalorado do que nunca, e a obra de Shirow, escrita há quase quatro décadas, provou-se assustadoramente profética. A série dialoga com essa audiência contemporânea ao apresentar um mundo no qual a fronteira entre o orgânico e o sintético já se dissolvera completamente, e no qual a identidade individual se torna um campo de batalha político e existencial. Para a televisão como um todo, a temporada representa um exemplo de como adaptações de propriedades intelectuais consagradas podem ser realizadas com respeito ao material de origem sem sacrificar a acessibilidade para novos públicos. A decisão de lançar a série simultaneamente em mais de 240 países e territórios através do Prime Video, além de sua transmissão em 27 redes japonesas, evidencia uma estratégia de distribuição global que reflete as transformações do mercado de streaming na década de 2020. No que diz respeito ao mundo em geral, a temporada oferece uma reflexão perturbadora sobre o poder da informação e a fragilidade da memória individual em uma era de redes onipresentes. Os temas centrais da temporada incluem a natureza da consciência, a ética da manipulação mental, a corrupção do poder político e a busca por autonomia em um sistema que tende a reduzir os indivíduos a meros dados. Esses temas são desenvolvidos através de uma estrutura episódica que, embora adapte histórias autoconclusivas do mangá, constrói um arco narrativo coeso em torno da investigação sobre o misterioso hacker conhecido como Puppet Master. A série exige do espectador uma cognição ativa, recusando-se a oferecer exposição didática ou a explicar cada conceito de forma simplificada, o que a posiciona como uma obra que respeita a inteligência de seu público e não abre mão da sofisticação filosófica que caracteriza a franquia.

A história da primeira temporada de The Ghost in the Shell se desenrola em 2029, em uma Niihama City transformada por avanços acelerados em cibernética e redes de informação. Motoko Kusanagi, dublada por Maaya Sakamoto, é uma ciborgue de corpo inteiro que lidera uma unidade de combate de elite formada por indivíduos com modificações cibernéticas extensivas. A trama tem início quando Daisuke Aramaki, dublado por Kazuhiro Yamaji, um alto funcionário do Ministério de Assuntos Internos, recruta Kusanagi e sua equipe para formar a Seção 9 de Segurança Pública, uma força-tarefa destinada a combater crimes cibernéticos, terrorismo e ameaças à segurança nacional em um mundo onde a distinção entre humanos e máquinas se tornou praticamente inexistente. A equipe inclui Batou, dublado por Hiroki Yasumoto, um ciborgue com olhos protéticos e segundo em comando; Togusa, dublado por Yuichi Nakamura, o único membro sem modificações cibernéticas significativas, cuja humanidade serve como contraponto ético às ações da equipe; Ishikawa, dublado por Kousuke Goto, especialista em coleta de informações; Saito, dublado por Toru Nara, atirador de precisão; Borma, dublado por Atsushi Miyauchi, especialista em explosivos; e os Fuchikoma, veículos de combate com inteligência artificial (os adoráveis "tanques aranha" (individuais) da franquia), dublados por Tomoko Kaneda. Ao longo de dez episódios, a temporada adapta arcos clássicos do mangá, começando com o episódio Prologue + Super Spartan i, no qual Kusanagi e sua equipe frustram uma conspiração envolvendo um diplomata estrangeiro e um programa de lavagem cerebral. O episódio Super Spartan ii + Junk Jungle i apresenta a infiltração de um vírus no cibercérebro de uma intérprete do Ministro das Relações Exteriores, revelando a existência de um hacker misterioso conhecido como Puppet Master, capaz de invadir mentes cibernéticas e manipular pessoas como agentes involuntários. A trama se adensa nos episódios Junk Jungle ii + Megatech Machine i + ii, quando a equipe investiga uma série de ataques realizados por robôs promocionais e descobre uma conspiração corporativa envolvendo a Hanka Precision Instruments. O episódio Robot Rondo aprofunda a exploração da inteligência artificial senciente, apresentando robôs que desenvolveram consciência e são explorados por seus criadores. A narrativa atinge um ponto de virada em Phantom Fund, quando Kusanagi e sua equipe viajam para o extremo norte para monitorar o ciborgue de combate Koil Krasnov, revelando uma conspiração política de escala internacional. O episódio Dumb Barter introduz Paz, dublado por Yuya Uchida, um personagem cuja lealdade é ambígua (para dizer o mínimo), e aprofunda o envolvimento da Seção 6, uma agência de inteligência rival, com o Projeto 2501, o programa que deu origem ao Puppet Master. O clímax da temporada ocorre nos episódios Bye Bye Clay, Intermission + Brain Drain i, Brain Drain ii e Brain Drain iii + Ghost Coast + Epilogue, quando o Puppet Master, dublado por Kikuko Inoue, finalmente se revela como uma entidade nascida do mar de informações, um ser que não é nem humano nem simplesmente uma inteligência artificial, mas uma nova forma de vida que emergiu da rede global. O conflito central da temporada reside na tensão entre a busca de Kusanagi por identidade e propósito em um corpo que não é inteiramente seu, e a ameaça representada pelo Puppet Master, que desafia as noções convencionais de individualidade e consciência. A relação entre Kusanagi e Batou, marcada por uma camaradagem silenciosa e uma confiança mútua que transcende as palavras, oferece o contraponto emocional à frieza das conspirações políticas. O arco de Togusa, que luta para manter sua humanidade em um mundo que valoriza a eficiência cibernética acima de tudo, espelha a própria jornada de Kusanagi, que questiona se sua consciência, seu ghost, ainda pode ser considerada genuinamente humana após tantas modificações. A temporada culmina com Kusanagi perdendo seu corpo protético após ser atingida por um atirador de elite, reduzida a um cérebro ciborgue em uma maleta, e sendo forçada a confrontar o Puppet Master em uma fusão que dissolve as fronteiras entre suas identidades. Essa conclusão, deliberadamente ambígua, deixa claro que a personagem que emergiu desse processo não é mais simplesmente Motoko Kusanagi, mas algo novo, uma entidade que carrega em si tanto a humanidade quanto a alteridade radical do Puppet Master.

A realização audiovisual da temporada é um dos seus aspectos mais notáveis e demonstra como as escolhas de linguagem, direção e montagem servem diretamente à construção dos temas e personagens. A decisão de Moko-chan e da equipe da Science SARU de optar por animação tradicional desenhada à mão, em contraste com o uso pesado de CGI que marcou algumas das adaptações anteriores da franquia, revela uma compreensão profunda da materialidade do mangá de Shirow. O traço de Shuhei Handa, que mescla a estética detalhada e por vezes caricata do mangá original com uma fluidez contemporânea, confere aos personagens uma presença física que reforça a temática central da obra: a tensão entre a carne e o metal, entre o humano e o artificial. A paleta de cores vibrante, que se afasta deliberadamente do tom monocromático e sombrio da versão de 1995, cria um contraste instigante com a seriedade dos temas abordados, sugerindo que o mundo de The Ghost in the Shell não é apenas uma distopia opressiva, mas um espaço onde a beleza e o horror coexistem. A direção de Moko-chan demonstra uma confiança notável para um diretor estreante, alternando com habilidade entre sequências de ação frenéticas, como a perseguição dos Fuchikoma no episódio Junk Jungle, e momentos de contemplação silenciosa, como as cenas em que Kusanagi mergulha em sua própria consciência. A montagem, embora por vezes acelerada para acomodar a densidade de informações dos episódios iniciais, consegue estabelecer um ritmo que recompensa a atenção do espectador, construindo gradualmente o mistério em torno do Puppet Master e das conspirações políticas. As atuações de voz são um capítulo à parte. Maaya Sakamoto, que já havia dublado Kusanagi em Ghost in the Shell: Arise, retorna ao papel com uma interpretação que captura tanto a energia brincalhona e por vezes infantil da Motoko do mangá quanto a profundidade existencial que marca suas reflexões sobre identidade e mortalidade. Sua atuação é sutil o suficiente para transmitir as dúvidas e os medos de uma personagem que, apesar de sua força sobre-humana, permanece vulnerável em sua busca por sentido. Kazuhiro Yamaji confere a Daisuke Aramaki uma autoridade serena e uma sagacidade que equilibram a seriedade das situações, enquanto Hiroki Yasumoto, assumindo o papel de Batou após a morte de Akio Otsuka, entrega uma performance que honra o legado do personagem sem imitar seu antecessor. Yuichi Nakamura, como Togusa, traz uma vulnerabilidade comovente ao único membro da equipe que ainda se agarra à sua humanidade. A trilha sonora, composta por Taisei Iwasaki, Ryō Konishi e Yuki Kanesaka, é um dos pontos altos da produção. A música, que combina sintetizadores atmosféricos, percussão eletrônica e temas orquestrais, acompanha perfeitamente a dualidade da série, alternando entre a tensão das cenas de ação e a melancolia das reflexões filosóficas. O tema de abertura, Go Ghost, interpretado pela banda King Gnu, é uma peça energética e catártica que estabelece o tom da temporada, enquanto a canção de encerramento, Blue, do coletivo Millennium Parade com participação de Saya Gray e Daniel Caesar, oferece um contraponto etéreo e introspectivo. A fotografia, que utiliza planos abertos para retratar a vastidão da cidade de Niihama e closes intensos para capturar as emoções dos personagens, contribui para a construção de uma atmosfera que é ao mesmo tempo claustrofóbica e expansiva, refletindo a condição dos personagens presos em um mundo que é simultaneamente hiperconectado e profundamente solitário. O uso de recursos tridimensionais foi restrito a movimentos de câmera e sequências que seriam inviáveis de realizar apenas com técnicas bidimensionais, garantindo que a integração entre os elementos nunca comprometesse a coerência visual da obra. A direção de arte, com seus cenários detalhados e sua atenção às texturas dos ambientes, cria um mundo que parece ao mesmo tempo familiar e alienígena, um futuro que é extensão lógica do presente mas que carrega em si as sementes de sua própria destruição.

Em conclusão, a primeira temporada de The Ghost in the Shell, produzida pela Science SARU sob a direção de Moko-chan, com composição de EnJoe Toh, design de personagens de Shuhei Handa e trilha sonora de Taisei Iwasaki, Ryō Konishi e Yuki Kanesaka, representa um esforço bem-sucedido de traduzir para a linguagem da animação televisiva a complexidade e a riqueza do mangá original de Masamune Shirow. O veredicto final sobre a temporada é que ela cumpre com competência seu objetivo de oferecer uma adaptação fiel e acessível, ao mesmo tempo que preserva a sofisticação filosófica que tornou a obra relevante por quase quatro décadas. A série não busca superar a versão de 1995 de Mamoru Oshii, que permanece como uma obra-prima incontestável do cinema de animação, mas sim oferecer uma interpretação complementar que dialoga diretamente com o material de origem. Os temas principais da temporada, que incluem a natureza da consciência, a ética da manipulação mental e a busca por identidade em um mundo onde a fronteira entre humano e máquina se dissolveu, são tratados com uma seriedade que respeita a inteligência do espectador. Os personagens principais, particularmente Motoko Kusanagi e sua luta para compreender sua própria humanidade, Batou e sua lealdade inabalável, e Togusa e sua tentativa de preservar sua humanidade em um mundo que a considera obsoleta, são desenvolvidos com uma profundidade que vai além do que se esperaria de uma série de dez episódios. O conflito central, que opõe Kusanagi ao Puppet Master, é resolvido não através da destruição do antagonista, mas através de uma fusão que transforma ambos os envolvidos, sugerindo que a verdadeira transcendência reside na capacidade de abraçar a alteridade e de aceitar que a identidade não é uma essência fixa, mas um processo em constante evolução. O impacto da temporada para a franquia The Ghost in the Shell é significativo, pois estabelece um novo padrão de fidelidade ao material original que poderá influenciar futuras adaptações. Para a Science SARU, a série representa uma consolidação de seu prestígio como um dos estúdios de animação mais inovadores e ambiciosos do Japão contemporâneo, demonstrando que sua abordagem visual distintiva e sua disposição para assumir riscos criativos podem ser aplicadas com sucesso a propriedades intelectuais consagradas. Para a audiência, a temporada oferece uma porta de entrada acessível para um universo complexo e desafiador, ao mesmo tempo que recompensa os fãs de longa data com uma adaptação que finalmente faz justiça ao mangá. Para a televisão como um todo, a série demonstra que é possível produzir animação de qualidade cinematográfica para o formato episódico, mantendo um alto padrão de escrita, direção e atuação ao longo de toda a temporada. E para o mundo em geral, a temporada serve como um lembrete perturbador de que as questões levantadas por Shirow há quase quarenta anos não apenas permanecem relevantes, mas se tornaram ainda mais urgentes em uma era de inteligência artificial generativa, vigilância onipresente e crescente fusão entre o corpo humano e a tecnologia. A primeira temporada de The Ghost in the Shell não é uma obra perfeita, e sua densidade informacional e seu ritmo por vezes acelerado podem alienar espectadores menos familiarizados com a franquia. No entanto, suas qualidades superam em muito suas limitações, e ela se estabelece como uma das adaptações mais bem-sucedidas e respeitosas do mangá de Shirow já produzidas, um testemunho do poder duradouro de uma história que, como seu título sugere, continuará a assombrar a imaginação do público por muitas décadas vindouras.

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STRANGE NEW WORLDS S4 (2026)

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EPISÓDIOS

01 Valles Marineris [**1/2]
02 The Griffin Incident [**1/2]
03 Human Best Friend [ZERO ESTRELA]
04 A Case of Chiaroscuro [ZERO ESTRELA]
05 Level-Five Transporter Accident [ZERO ESTRELA]
06 Off-Hour [**1/2]
07 Like Chronitons Through the Hourglass [ZERO ESTRELA]
08 Orders of Magnitude [**1/2]
09 Once La'An a Time [ZERO ESTRELA]
10 Tomorrow's Enterprise [**]

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CASTANHADAS

--- 04X01 ---

Vários meses atrás, com a divulgação do teaser do presente episódio, já nos era óbvio o loop temporal. Alguém da produção aparentemente pensou o mesmo e inseriu um recheio pelo menos dez vezes mais insano nessa facilmente antecipável superestrutura. Tudo isso para funcionar nos seus termos precisa de muita ciência ruim ("Dentro e fora do universo Trek") e de uma importância auto imposta que borbulha antipatia (Isso é um ponto importante: a já infame "Síndrome de universo pequeno" nem começa a explicar o besteirol que acontece aqui.).

Outras coisas: Saffron Burrows é a melhor coisa do episódio (apesar do seu modelito no melhor estilo de SPACE:1999 e da ciência desta semana idem) ; Promoção esperada de UNA ; Spock & Laan ainda juntos (!?) ; Pelia insuportável como sempre (e com ainda mais uma referência  sem sentido a Doctor Who) ; A introdução da insuportável estagiária vulcana clichê de Uhura ; Scotty e Ortegas postos a faiscar (esperamos que não seja sinal de ainda mais um relacionamento) e "O" começo do arco obrigatório sobre o real motivo de se colocar sobrenome tão ilustre em Jornada em Laan.

Em tempo #01: Será que esse "DNA Marciano" (ou mesmo o dos insetóides) vai dar as caras por aí em alguma história?

Em tempo #02: Existe ainda algo afim que nos escapou em um primeiro momento sobre a história do longa-baseado-em-serial Quatermass and The Pit (1967): "A origem da humanidade: A grande revelação da história é que, há 5 milhões de anos, insetos marcianos altamente evoluídos vieram à Terra e alteraram geneticamente os macacos primitivos. Eles fizeram isso para dar um "salto" na evolução humana, inserindo inteligência e habilidades psíquicas nos terráqueos para que o legado de Marte continuasse vivo após a extinção de seu próprio planeta."

(PS: O Grande Swing do 4X01 foi fazer uma espécie de Star Trek Vitoriana (TM)? Ou seria uma Star Trek Whoviana (TM)?)

--- 04X02 ---

Como na temporada passada (com os Vezdas e cia.), vemos aqui mais uma vez Star Trek tendo um flerte com o Terror Cósmico (flertes esses que ocorrem desde 1966 com o segundo piloto de TOS: Where no Man Has Gone Before). O episódio tenta equilibrar o registro típico do Terror (Cósmico), que normalmente repele exposições e explicações em geral, com o de Star Trek, que parece necessitar desesperadamente delas (*). Eventualmente o primeiro registro se faz dominante, estabelecendo economicamente os conflitos culposos dos três: Kirk se vendo incapaz de participar da vida de David , Spock percebendo-se cada vez mais distante da sua herança lógica Vulcana e Laan sendo confrontada com o medo de falhar na proteção de sua família adotiva ou, pior ainda, ser o próprio agente causador dessa destruição. Valendo comentar ainda que o ponto focal da coisa toda parece mesmo ter sido a paranoia latente de Harper [Ainda que o episódio não explicite claramente nenhuma travessia para além do limiar como foi feito em Where no Man Has Gone Before.]. Enfim, como estamos falando de um episódio de Star Trek apesar de tudo, temos enormes coletas de lixo com cada um dos três ao apagar das luzes, diluindo a experiência. ... O episódio perde pontos também por ser muito derivativo afinal, estabelecer uma (mal refletida) divisão da Frota Estelar especializada no paranormal (!?) e mais uma vez se alongar demais em geral.

(Finalmente vimos os episódios lançados da nova série de Ghost In The Shell nesta semana, franquia essa famosa por não fazer exposições/explicações e tomar/retomar a ação in media res... Posto isso, ficamos chocados com a exposição que puseram na boca de Laan sobre a Divisão 12.)

Em tempo #01: Obviamente a presença de Kirk é novamente absurda mas inevitável dentro do atuais objetivos dos showrunners, como já discutimos anteriormente.

Em tempo #02: O registro base geral de Doctor Who é SIM o de uma série de ficção científica espaço-temporal de aventura/exploração PORÉM motorizada dramaticamente como uma série de Terror (como bem disse certa vez o showrunner Steven Moffat sobre a série: (idealmente) "... a mais assustadora possível história para crianças ..."). Em particular a sua típica atitude de sempre trazer o paranormal/sobrenatural do alienígena vem de Quatermass (que aliás mencionamos no episódio anterior de SNW) [Em Doctor Who são comuns: um certo Gótico (Tecnológico) Explicado e um certo Terror Corporal Explicado.] ... Posto isso, é fácil (e até natural) entender a utilização de Buffy como referência base para modernizar Doctor Who em 2005 (Meio que Terror pedindo conselho para Terror, ainda que a típica atitude quanto a origem do paranormal de Quatermass/DoctorWho não se aplique necessariamente a Buffy.).

--- 04X03 ---

Strange New Worlds apresentou o seu pior episódio de todos os tempos nesta semana... O problema central aqui é o impossível RESORT em que todo mundo fica chapado 24/7 sem suporte médico e sem segurança. Esse lugar impossível é que permite que o episódio se desenrole nos seus termos, mas, sem a mínima consistência de representação dramática, nada aqui pode ser levado a sério, especialmente o humor... Contribuem ainda para a negatividade de verossimilhança: as atitudes incompreensíveis de PIKE (de levar todo o seu Turno Alfa para ficar LITERALMENTE doidão no planeta impossível às vésperas de uma missão diplomática), a absoluta falta de comunicação com a nave durante tal "folga", e depois de volta a Enterprise: a falta de um mero pedido de adiamento da cerimônia inaugural , a incapacidade da (usualmente) mágica enfermaria "restaurar" um bando de amaconhados E a inutilidade de Ortegas, incapaz de apertar um botão na parede, invocar alerta vermelho e o esquadrão antibombas... O episódio assim se torna tedioso, interminável e sem propósito e apesar dos irrepreensíveis créditos técnicos da diretora Yana Gorskaya (em montagem e em direção), o andamento do segmento é horroroso, se movendo aos solavancos, cheio de falsas paradas e dependendo muito da colagem de esquetes.

Adendo #01: A historinha de Scotty & Ortegas, baseada em uma certa EMPATIA PARA INICIANTES, é infantil e sobrecozida. Ela apresenta ainda a Enterprise como uma dama frágil, mas 60 anos de franquia contam outra história. Esta caracterização juvenil de Scotty apresentada como fazendo parte da continuidade de TOS é absolutamente lamentável.

(Pelo menos a Pélia sumiu!)

Adendo #02: Impossível não notar uma proximidade com o registro de Star Trek: Lower Decks no presente segmento... Os detalhes não serão dados aqui, apenas diremos que: Chapel foi usada para canalizar a doutora T'Ana de LD (reparem na postura de quatro apoios de vários personagens na sequência do bingo, por exemplo), Spock foi de certa forma T'Lyn e Pike meio que fez um Ransom. Boimler e Mariner foram projetados em Scotty e Ortegas obviamente. E Laan foi algo como o Bajoriano Shaxs, chefe de segurança da Cerritos. Entre outros paralelos possíveis. 

Adendo #03: E parece (e isso é apenas um palpite) que Kathryn Lyn escreveu em formato sitcom como um episódio duplo (como se fosse mesmo para Lower Decks)... O ponto de quebra parece ser lá pelos 23' que fica justamente no instante: da ida de Ortegas-Scotty para irem se encontrar com Laan e do retorno do KIRK real, cujo diálogo com Spock inclusive alude ao título do episódio de SNW.

(E tivemos ainda mais uma participação absurda de KIRK, algo que já parece fazer parte da intenção cômica do staff de roteiristas, pelo menos aqui. Depois do artificial elo mental entre os dois para pilotar a nave no episódio 3X10, chegamos as confidências de Spock fora de câmera. Drama Orientado aos Personagens, a gente NÃO VÊ por aqui!)

--- 04X04 ---

Com a aproximação do já tão temido "episódio dos marionetes", a série corre o risco de cravar uma "Trilogia sem Estrelas" na sua penúltima temporada... Esta Castanha dormiu em sua primeira tentativa de assistir ao segmento desta semana e confessamos que completar tal ato foi uma tarefa árdua...

Para uma velha Castanha, fanática pelo recorte NOIR clássico, encarar esse preto e branco sem vergonha, aparentemente sem preparação alguma em pré produção e com um irritante "difuso vapor de luz" em cena (algo bastante irônico se levarmos em conta o título do episódio), foi deveras difícil (daí explicando o sono imediato)...  A recente série Spider Noir teve SIM preparação em pré produção (e mesmo na produção) para conversar melhor com o período clássico mas, apesar de resultados MUITO superiores comparativamente, ainda percebemos nela um certo ar de "Noir de Shopping", muito limpo e artificial... Por isso dizemos que o preto e branco atrapalha o episódio de SNW desta semana, sendo no mínimo uma distração e no máximo uma versão tosca e descuidada da estética alvo... O PB atrapalha e/ou limita inclusive a própria estética retro futurista (desavergonhadamente humana e referida ao início do século vinte) apresentada no episódio (um certo Diesel Punk marcado pelo desvio histórico da sobrevida dos dirigíveis). Mas, infelizmente para o episódio, existem CENTENAS de experimentos estéticos análogos feitos (via IA) por fãs no YouTube (alguns até bem interessantes).

Para a trama funcionar nos seus termos: UNA tem que ser idêntica (idêntica capaz  de enganar biometria SCIFI) a colaborada chefe da ocupação de KOR que é ao mesmo tempo a chefe da resistência local (contra essa mesma ocupação) E ser capaz de enganar "partindo a frio e sem preparação de nenhuma espécie" ambos os lados (além da original ter coincidentemente acabado de morrer e o seu cadáver estar dentro de uma bio câmara no seu escritório). O que parece uma MUITO CÍNICA INVOCAÇÃO  do conceito de Dopellganger do NOIR (do Gótico, do Terror, do Expressionismo)... Além disso a outra parte mais trabalhosa da trama é resolvida com um falso ato falho de KOR na frente da Uhura... Então o que deveria ser um roteiro complexo e de pesada construção de mundo precisou de uma trama B a bordo da Enterprise, TAMBÉM RETRATADA EM PRETO E BRANCO, para compor uma hora televisiva.

(O assim chamado arco de Laan foi destruído pela amalucada reordenação dos episódios, a correta é 1-3-4-2, assim fica até difícil de comentar... Terminamos com pelo menos: uma estagiária vulcana quebrando a cadeia de comando , um (a) capitão estelar e Chapel cometendo fraude , Laan prevaricando , Pike fazendo a egípcia para tudo isso I e MBenga casualmente confessando ainda mais um massacre. Além de Una ("UNA LATERALMENTE") provocando uma revolução num planeta sob domínio Klingon e Pike fazendo a egípcia para tudo isso II ... Grande dia para a Frota Estelar... Grande dia para a produção de SNW.)

( Confiram a nossa pré-lista de filmes NOIR aqui . )

( Para o melhor exemplo NOIR em Star Trek confiram o podcast de Necessary Evil aqui .)

( Para a cena do Clássico Casablanca que foi assassinada no episódio confiram aqui . )

( Para a cena da obra prima La Grande Illusion que inspirou a de Casablanca: aqui . )

( Para uma melhor versão do episódio do planeta em preto e branco e feita por fãs: aqui . )

--- 04X05 ---

Discutivelmente o pior episódio de toda a Era Kurtzman de Star Trek. Uma espécie de "Cérebro de Spock Pós Moderno" (TM). Algo que algum funcionário da produção poderia tentar defender cinicamente como uma análise psicológica do personagem mas que é meramente um MEME (ou uma FONTE DE CORTES) tamanho família... Nada mais do que um velho esquete de TV de menos de 10 minutos (no máximo!) esticado para inacreditáveis 54+... O episódio SEQUER tem a competência/decência de estabelecer propriamente o adormecer e o despertar de Spock (e rastrear o POV do personagem)... A ironia maior é que os caras (Goldsman e cia.) tem (talvez!) um dos CINCO MAIS ICÔNICOS PERSONAGENS DA HISTÓRIA DA TV e a única coisa que eles pensam em fazer com ele é reciclar a trama do polígono amoroso (WTF!? Que fixação!) e sempre a ela retornar de alguma forma (*) ... O cara alucinou em três dos últimos 4 episódios, terminou com a Laan neste e antes do reset button do "tudo era um sonho" ele já tinha cometido um beijo francês com a Pupet'pring (!!!). Esse filho do Sarek é incorrigível mesmo (risos)...

(*) (E sabemos que pedimos por um payoff dos acontecimentos da Griffin e aqui tivemos: Laan termina com Spock e Spock reata com T'Pring... Parece sacanagem!)

E ainda:

- Lamentamos a infantilização de Scotty que parece ser filho de Kirk em SNW (apesar disso contradizer a continuidade adotada explicitamente!);

- Lamentamos a sobrevida de Pelia;

- Lamentamos a pavorosa retroprojeção estática logo quando Spock chega ao Hangar. Idem para o desaparecimento do resto da tripulação da Enterprise (menos da Pelia);

- Se os bonecos não respiram, como eles falam? E se eles falam por esse método indeterminado, o que modifica as suas vozes em relação as originais?

- E mais uma vez a cena da morte de Spock é assassinada em Live Action!

PFV => Projeções futuras Vulcanas:

O que falta para o velho "Orelha Pontuda"? Spock e Kirk no bromance hetero afetivo (obviamente!) na cama? As três (Chapel , Laan e TPring) comentando sobre o pênis verde (será?) do Spock? O encosto da Griffin ser "real" (e ter aderido ao boneco do Scotty) e precisar de um exorcismo Vulcano? ... E quem sabe até roubarem o cérebro do Vulcano para ter o seu corpo acéfalo telecomandado por um monte de Amazonas Gostosas (risos)?

--- 04X06 ---

Talvez o melhor episódio da temporada até aqui, o que não quer dizer muita coisa, vide a reinante baixa qualidade dessa quarta leva de aventuras... O liquidificador pós moderno da terceira era de Star Trek aqui bateu (junto com o leitinho da estética da série 24) momentos desastrosos da história da franquia: de Court Martial até Threshold, passando por ST:TMP, Disaster e Starship Down (entre outros), o que garante a animação dos trabalhos mas as costuras feitas são deveras visíveis e feitas com linhas bem grossas.

(O uso da forma de 24 acaba sendo deletério para o episódio em questão pois sublinha que pode ser feita SIM a síntese das suas influências, consistente e dramaticamente motivada, sem rebarbas, de maneira específica e claramente identificável como algo NOVO... Além de tal utilização ser uma distração aqui obviamente!)

O ritmo do segmento é atrapalhado por: Pélia, conveniências de trama, ciência ruim e/ou inconsistente, além (é claro!) da partícula bombril que enche o tanque da Enterprise ao mesmo tempo que costura homens serrados ao meio (*) ... O episódio é motorizado por uma certa pornografia de competência, especialmente estrelando:  Scotty e Chapel. O engenheiro recebe uma inusitada "história de origem" que colide com a sua aqui inconsistente caracterização em continuidade como tenente júnior (entre outras coisas). É dito que a enfermeira decide ficar a bordo da NCC1701 pelos eventos do episódio, o que não parece ser a história contada lá em What Are Little Girls Made Of?. 

(*) (Episódios de Desastre não são normalmente fortes em caracterização e aqui não é diferente, ficando na superficialidade... Tais episódios também não funcionam muito bem com personagens com armadura de trama, condição aqui extremada por se tratar de uma série precursora da TOS... A velha falsa encrenca e falta de consequência de sempre, infelizmente... M'Benga deveria ter morrido aqui e o "Procedimento Chapel" utilizado na sua ressureição quase arrancou umas risadas cínicas dessa veterana Castanha.)

E ainda:

* Brian Markinson aqui interpreta o extremamente sisudo Doutor Boyce (aquele mesmo de The Cage agora curiosamente retornando a Enterprise). Para os Niners, Markinson é carinhosamente lembrado como o Doutor Elias Giger do clássico episódio In The Cards da quinta temporada de DS9. Será que foram os "Desalmados Minions da Ortodoxia" que sabotaram a Enterprise (risos)?

(Os Niners ainda poderiam observar que o episódio se passa quase todo com a Enterprise dentro de um wormhole sob uma torrente sem fim de neutrinos!)

* E  é claro que a lesão de M'Benga lembra INSTANTANEAMENTE o monumental episódio Subway da sexta temporada da série Homicide... Tal episódio de 29+ anos é frequentemente considerado um dos momentos mais marcantes da história da televisão. A trama acompanha o detetive Frank Pembleton (Andre Braugher), que é chamado para investigar o caso de um homem chamado John Lange (Vincent D'Onofrio), acidentalmente ou propositalmente empurrado e que acaba preso entre um vagão e a plataforma do metrô. Como Lange sofrerá ferimentos fatais e morrerá assim que o trem for movido, Pembleton passa as horas finais da vida da vítima ao seu lado, tentando não apenas descobrir quem cometeu o crime e entender o que aconteceu, mas também lidar com a dura realidade de confortar um homem que lentamente aceita seu destino inevitável. O episódio se destaca pelo seu tom quase em tempo real, atmosfera claustrofóbica e um debate profundamente filosófico e emocional, impulsionado pelas atuações brilhantes que constroem uma conexão inesquecível entre o detetive e a vítima antes do seu trágico desfecho.

--- 04X07 ---

Ao chegarmos ao sétimo capítulo desta quarta temporada infernal, assistimos a algo como o episódio dos fantoches (AKA o "Cérebro de Spock da Terceira Era"), onde a sua apresentação dramática (!?) não entra sequer em registro de suspensão de descrença. Ele é completamente (e cinicamente) auto consciente em ser um produto televisivo. Se aparecessem microfones e câmeras em campo não piscaríamos um olho sequer.

Curioso eles darem continuidade a história de Juliet (a filha de Pike e Batel da vida vivida criada pela última no episódio 3X10), aquela mesma da tal "Cozinha Interior"... Algo que gerou então um Trauma Miojo e particularmente cruel (em excesso) para o nosso topetudo capitão (em mais uma morte de criança/adolescente para a série!). De fato foi um episódio 100% melodramático e mesmo já nesses termos ainda atirando para todos os lados (ou dimensões)... Compondo a cruel ironia da coisa toda, provavelmente os produtores ficaram com medo de encarar o touro do melodrama pelo chifre para uma sequência nesses termos tão extremos e usaram o conceito de soap opera americana para suavizar os trabalhos até certo ponto... A confusão foi tanta que nem a direção e nem Mount souberam o que fazer na última cena do segmento (que felizmente é o menor da temporada até aqui).

(Estrategicamente/Espertamente eles atacaram somente a Soap Opera Americana e não o Gênero Melodrama como um todo.) 

(*) O próprio episódio (pela boca de Spock) diz para não levarmos nada do que aconteceu a sério. Quem somos nós para contrariar... MBenga recuperado e de saída... Laan também parece que sim (e talvez de saída do próprio serviço) [O episódio 4X01 parecia sugerir finalmente um payoff com relação ao seu nome de família. Mas até agora o interesse da temporada parece ser apenas pelo seu relacionamento com Spock!]

(*) Uma piada do nosso fanfic pessoal: Os El-Aurianos são os tutores das crianças Q. E os Borgs são fruto de um projeto de ciências de um deles que deu muito errado (Ou de um livro de Perry Rhodan fora de lugar/hora!)

(*) Uma Conselheira de Bordo nessa era de Star Trek lembra (mais uma vez!) Star Tek Continues... E foi uma chance perdida não usar Boyce na função.

(*) IMPORTANTE: A Conselheira Chivers estrelará o grande SWING da quinta temporada de SNW, uma apaixonada homenagem a série Batman 1966 (aquela mesma de Adam West) porém utilizando protagonistas com gêneros trocados e uma estética "eletro-futurista" dotada de veículos/dispositivos projetados e fabricados pelas indústrias MUSK (Uma participação, ao menos vocal, da cantora Cyndi Lauper, guardada a sete chaves até o momento, também é dada como certa!) : um trailer avançado ainda carente de pós produção está disponível aqui  .

--- 04X08 ---

Existe uma manufatura extrema na trama usada aqui, algo que fere o episódio: Pike e Una descem em missão, e logo um lendário almirante chega em uma nave auxiliar (somente com sua ordenança) e (além da Enterprise ser a nave mais próxima do almirante nesse momento crítico em que ele precisa agir imediatamente) estão a bordo JUSTAMENTE: James Kirk, Sam Kirk e M'Benga (George Kirk, dentre todas as almas, foi o primeiro oficial do almirante na principal, mais heroica e mais misteriosa batalha da guerra klingon e M'Benga, sempre ele, era o médico de bordo)...  Aí o almirante faz, dentre todas as almas a bordo, James Kirk de primeiro oficial, alguém que ele conhece apenas de nome e que nem é da tripulação da Enterprise no momento (!?). James Kirk é ainda o primeiro oficial de outra nave estelar (!?) e estava ali só para paquerar a Laan (!?)... E eis que a Enterprise simplesmente se manda em uma missão secreta deixando Pike e cia. incomunicáveis no planeta.

[ A Laan não era mais antiga do que o Spock? Não tinha nenhum outro tenente comandante ou superior na Enterprise? Cadê a Pélia quando precisamos dela (risos)? ]

O episódio sugere fortemente ser uma antecipação de Balance of Terror (reparem no mapa!), o que é razoável. Por outro lado, cinco milhões de mortos já deveriam ter recebido: menções por parte dos personagens da Enterprise e uma completa força tarefa federada para investigar... Além disso, parece haver uma versão da história com todos a bordo e em continuidade com o que o Pike já sabe sobre os romulanos nos próximo anos da cronologia de Star Trek.

(Alguns comentaristas da Internet apontaram semelhanças do episódio com o filme Crimson Tide, algo que esta Castanha nota como algo secundário na análise aqui. Existe recriação de cenas do longa, o que não é bom. Mas achamos que existem problemas ainda maiores.)

O almirante da vez é meio que o capitão Maxwell de The Wounded da TNG (incluindo a ironia dramática do seu final: ambos estavam de certa forma corretos!) mas com uma história sobretramada para incluir os TRÊS Kirks e o M'Benga, o que deixa as coisas meio gordurosas. Parecem dois episódios em um, fora a esquecível trama secundária. E o fato de M'Benga (ainda na metade do episódio!) não contar a história toda do almirante de uma vez para o primeiro oficial em exercício (e já claramente perturbado com a implementação da OG24 por parte do almirante) é no mínimo uma conveniência de roteiro.

A trama secundária parece ter saído daquela gaveta Trek das histórias reusadas... Uhura faz jus ao seu treinamento obtido assistindo ao VHS de Star Trek II, implementando um bom subterfúgio acústico mas exagera no Kirk-Fu (e chega a levar um tiro e não desmaiar!). A desconexão emocional desta Castanha com tudo que ocorre nesta história B é absoluta. E a última cena colide tonalmente com as últimas cenas da história A como um desastre de trens.  

Obviamente o episódio terá uma continuação... Esperamos!

Outros pontos:

(*) Vocês notaram que o episódio não tem um Recap? Ele tem um KIRKCap!

(*) O cargueiro iria emitir um pulso sensor que poderia refletir na Enterprise e a nave camuflada poderia captar? O temor era esse?

(*)  E se a base fosse subterrânea, a Ordem Geral 24 teria algum efeito? ... Aqui o almirante já fazia aritmética simples com os números das vítimas, neste ponto, mais tripulantes, além de Kirk, já deveriam ter começado a reclamar em voz alta... O Pike enviou uma missão ao planeta depois?

(*) Afinal, alguém mandou uma mensagem para o PADD de Kirk ou não?

(*) Obviamente a OG24 leva "Um tempo de Shinzon" (TM) para ser disparada. E depois de um tempão de preparação eis que só então o almirante manda redirecionar a força da DOBRA ESTELAR para os feisers... "Tema atual", sem dúvidas.

(*) E finalmente tivemos a cena de Kirk-pai e Scotty-filho. Lamentável!

(*) Kirk tentou mandar a mensagem para o Comando da Frota Estelar na cara do almirante para ser destituído, podemos supor (devido ao absurdo da coisa toda!). Por que ele não tentou também mandar de um outro jeito?

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Episódio muito cansativo de se assistir e confessamos pelos menos três cochilos durante todo o esforço... Tentando resumir (essa sequência ABSOLUTAMENTE não pedida do pior episódio da primeira temporada): É como se fosse um segmento de alguma suposta/hipotética série de fantasia pré-adolescente (7-12 anos) projetado em Star Trek: Strange New Worlds. Existem vários marcadores disso... Não existe de fato suspense/mistério (pois afinal não podemos assustar e nem deixar ansiosas as crianças), M'Benga conta expositivamente/didaticamente para todos (dentro e fora da série) e antes da sequência da abertura (apesar da incompreensível logística usada, vinda do anterior da temporada 01) o propósito do episódio, que é realizar um rito de auto aceitação e auto (re) conciliação para Laan... Assim fica posta a nossa dificuldade em terminar tal árdua tarefa: não existe tensão e (enquanto apresentação dramática) não existe propósito.

Outros marcadores afins identificados: o próprio livro (inexplicavelmente escrito por Benny Russell), o lobisomem fofo que tem alergia a cães, o príncipe todo enrolado que é introduzido fazendo pose de apresentação em super slow motion (!) (com a face de Kirk que o planeta apropria da mente de Laan ou algo assim) (*), Spock como um Warlock farmador de aura (ou algo assim) e Pike como um covarde de bom coração.

(*) O real Kirk aparece no final do episódio para um encontro com Laan (pós auto reconciliação e agora mãe adotiva de uma carismática cachorra que na vida real pertence a própria atriz) a bordo da Enterprise por motivos que apenas a série compreende... E para quem ainda não percebeu: não existe frontalidade (para dizer o mínimo) na questão do sobrenome da oficial de segurança.

E claro que existem contra marcadores (em que ainda assim os ralizadores tentam fazer algum graça apesar da premissa que eles mesmo escolheram):  A absurda batalha dos dois decotes , a gracinha da "chave da porta dos fundos" com Kirk dando risada , o selinho lésbico que não sabemos de onde veio (Benny Russell + Rejoined!? Foi isso!? WTF!?) , o Pike soltando a franga alucinadamente no melhor estilo BirdCage (que bate DE GOLEADA todos os bloopers de canastrice de Shatner dos tempos da TOS)... Entre outros.

Em suma, mais um candidato a pior episódio da série. E um roteiro, que mais uma vez, parece um primeiro rascunho.

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INTRODUÇÃO

Esta quarta temporada das aventuras de Pike e cia. chega ao seu fim recheada: (i) de big swings (um sabor dos high concepts de outrora agora com ênfase em uma variação brusca de gênero, episódio a episódio, e que rotineiramente prioriza as convenções da vez sobre o entendimento acumulado da identidade de uma franquia de 60+ anos) e (ii) de call aheads (noções dentro dos episódios que apontam o que um personagem será e/ou estará fazendo no período da TOS, sendo ele um personagem da TOS ou não)... O mais grave é que eles parecem ter sempre uma versão rústica do big swing e do call ahead para cada segmento, porém parecem produzir apenas um rascunho de roteiro e já encaminham essa versão para produção, sem necessários refinamentos e polimentos... O resultado líquido de tudo isso feriu de morte a série SNW e o seu legado.

Então, sem mais delongas, bem vindos ao review...

"TODOS OS BONS SWINGS..."

O título Tomorrow's Enterprise (além de remeter a um famoso/celebrado episódio da TNG) parecia sugerir alguém vivo que não deveria estar e uma trama de linha temporal modificada que deveria ser então resetada com uma "morte" trágica (justo do alguém fornecido pelo setup)... Esse, como tanto gosta de dizer esta Castanha, é o: Star Trek Plot Twist. ... Mas esse não foi o caminho adotado aqui.

A mais clara influência de fato presente é a do episódio final da TNG... Mas, infelizmente, em comparação, este aqui é no máximo uma versão promocional daquele. Uma espécie de [Não importando a quantidade de Viagra disponível.]: "Todos os bons Swings... (Devem acabar um dia.)"

(No fim do dia, parece ser um roteiro da quinta temporada para a Uhura que eles anabolizaram para servir de 4X10... Supomos que eles salvaram coisas não usadas aqui para o 5X06, episódio final da série que chega em 2027... Por isso que esse episódio é tão esquisito... Supomos...)

Ficamos então com uma versão simplória de All Good Things com duas Uhuras defasadas temporalmente de um ano se comunicando (pelo fone de ouvido) (*) ao invés de um único  Picard com a consciência saltando entre três distintos momentos (especialmente escolhidos para serem) significativos e separados por décadas... Isso é só um exemplo do abismo de carpintaria dramática entre as duas obras... Indo além, o episódio faz comentários meta linguísticos sobre AGT como a sua insistência com o jogo de pôquer e Kirk discutindo se deve estar mais ou menos próximo dos seus comandados (o que soa deveras desconectado).

O centro emocional do episódio nunca chega de forma clara, causando sonolência ao espectador. A promessa de salvamento de Scotty é estabelecida de forma confusa e é apoiada em uma caprichosa/incompreensível mecânica temporal para funcionar (E o que Uhura estava fazendo sozinha numa nave auxiliar nos limites de um buraco negro?) (Sem falar na forma que esse episódio trata a física em geral!).

(Podemos acreditar que de fato aconteceu alguma coisa ruim com Laan após o reset da linha temporal com a sobrevida de Scotty?)

(O namoro de Uhura e Scotty não sai de lugar algum, além de um filme ruim, após o investimento da série no emparelhamento de Scotty e Ortegas. Obviamente tal relacionamento não poderia servir de lastro para o presente episódio.)

A falta de atitude de ambas as tripulações frente a INEXPLICÁVEL permuta física das Uhuras é inacreditável, mas o pior ainda estava por vir...

Depois de uma pífia e confusa investigação (Por exemplo, a escultura na parede e uma espécie de Pedra de Roseta?), eis que descobrimos que as tais  luzes cantoras são parteiras (!) e as duas anomalias espaço temporais são uma espécie de vaginas espaciais (!) e de algum modo estão conectadas (!). Descobrimos ainda que os pulsos são contrações (!) de um bebê espacial (!) que por algum motivo transcendental está em posição pélvica (!)...

E obviamente as duas Uhuras tem que se juntar para "virar o bebê" e permitir o nascimento, em uma espécie de manipulação sem fio do abstrato (uma vez que não existem informações sobre coisa alguma aqui) virtualmente impossível de se conectar.

E, sem surpresas, os super seres envolvidos, que partilham inúmeras características com os Profetas de Bajor, apertam um literal reset sobre tudo que ocorreu, preservando apenas as memórias das duas Uhuras. E é assustador como esse recurso de apagamento de memória tem sido usado em SNW.

(A omissão, sobreposta ao ponto do inaudível a uma música, do nome dos alienígenas, segue a atitude brincalhona com relação a Trelane. O que querem dizer com isso?)

(A reversão do filme para ilustrar tal reset e a montagem final do pôquer e da refeição compartilhadas parece ser um artefato de quando o segmento ainda era o fim da série e não apenas o fim da temporada.)

Sem um bom roteiro não existe catarse/culminância e o final (apesar dos belos visuais) é desprovido de sentido e de significado... O Swing da vez é modesto (em comparação) e não deve incomodar por si só aos fãs mais tradicionais... E o Call Ahead para os primeiros dias da Enterprise de Kirk é também discreto e pouco impactante (a já grande familiaridade da audiência com essa versão de Kirk não ajuda esse ponto). Reescritas são uma possibilidade mas é digno de nota a total ausência daqueles "momentos de arrepios" que episódios de linha temporal alterada costumam trazer. 

(*) Para quem quiser investir mais nos aspectos de swing do episódio olhe aqui .

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