quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

SENTIMENTAL VALUE (2025)

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SENTIMENTAL VALUE (2025) [133'] [1.85:1] [★★★★]

O mais recente trabalho do norueguês Joachim Trier, Sentimental Value, chega às telas coroado com o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2025, e se apresenta como uma obra que, à primeira vista, pode parecer uma continuação temática de seu aclamado antecessor, The Worst Person in the World . No entanto, Trier opera aqui uma mudança sutil, porém significativa, em seu foco autoral. Se no filme de 2021 ele dissecava as angústias existenciais de uma jovem mulher na Oslo contemporânea, em Sentimental Value o diretor expande seu olhar para o núcleo familiar, investigando as fissuras emocionais que atravessam gerações. A obra reforça seu viés humanista ao explorar as complexidades das relações com uma honestidade quase clínica, mas se diferencia ao adotar uma estrutura mais fragmentada e metalinguística, usando o próprio fazer cinematográfico como ferramenta de escavação da memória e do trauma . Lançado num mundo que ainda lida com os efeitos do isolamento e a dificuldade de reconexão humana, o filme ressoa profundamente ao questionar como nos comunicamos com aqueles que amamos, especialmente quando a linguagem cotidiana se mostra insuficiente, propondo a arte como uma ponte possível, ainda que frágil, para o entendimento.

A trama se desenrola a partir do reencontro das irmãs Nora (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas) com seu pai, Gustav Borg (Stellan Skarsgård), um renomado diretor de cinema que as abandonou na infância para se dedicar à carreira . O pretexto para o retorno é a morte da mãe delas, a ex-esposa de Gustav, e o enterro realizado na imponente casa de família, uma propriedade que legalmente pertence a ele e que se torna o epicentro emocional da narrativa . Gustav, em um momento de ostensiva crise criativa e existencial aos 70 anos, revela ter escrito um roteiro autobiográfico, centrado na história de sua própria mãe (uma resistente antifascista que cometeu suicídio após ser torturada na guerra), e que se passa naquela mesma casa. Ele oferece o papel principal a Nora, uma talentosa atriz de teatro que sofre de ataques de pânico e nutre um profundo ressentimento pela ausência paterna . Diante da recusa enfática da filha, Gustav escala a jovem e entusiasmada estrela americana Rachel Kemp (Elle Fanning) para o posto, o que reacende velhas feridas e força a família a confrontar seus fantasmas . Os temas principais do longa são a natureza do valor sentimental (personificado na casa e nos objetos que a habitam), o peso do trauma herdado, a dificuldade do perdão e a busca por uma linguagem comum entre pais e filhos. Enquanto Nora (Reinsve) luta contra a raiva e o medo de se expor, Agnes (Lilleaas) tenta compreender o pai sem deixar de proteger o próprio filho pequeno, e Gustav (Skarsgård) se debate entre o arrependimento tardio e seu egoísmo crônico, usando o projeto fílmico como uma desajeitada e muitas vezes inadequada tentativa de reparação .

Trier constrói essa complexa teia emocional com uma linguagem audiovisual sofisticada e precisa, que casa perfeitamente com a fragmentação da memória. A montagem, assinada por Olivier Bugge Coutté, utiliza recorrentes cortes para a tela preta, criando pausas que funcionam como respiros e separam as camadas temporais da narrativa, evitando qualquer linearidade simplista e imitando o fluxo irregular das lembranças . A fotografia de Kasper Tuxen é um elemento à parte, banhando as cenas do presente em uma luz melancólica e fria, frequentemente isolando os personagens em quadros que enfatizam sua solidão, enquanto as memórias mais antigas surgem em granulados 16mm, conferindo-lhes textura de documento histórico . A direção de Trier, que ele descreve como uma busca pelo "acústico", permite que os atores ditem o ritmo emocional das cenas, algo evidente nas atuações . Stellan Skarsgård entrega uma atuação contida e monumental, construindo um Gustav que é ao mesmo tempo magnético e repulsivo em sua fragilidade narcisista . Renate Reinsve, novamente musa do diretor, prova seu alcance dramático ao transmitir, com microexpressões faciais, uma tempestade de insegurança, mágoa e amor reprimido . A trilha sonora, que pontua a narrativa com canções de Roxy Music e New Order, não é mero adorno, mas sim um fio condutor que ancora as diferentes épocas vividas pela família e sublinha a passagem do tempo dentro da casa .

Em seu veredicto final, Sentimental Value não oferece resoluções fáceis ou catarses tradicionais, mas sim a compreensão de que o valor sentimental das coisas e das pessoas reside justamente em sua imperfeição e na complexidade das histórias que carregam. Joachim Trier conduz seus personagens a um ponto de entendimento que só é possível através da arte que criam: Nora encontra no roteiro do pai uma forma de vê-lo, finalmente, como um homem frágil e arrependido, e não apenas como a figura ausente que a feriu . O filme reafirma, assim, o poder do cinema como um dispositivo para rearranjar o passado e curar, ainda que parcialmente, as feridas do presente. Para a filmografia de Trier, a obra se consolida como um passo adiante em sua maturidade autoral, expandindo o interesse pelas relações humanas para além do indivíduo e investigando como o trauma e o amor se entrelaçam na estrutura familiar. É um drama poderoso e comovente que, ao mirar no íntimo e no particular, atinge o universal, deixando no espectador a certeza de que, por mais rachada que seja a estrutura, um lar ainda pode ser um lugar de luz e de encontro .

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

STAR TREK: STARFLEET ACADEMY S01 EP06 (2026)

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EPISÓDIOS

S01.E06 ∙ Come Let's Away [**1/2]

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ACASTANHADAS 

Tão cedo e a premissa da série já deve ser questionada, com Braka dominando a Athena (obviamente cheia de cadetes!) pela segunda vez em meros seis episódios (será que ele ao menos tem um informante na terra?). 

Deveriam ter acreditado na noção da Academia como um prédio com histórias específicas para esse modelo de narrativa. Levando em conta a presença dos holodecks mágicos do século 32 fica até a dúvida se o cenário visto no episódio não seria simplesmente uma irresponsabilidade colossal (amplificada pela fragilidade da Frota Estelar sublinhada aqui, advinda das condições iniciais e de contorno desta serie)... Mas esse barco já zarpou, aparentemente.

(E a história da "Escola Voadora" lembra mais uma animação perdida da Hanna Barbera do que Star Tek. O que não é um elogio... Mas, com a pré-existência de um "QG Voador", alguns diriam: que era inevitável!)

Mas afinal... Sobre o que é e não sobre o que poderia ter sido este episódio?

Positivos: Melhor interação das duas Faculdades (e dos dois Chanceleres). Um excesso de trama meio confuso (e diríamos até sobreposto) mas que não deixa ninguém dormir. O bom trabalho de Giamatti e Hunter (o primeiro tem sempre o seu Drive num lugar mais sombrio e a segunda num lugar mais "alternativo" e não é tão fácil combinar isso direito). Braka e Ake parecem ter história mesmo antes do caso da família Mir (e algo muito pesado por falar nisso)... No final ele lembra um pouco o Michael Eddington. 

(Conjectura: E se a mãe de Caleb não for tão inocente assim? E se ela foi radicalizada de alguma forma? Ela poderá ser a vilã da segunda temporada?)  

Negativos: Além da crítica a própria premissa da série, a fraqueza da Frota Estelar frente a ameaça de Braka (especialmente na pessoa de Vance)... E um excesso de trama meio confuso (e diríamos até sobreposto). 

Inexplicável: Cadete Kraag (com auxílio do seu quase inexplicável companheiro Kyle).

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(*) Não entendemos bem o que a Tarima fez e o que a Sargasso pretendia fazer. A "fisicalidade" da SAM também continua um mistério (suporte de vida?).

(*) A reviravolta final é algo familiar... Mais ainda, o roubo de "alguma arma" parece ser tão previsível (em termos de possíveis tramas futuras) dentro dessa terceira era de Star Trek que não temos boas expectativas para o fim de temporada.

(*) Tudo já é datado, não precisa carimbar e assinar. Péssimo uso de uma canção pop na abertura... E já que estamos nisso: se Breaking Bad não precisa de palavrões, Star Trek também não!

(*) Lembranças de DS9 no episódio passado e de Firefly neste (com Furies no lugar dos Reavers, com Tarima no lugar de River e mesmo uma referência explícita a Fireflies). O que teremos no próximo episódio? Um (especialmente se tomarmos o nome da Miyazaki como um vislumbre) anime? 

(*) Starfeet Academy anda pensando em Endogamia X Doenças X Violência ou esta Castanha está vendo demais?

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domingo, 8 de fevereiro de 2026

HAMNET (2025)

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HAMNET (2025) [126'] [1.66:1] [***1/2]

Depois de um desvio pelo universo dos super-heróis com Eternals, Chloé Zhao regressa, com Hamnet, ao território íntimo e humanista que consagrou o seu estilo e lhe valeu o Oscar por Nomadland. Se a mudança de um retrato contemporâneo do desenraísmo americano para um drama histórico na Inglaterra isabelina parece, à primeira vista, uma reviravolta, o filme revela-se, na verdade, uma consolidação profunda dos seus temas autorais mais caros. Zhao transplanta para o século XVI a sua sensibilidade característica para com personagens à margem, indivíduos cujas vidas são moldadas por forças maiores—sejam elas económicas, como em Nomadland, ou sociais e biológicas, como a peste e os rígidos papeis de género na sociedade elisabetana. A natureza, sempre presente e quase personagem em sua filmografia, ganha aqui contornos de misticismo e premonição, servindo de refúgio e linguagem para a protagonista Agnes. O filme, portanto, não é uma negação do seu percurso, mas uma expansão temporal do mesmo olhar empático, demonstrando que a luta pela autonomia individual dentro de estruturas sociais opressoras e a busca por significado perante a perda são temas atemporais. Lançado em meados da década de 2020, Hamnet ressoa profundamente com um mundo ainda a processar traumas coletivos recentes, oferecendo uma meditação solene, mas não sentimental, sobre o luto e a resiliência. Ao centrar a narrativa na figura esquecida da esposa de Shakespeare, o filme também dialoga com os esforços contemporâneos por reavaliar a História, trazendo para a luz as experiências silenciadas das mulheres e questionando o preço do génio artístico para aqueles que permanecem nos bastidores.

Hamnet é, antes de tudo, a história de Agnes (Jessie Buckley), uma mulher de espírito livre, dotada de um conhecimento intuitivo da natureza e da cura, que vive numa comunidade onde tal singularidade é vista com desconfiança. O seu encontro fortuito com o jovem preceptor William Shakespeare (Paul Mescal) desencadeia um romance intenso e proibido, culminando num casamento apressado. A narrativa bifurca-se então para explorar os destinos paralelos do casal: Agnes afunda as suas raízes em Stratford, dedicando-se com ferocidade à criação dos seus três filhos, Susanna (Bodhi Rae Breathnach) e os gémeos Judith (Olivia Lynes) e Hamnet (Jacobi Jupe), enquanto William, impelido por uma ambição criativa que a província não pode conter, parte para Londres em busca do teatro. A estrutura do filme utiliza estes dois polos—o lar rural e a efervescente metrópole—para dramatizar o conflito central entre a vocação artística e as obrigações familiares, e entre a expressão pública e o sofrimento privado. A tragédia invade esta frágil estabilidade quando Judith adoece gravemente com a peste. Numa tentativa desesperada de salvar a irmã, Hamnet deita-se ao seu lado, acabando por contrair a doença e sucumbir. A morte do filho torna-se o epicentro do filme, expondo as fissuras no casamento: Agnes é consumida por uma dor física e primária, um luto que a prende à terra onde o filho está enterrado, enquanto William, ausente no momento da morte, enfrenta uma culpa paralisante e uma incapacidade de comunicar a sua angústia, refugiando-se ainda mais no seu trabalho. O tema do luto, manifestado de formas radicalmente diferentes, é explorado na sua complexidade, evitando respostas fáceis. O clímax ocorre quando Agnes, levada a Londres, assiste à primeira encenação da tragédia Hamlet. Ao reconhecer no palco não uma profanação do nome do filho, mas uma homenagem transcendental, uma tentativa de William de conversar com o fantasma do filho e conceder-lhe uma existência eterna através da arte, Agnes experiencia uma catarse. A sua compreensão do propósito da peça transforma a sua dor isolada numa experiência partilhada, oferecendo um vislumbre de consolo e de conexão restaurada com o marido.

A realização de Chloé Zhao serve com mestria essa narrativa emocional, utilizando cada ferramenta audiovisual para criar um tom de realismo místico que é único. A fotografia de Łukasz Żal não embeleza o passado; pelo contrário, mergulha-o numa textura terrosa e orgânica, onde a luz natural—seja o sol a filtrar-se por uma janela de tabuinhas, seja o clarão de velas num interior escuro—desenha os contornos da vida doméstica e do drama íntimo. Os espaços são filmados com uma paciência contemplativa, permitindo que a atmosfera e o peso do tempo se façam sentir. Esta abordagem estende-se à direção de atores, onde Zhao aplica a sua conhecida predileção por naturalidade. Jessie Buckley entrega uma atuação de força vulcânica e vulnerabilidade crua, corporificando a conexão visceral de Agnes com o mundo natural e a sua dor desesperada sem recorrer a clichês. Paul Mescal, por sua vez, constrói um Shakespeare interiorizado e atormentado, cujo conflito entre o amor pela família e a necessidade incontrolável de criar é comunicado mais através de silêncios angustiados e da frustração no ato da escrita do que por grandes discursos. A montagem, assinada pela própria Zhao e por Affonso Gonçalves, flui suavemente entre passado e presente, entre Stratford e Londres, tecendo os fios da memória e do pressentimento de forma a que a revelação final seja sentida antes de ser inteletualmente compreendida. A trilha sonora de Max Richter, ao evitar melodramatismos, envolve a narrativa num manto de melancolia e beleza, com o seu conhecido tema On the Nature of Daylight a surgir no momento culminante com uma resonância profundamente emocional. O design de produção e os figurinos rejeitam o brilho anacrónico de muitos dramas de época, optando por uma autenticidade desgastada que torna o mundo do filme palpável e habitável. Todos estes elementos convergem para o tour de force final dentro do Globe Theatre, onde a linguagem do cinema—os closes no rosto transformado de Agnes, a edição que intercala a peça com as suas memórias—realiza magicamente a tese central do filme: a de que a arte tem o poder de dar forma ao caos da dor e de criar uma ponte onde as palavras comuns falham.

Hamnet, de Chloé Zhao, ergue-se assim como uma obra singular e madura na filmografia da realizadora, representando não um regresso, mas uma sublime culminação dos seus interesses artísticos. O veredicto final que o filme oferece sobre os seus temas é complexo e comovedor: o luto, sugere, é um território solitário e de formas variadas, mas a arte—a narrativa, o teatro—pode servir como um rito de passagem coletivo, um meio de transformar a perda pessoal em algo que conecta e perdura. Para Agnes, a compreensão da peça de William não apaga a dor, mas ressignifica-a, permitindo-lhe ver o amor e a homenagem onde antes só via negligência e apropriação. Para William, a criação artística revela-se tanto uma fuga quanto o único idioma suficientemente vasto para conter a sua culpa e saudade. O filme conclui que o génio criativo e o custo humano estão inextricavelmente ligados, e que a imortalidade da arte pode ser, em última análise, o mais profundo ato de amor e reparação para com os que ficaram para trás. Impactando a obra de Zhao, Hamnet solidifica-a como uma contadora de histórias de escala íntima mas ressonância épica, cuja sensibilidade humanista transcende períodos históricos e geografias. Para além da sua filmografia, o longa afirma-se como uma contribuição poderosa para o cânone dos dramas literários, não por desvendar o "verdadeiro" Shakespeare, mas por usar a sua figura lendária para explorar verdades universais sobre a criação, a perda e a misteriosa alquimia que transforma a vida em arte, garantindo que, de alguma forma, os que partem nunca se vão inteiramente.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

STAR TREK: STARFLEET ACADEMY S01 EP05 (2026)

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EPISÓDIOS

S01.E05 ∙ S.A.M. [***]

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ACASTANHADAS 

Achamos um certo subconjunto deste episódio bastante agradável, sincero e mesmo emocionante bem ao seu final, porém o restante do segmento continua trazendo os problemas já mencionados nos quatro anteriores. 

Basicamente nós temos (na Face B) uma comédia de costumes envolvendo a chanceler que francamente é um pouco difícil de assistir até o fim com pessoas adultas se prestando a uma farsa sem muito sentido e (infelizmente) a história principal também tem toda uma "sequência na boite" (entre outras bobagens menores) que, além de ser um lugar comum em séries colegiais (e esta deveria ser uma série universitária),  produz um desgastante choque tonal com o (relativamente sério) restante do material A que envolve o dilema da fotônica/holográfica cadete SAM (Kerrice Brooks) tentando ser uma boa Emissária para o seu povo junto aos orgânicos. E (vejam só!) para tanto ela se mete a procurar desvendar o mistério do desaparecimento de Ben Sisko (o Emissário dos Profetas).

Descontado esse recorte infeliz...

... O restante é uma grande homenagem a série DS9, ao seu protagonista e ao seu ator principal (Avery Brooks). Não faltam tributos canônicos históricos e maiores do que a vida a Ben Sisko, por vezes em um tom deveras reverencial (cabendo lembrar que faz exatos 30 anos no mundo real que o próprio Sisko prestou tributos análogos ao capitão Kirk em um episódio da sua série)... E não se enganem, a história de SAM é só um arcabouço conveniente para disparar sem culpas o canhão da nostalgia, o que inclui até uma exposição permanente sobre o Emissário dos Profetas em New Orleans, duas versões de Jake Sisko (com o próprio Cirroc Lofton reprisando o papel) e até uma nova Dax (vivida pela corroteirista Newsome com um presença professoral ausente dos docentes da série até aqui) (DAX é a "orientadora" de SAM na sua tarefa!). [E não compramos a surpresa quanto a identidade de tal professora!]

(Em nossa fanfic, cerca de 120 anos após o primeiro desaparecimento de Ben Sisko, Diane é a hospedeira do simbionte DAX.)

O episódio procura respeitar ambas as visões de Ira Behr (principal força criativa de DS9) e de Avery Brooks para o destino de Sisko, sugerindo transcendência (especialmente mas não somente em uma fala específica de "Jake" e nas nuvens ao final parecendo a face do capitão). Não existe informação adicional aqui, o que pode frustrar alguns. Nem mesmo sobre o segundo filho de Sisko.

SAM, falando para o cosmos, se despede ao final, agradecendo ao entendimento obtido com a sua pesquisa sobre ele e deixando um canal aberto caso "Sisko quisesse conversar"... Em seguida ouvimos um trecho apenas em áudio  do próprio Brooks (reaproveitado de um trabalho independente do ator) meio que "a respondendo de algum lugar"... Segue um agradecimento especial em tela a Avery Brooks e os créditos rolam sob o tema musical da série Deep Space Nine. 

NOTA DESTA CASTANHA: Gravamos o Podcast do episódio Penumbra de DS9 poucas horas antes desse episódio de SFA ir ao ar. Por que justo tão sincronizados após 27 anos de possibilidades fica como mais um mistério a ser desvendado. 

OBRIGADO POR TUDO AVERY BROOKS!

BE FOREVER TEROK NOR!

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O OSCAR NÃO GOSTA DE FILMES DE TERROR (VERSÃO 2026) ?

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(I) Lista de todos os filmes de terror (incluindo “terror camuflado de outra coisa”) indicados a Melhor Filme até o Oscar 2026

Critérios que vamos usar: terror (The Exorcist , Get Out , Frankenstein ...) ou terror/terror psicológico que a crítica e a historiografia já tratam como terror, mesmo que a campanha da época tenha vendido como “thriller psicológico”, “drama”, etc. (Silence of the Lambs , The Sixth Sense , Black Swan , Sinners ...).

Com isso até a cerimônia de 2026 (98ª edição, com filmes de 2025) temos:

The Exorcist – Ano de lançamento: 1973 – Cerimônia do Oscar: 1974 (46ª) – Gênero: terror sobrenatural – Observação: primeiro filme de terror explicitamente reconhecido como tal a ser indicado a Melhor Filme.

Jaws – Ano de lançamento: 1975 – Cerimônia do Oscar: 1976 (48ª) – Gênero: geralmente rotulado como “thriller”, mas amplamente aceito como terror (terror animal ou de predador). – Observação: um caso clássico de “terror camuflado”: vendido como suspense/aventura, mas encarado como terror pela crítica e pela historiografia do gênero.

The Silence of the Lambs – Ano de lançamento: 1991 – Cerimônia do Oscar: 1992 (64ª) – Gênero: terror psicológico / thriller de serial killer – Observação: único filme de terror a ganhar Melhor Filme, varrendo o chamado “Big Five” (Filme, Diretor, Ator, Atriz, Roteiro). Na época foi muito vendido como thriller, mas hoje é padrão para “terror psicológico”.

The Sixth Sense – Ano de lançamento: 1999 – Cerimônia do Oscar: 2000 (72ª) – Gênero: thriller psicológico / terror sobrenatural (fantasmas, atmosfera de assombração) – Observação: outro típico “camuflado”: campanha enfatizava suspense/prestígio, mas é listado em praticamente todas as listas sérias como terror.

Black Swan – Ano de lançamento: 2010 – Cerimônia do Oscar: 2011 (83ª) – Gênero: terror psicológico (assim descrito em boa parte da crítica acadêmica e jornalística), embora também seja drama. – Observação: vendido como drama artístico sobre uma bailarina, mas a gramática visual é de terror (paranoia, corpo, duplicidade).

Get Out – Ano de lançamento: 2017 – Cerimônia do Oscar: 2018 (90ª) – Gênero: terror social / terror psicológico – Observação: reavivou o debate sobre “terror elevado” e racismo como matéria-prima do terror. Campanha usava muito a expressão “social thriller”, mas o filme é assumidamente terror.

The Substance – Ano de lançamento: 2024 – Cerimônia do Oscar: 2025 (97ª) – Gênero:  terror corporal / terror psicológico – Observação: entra claramente como terror corporal e é tratado como terror nas críticas e em textos sobre a temporada.

Frankenstein – Ano de lançamento: 2025 – Cerimônia do Oscar: 2026 (98ª) – Gênero: terror gótico / terror de monstro, com forte componente dramático – Observação: a imprensa e os textos sobre o Oscar 2026 o tratam exatamente assim. Foi indicado a Melhor Filme e a várias categorias técnicas e de atuação.

Sinners – Ano de lançamento: 2025 – Cerimônia do Oscar: 2026 (98ª) – Gênero: musical de terror / terror vampírico  – Observação: é um caso de horror assumido: a cobertura chama o filme de “vampire musical horror” e ele domina as indicações (recorde de 16 nomeações).

(II) Número total de filmes de terror X número total de cerimônias

Primeira cerimônia do Oscar: 1929. 

Cerimônia considerada em 2026 (com filmes de 2025): 98ª edição.

Total de 9 filmes de terror indicados a Melhor Filme: The Exorcist – Jaws – The Silence of the Lambs – The Sixth Sense – Black Swan – Get Out – The Substance – Frankenstein – Sinners.

Total de cerimônias até 2026: 98

Proporções:

Cerimônias em que pelo menos um filme de terror foi indicado a Melhor Filme: 8 em 98.

Vitórias em Melhor Filme: apenas 1 (The Silence of the Lambs) em 98 cerimônias.

O detalhe interessante é que 4 desses 9 filmes de terror são muito recentes (Get Out, The Substance, Frankenstein, Sinners – desde 2017), o que mostra uma abertura recente da Academia para o gênero, ainda que de forma tímida.

(III) Discussão: o que os dados sugerem sobre o tratamento do terror pela Academia?

(III.1) Sub-representação histórica

Olhemos para quatro coisas:

– Popularidade do terror (bilheteria, fandom, presença cultural). 

– Inovação formal (Psycho, The Shining, Alien, etc.). 

– Número de filmes por ano produzidos nesse gênero. 

– Presença no Oscar de Melhor Filme (8 edições em 98).

Posto isso, fica claro que o terror é um dos gêneros mais sub representados na categoria principal.

Filmes de drama (como gênero) , biografia , guerra , melodrama familiar etc. aparecem quase sempre. 

OBS: Fantasia e ficção científica já apanharam muito, mas hoje estão mais presentes (The Lord of the Rings: The Return of the King , Avatar , Mad Max: Fury Road , Dune, etc.) do que o terror.

(III.2) O que têm em comum os poucos filmes que entram?

Se você observar esses 9 filmes, há um padrão bem claro:

– Ligação com uma certa abstração de “Prestígio”: • The Silence of the Lambs – estudo psicológico de personagens, tema de crime/justiça, performances enormes. • Black Swan – “filme de balé”, drama artístico, atuação de prestígio. • Get Out – comentário social fortíssimo sobre racismo. • The Substance – terror corporal com subtexto sobre envelhecimento, padrão de beleza, misoginia. • Frankenstein – adaptação literária clássica, abordagem profundamente emocional. • Sinners – musical de terror, dirigido por um cineasta já reconhecido, e visto como grande obra “sobre” raça, poder, etc. – Campanhas de marketing que evitam rotular o filme apenas como “terror”: • Silence, Black Swan, Get Out, The Sixth Sense são frequentemente apresentados ao Oscar como “thriller psicológico”, “drama”, “social thriller”. – Estética “séria”: • Direção de fotografia e montagem alinhadas ao padrão de “cinema de prestígio”. • Ênfase em atuação e roteiro, não (apenas) em sustos ou gore.

Ou seja, o terror indicado tende a ser o terror que mais se aproxima do chamado drama de prestígio, do comentário social ou da adaptação literária “respeitável”.

(III.3) Critérios objetivos que pesam contra o gênero

Não são regras escritas, mas padrões observáveis:

(A) Temas que  fogem do explicitamente “sério” e legível. A Academia valoriza histórias claramente “importantes”: guerras, biografias, temas políticos. Por outro lado, o terror frequentemente trabalha esses mesmos temas em forma de metáfora (monstros, demônios, vampiros, corpos mutados). Quanto mais direto é o “discurso respeitável” (Silent of the Lambs como estudo da mente criminosa ou Get Out como sátira racial ou Sinners como épico vampírico com subtexto social), mais chance tem.

(B) Rotulagem e marketing sincero. EstúdioTradicional/Netflix/A24/ETC. dificilmente chegam na campanha dizendo “este é o grande filme de terror do ano, deem a ele Melhor Filme”. Em vez disso utilizam disfarces como: “romance gótico”, “thriller psicológico”, “thriller social”, “drama”, “terror gótico” etc. com ênfase numa certa artesania. Isso é objetivo: basta ver como a imprensa e as campanhas se referem a Frankenstein (terror gótico com forte drama) e Sinners (épico musical vampírico) e como, historicamente, Silence e Get Out foram empurrados como “thrillers”.

(C) Perfil conservador do corpo votante. A composição da Academia por décadas foi majoritariamente mais velha, mais ligada a um tipo de cinema “de prestígio clássico". Isso se reflete em onde o terror aparece: • Frequente em categorias técnicas (maquiagem, som, efeitos, trilha). • Raro em atuação principal e, sobretudo, em Melhor Filme. [Tal perfil votante tem se modificado em anos recentes.]

(D) Aversão ao grotesco e ao “baixo”. Terror lida com corpo, morte, fluidos, monstros, traumas – muitas vezes de forma exagerada ou chocante. A Academia tende a premiar trabalhos que tratam de sofrimento de forma “digna”, contida, mais próxima do drama clássico. Exemplo: filmes como Hereditary, The Witch, The Babadook, The Texas Chain Saw Massacre, The Thing (entre tantos outros), todos cultuadíssimos, nenhum chegou a Melhor Filme.

(E) Histórico de exclusão que se retroalimenta. Se a tradição diz que terror “não é material de Oscar”, cada novo ano reforça essa expectativa. E as exceções (Silence, Get Out e agora Sinners/Frankenstein) são narradas como “quando o terror transcende o gênero”, em vez de “prova de que terror é tão bom quanto qualquer outro gênero”.

(III.4) O que muda em 2026?

Com Sinners e Frankenstein indicados juntos em 2026, a fotografia geral muda um pouco:

Até 2010, só tínhamos: The Exorcist, Jaws, Silence, Sixth Sense. De 2011 em diante, entram Black Swan, Get Out, The Substance, Frankenstein, Sinners. Ou seja, quase metade dos filmes de terror indicados a Melhor Filme está concentrada nos últimos 15 anos.

Isso sugere:

Um certo “descongelamento” do preconceito de gênero. Uma tendência forte a premiar ou ao menos indicar o que o discurso crítico chama usualmente de “terror elevado”: filmes que misturam terror com drama psicológico, comentário social ou um viés inegavelmente autoral.

Ainda assim, em números absolutos, continuamos no ridículo: 9 filmes em 98 cerimônias.

(IV) Síntese

Lista até o Oscar 2026: 9 filmes de terror e "camuflados" indicados a Melhor Filme... The Silence of the Lambs continua sendo o único a vencer a categoria principal... Esses 9 representam menos de 9% das cerimônias... Em mais de 90% dos anos o gênero não está nem entre os finalistas... Critérios objetivos que, na prática, excluem o terror: • foco quase exclusivo em “prestígio temático visível" • campanhas que disfarçam o rótulo “terror” • perfil conservador do eleitorado • aversão a estética grotesca/excessiva • tradição histórica de sub-representação do gênero.

Ou seja: não existe uma regra escrita “não votem em terror”, mas existe um conjunto de preferências estruturais que empurra o gênero para fora – a não ser quando ele vem embalado como drama psicológico, comentário social ou alto prestígio.

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

STAR TREK: STARFLEET ACADEMY S01 EP04 (2026)

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EPISÓDIOS

S01.E04 ∙ Vox in Excelso [**]

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ACASTANHADAS 

Episódio melhor do que o anterior, o que pouco quer dizer... 

Engraçado que essa velha Castanha nunca aceitou a ideia da destruição de Romulus (em ST2009 e mais gravemente em Picard e na sua posteridade) e agora cá estamos com os Klingons também a beira da extinção. Qual será o próximo passo: o Grande Elo do Dominion fazendo Cosplay de poça de chuva? [Será que é alguma espécie de Bingo?]

(Se falássemos da ABOMINÁVEL segunda temporada de Picard, ainda poderíamos falar do Q Contínuo e da Coletividade Borg, dando até um jeito de morder um pedaço do Grande Elo no processo se incluíssemos também a terceira.)

(O Picardo falhando na citação de Aaron Satie logo no início foi um péssimo sinal.)

Central ao episódio é o cadete Kraag, um dos menos interessantes até aqui e assim permanece... Devemos lê-lo como um Klingon Neuroatípico?  Como um Klingon Gay? Como um Klingon típico mas hiper sensível (com extrema dificuldade de socialização, paralisante até!) e que apenas quer ser médico (e que tem uma postura "vegana/vegetariana" completamente esdrúxula para um universo de comidas replicadas)?

O episódio conectar os conflitos de Kraag com o destino de seu povo parece ultimamente artificial (a Klin'Hadar ou um sem número de oficiais poderia contribuir para o desfecho sem as contribuições do cadete). O "Combate Fake" como apresentado ao final tem suporte do cânone (e nele bem se encaixa!) mas é visceralmente inexistente quando presenciado.

(*) O estilo de enunciação/vocalização de Kraag é tão bizarro que chega a pôr em dúvida se não existe algum pós processamento na sua voz e se a duração do longuíssimo episódio poderia ser reduzida se ele falasse de um modo digamos "mais convencional".

(*) Melhor uso da Klin'Hadar até aqui. Mas é um pequeno consolo.

(*) Ake tem um caso antigo com um Klingon que é justamente o atual líder dos refugiados. Santo universo pequeno!

(*) Os Klingons não poderiam estar apenas com sérias dificuldades, eles tem que estar a "beira da extinção".

(*) Caleb Mir é um grande debatedor. Como?

(*) Os flashbacks dos Kraags são pífios. Eles tem algo de Battlefield Earth dentre todas as coisas.

(*) Os Klingons tem dutos lacrimais ou não?

(Não falamos diretamente de "queima" , "estética bizarra" e "tecnologia mágica" explicitamente mas estão lá e sempre estarão para o nosso: "deleite!")

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sábado, 31 de janeiro de 2026

QUEM VAI GANHAR O OSCAR 2026?

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QUEM VAI GANHAR O OSCAR 2026?

01 VALOR SENTIMENTAL (*) 09 PONTOS
02 UMA BATALHA APÓS A OUTRA (*) 08 PONTOS
03 PECADORES (*) 07 PONTOS
04 MARTY SUPREME (*) 05 PONTOS
05 HAMNET 04 PONTOS
06 BUGONIA 03 PONTOS
07 FRANKENSTEIN 03 PONTOS
08 O AGENTE SECRETO 03 PONTOS
09 F1 02 PONTOS
10 SONHOS DE TREM 02 PONTOS

CRITÉRIO USADO (Cada indicação vale 1 ponto nas categorias):

Melhor Filme
Melhor Filme Internacional
Melhor Direção
Melhor Montagem
Melhor Roteiro Original
Melhor Roteiro Adaptado
Cada indicação de atuação (ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante)

Desempate entre filmes com a mesma pontuação, nesta ordem:

1) Quem tem indicação em Montagem
2) Depois, quem tem indicação em Direção
3) Depois, quem tem indicação em Roteiro (original ou adaptado)
4) Persistindo empate, ordem alfabética do título em português

Marcação especial:

Filmes que têm simultaneamente indicação em Filme + Direção + Montagem recebem um (*) ao lado do nome. Pelo Oscar 2026, são eles: Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra, Pecadores, Marty Supreme.  

CONSULTA

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VALOR SENTIMENTAL (*) – 09 PONTOS
Melhor Filme – Sentimental Value
Melhor Filme Internacional – Noruega
Melhor Direção – Joachim Trier
Melhor Atriz – Renate Reinsve
Melhor Ator Coadjuvante – Stellan Skarsgård
Melhor Atriz Coadjuvante – Elle Fanning
Melhor Atriz Coadjuvante – Inga Ibsdotter Lilleaas
Melhor Roteiro Original – Joachim Trier & Eskil Vogt
Melhor Montagem – Olivier Bugge Coutté
Pontuação:
Filme (1)
Filme Internacional (1)
Direção (1)
Atriz (1)
Ator Coadjuvante (1)
Atriz Coadjuvante (2)
Roteiro Original (1)
Montagem (1)
= 9 pontos
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UMA BATALHA APÓS A OUTRA (*) – 08 PONTOS
Melhor Filme – One Battle After Another
Melhor Direção – Paul Thomas Anderson
Melhor Ator – Leonardo DiCaprio
Melhor Ator Coadjuvante – Benicio Del Toro
Melhor Ator Coadjuvante – Sean Penn
Melhor Atriz Coadjuvante – Teyana Taylor
Melhor Roteiro Adaptado – Paul Thomas Anderson
Melhor Montagem – One Battle After Another
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Ator (1)
Ator Coadjuvante (2)
Atriz Coadjuvante (1)
Roteiro Adaptado (1)
Montagem (1)
= 8 pontos
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PECADORES (*) – 07 PONTOS
Melhor Filme – Sinners
Melhor Direção – Ryan Coogler
Melhor Ator – Michael B. Jordan
Melhor Ator Coadjuvante – Delroy Lindo
Melhor Atriz Coadjuvante – Wunmi Mosaku
Melhor Roteiro Original – Sinners
Melhor Montagem – Sinners
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Ator (1)
Ator Coadjuvante (1)
Atriz Coadjuvante (1)
Roteiro Original (1)
Montagem (1)
= 7 pontos
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MARTY SUPREME (*) – 05 PONTOS
Melhor Filme – Marty Supreme
Melhor Direção – Josh Safdie
Melhor Ator – Timothée Chalamet
Melhor Montagem – Marty Supreme
Melhor Roteiro Original – Marty Supreme
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Ator (1)
Montagem (1)
Roteiro Original (1)
= 5 pontos
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HAMNET – 04 PONTOS
Melhor Filme – Hamnet
Melhor Direção – Chloé Zhao
Melhor Atriz – Jessie Buckley
Melhor Roteiro Adaptado – Hamnet
Pontuação:
Filme (1)
Direção (1)
Atriz (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 4 pontos
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BUGONIA – 03 PONTOS
Melhor Filme – Bugonia
Melhor Atriz – Emma Stone
Melhor Roteiro Adaptado – Bugonia
Pontuação:
Filme (1)
Atriz (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 3 pontos
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FRANKENSTEIN – 03 PONTOS
Melhor Filme – Frankenstein
Melhor Ator Coadjuvante – Jacob Elordi
Melhor Roteiro Adaptado – Frankenstein
Pontuação:
Filme (1)
Ator Coadjuvante (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 3 pontos
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O AGENTE SECRETO – 03 PONTOS
Melhor Filme – The Secret Agent
Melhor Filme Internacional – Brasil
Melhor Ator – Wagner Moura
Pontuação:
Filme (1)
Filme Internacional (1)
Ator (1)
= 3 pontos
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F1 – 02 PONTOS
Melhor Filme – F1
Melhor Montagem – F1
Pontuação:
Filme (1)
Montagem (1)
= 2 pontos
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SONHOS DE TREM – 02 PONTOS
Melhor Filme – Train Dreams
Melhor Roteiro Adaptado – Train Dreams
Pontuação:
Filme (1)
Roteiro Adaptado (1)
= 2 pontos
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

STAR TREK: STARFLEET ACADEMY S01 EP03 (2026)

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EPISÓDIOS

S01.E03 ∙ Vitus Reflux [*]

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ACASTANHADAS 

Episódio bastante fraco: uma história muito fina esticada sobre uma duração excessiva, uma história de universitários que pensa e age como uma história de colegiais, uma história de Star Trek (ultimamente) sobre pegadinhas entre alunos que parece roubada de Wednesday.

O episódio é de Reymi com direito a rotinas, montagens e voice overs ajudando a contar uma história surrada de pais narcisistas e filhos escrotos. O desenvolvimento pessoal é incremental na melhor das hipóteses após cruzarmos um mar de constrangimentos para ele e para a audiência (OBS: Para a surpresa de ninguém, Genesis emerge aqui como a líder construtiva da turma.).

(*) Muito tem se falado que a irreverente linguagem corporal da Chanceler reflete a sua extrema longevidade e experiência pessoal: "Eu realmente não dou a mínima para o que os outros pensam!" ...  Mas cabe salientar que existem inúmeras maneiras de transparecer uma atitude assim e esse ato de estar sempre de pé descalço e de se deitar por cima do mobiliário em cada cena claramente mostrou limitações aqui... Os Cadetes vão começar a notar e comentar isso? ... Deveriam!

(*) Será que vão ter a cara de pau de eventualmente pautar IA como Ferramenta de Ensino, especialmente discutir os seus abusos nesse contexto, na esteira do uso e abuso do DNA do Decano da Academia Rival aqui (não que ele não tenha feito bobagens antes disso) ? 

(*) Abundam aparentes materiais de prateleiras, incluindo roupas, equipamentos, utensílios, cenários etc. ... A unidimensional Klin'Hadar permanece como uma favorita com sinal trocado (com o agasalho esportivo e o apito convidando ao ridículo!).

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

FRIEREN S2 (2026)

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EPISÓDIOS

01 "Shall we go, then?" [***1/2]
02 "The Hero of the South" [****]
03 "Somewhere She'd Like" [***1/2]
04 "Other People's Homes" [***1/2]
05 "Logistics in the Northern Plaeau [***]

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ACASTANHADAS

2X01-02: A descoberta pelo trio de uma caverna de cristais anuladores de magia abre possibilidades para se discutir a situação de Stark no grupo, mesmo uma chance dele deixá-las com o retorno de Wirbel que o convida para a sua própria companhia, mas ele recusa ("fofamente") dizendo que se torna diariamente uma pessoa melhor por causa das duas e que ele se sente em casa com elas (estupendo flashback em paralelo na fuga da tal caverna aliás)... O personagem titular do segundo episódio merecia um episódio só para ele (Será que ele retornará em algum flashback futuro?). Já havia sido sugerido que Himmel não era o maior dos heróis e aqui encontramos o verdadeiro maioral na forma de uma estátua a ser limpa (especialidade do nosso trio aparentemente). Vemos que Frieren recusou o convite do Sulista para ir combater o Rei Demônio e que ele profetizou a própria morte em batalha um ano depois e a vinda de Himmel logo em seguida (e que ela aceitaria o convite dessa feita). Comovente a noção de que ele (mesmo morto) enfraqueceu as hordas demoníacas o suficiente para permitir a vitória final do quarteto de Himmel. [A outra metade do segmento trata da recuperação de uma espada roubada por um demônio. Redux da mesma tarefa por parte do quarteto original. Pão com manteiga da série e executado com excelência aqui.]

2X03: Este é um episódio que é ainda mais dependente de pequenos momentos do que os dois anteriores... Na primeira parte, o trio principal vai em busca de um poço de águas termais que se mostra (Sem surpresas!) não mais do que um escalda pés para os três. Frieren revive a mesmíssima ação de outrora como parte do quarteto de Himmel e Stark fica feliz por de certo modo poder viver uma lembrança tão querida do seu mentor [E de poder compartilhar um banho termal com as garotas sem ser chamado de pervertido no processo.]. Uma cena belíssima... A segunda parte é um prólogo para um encontro entre Stark e Fern que virá no próximo episódio. Stark procura Frieren para conselhos a respeito (Logo ela!?) e ambos acabam chegando a um entendimento de que meio sem se dar conta a Maga é SIM uma excelente mãe para Fern (E descobrimos também o que acontece quando a Elfa fica revoltada com alguém da sua convivência: Ela faz uma birra colossal por dias! Um momento absolutamente hilário do segmento e uma clara expansão em relação ao mangá.).

2X04: O esperado encontro se mostrou deveras mais do mesmo para Fern (sem surpresas levando em conta que foi justo Frieren quem aconselhou Stark), mas ela ficou encantada com o quanto o guerreiro se esforçou para agradá-la (e deu uma dica para o próximo: de que quer conhecer as coisas de que ele gosta!). A primeira história termina com Frieren lembrando do seu "primeiro encontro" com Himmel enquanto perseguiam um gato fugido (Himmel diz que adorou todo o processo mesmo eles não encontrando o tal gato, frente a uma totalmente confusa Frieren)... Na segunda parte, eles finalmente cruzam para o famigerado platô norte (com direito a carteirada de Fern como maga de primeira classe!). São três dias de perigos sem fim, praticamente sem dormir. Eis que conseguem um lugar para repouso na promessa de eliminar um demônio descendo a estrada. Tal adversário se mostra extremamente difícil, oferecendo vislumbre sobre o que virá. Frieren sabe que eles precisam trabalhar melhor em equipe (e ela não fala, mas é óbvio, que elas já estão abusando demais da tática de Stark como distração e variantes disso, o que pode acabar mal em breve). A lembrança de Himmel aponta que ele decidiu cruzar por ali (ao invés de pelo mar) para trazer alívio a um sem número de moradores locais (mas isso também com certeza elevou a prontidão, entrosamento e resiliência do seu quarteto).

2X05: Talvez o menos brilhante até aqui mas ainda assim um bom episódio... Na primeira história, Frieren (com seu trio) reencontra (dos tempos do quarteto de Himmel) um anão de nome Fass ainda obcecado (após 80+ anos)  por um certo destilado, dito o melhor de todos os tempos. Eventualmente a maga o ajuda a acessar o esconderijo de tal bebida lendária, que se mostra absolutamente intragável. Fass está decepcionado mas fica contente partilhando a ironia da coisa toda com os habitantes da sua cidade (na realidade celebrando o objetivo que o manteve saudável e alerta de corpo e mente por todos esses anos). Frieren guarda para si o fato de que uma elfa eternamente entediada criou (num passado distante e simplesmente porque quis) toda a lenda sobre esse destilado, com direito a uma inscrição élfica e uma barreira mágica para proteger o seu esconderijo [Existe ainda um flashback fofíssimo com a Fern menininha apendendo a ler élfico com Frieren]... ... Na segunda história, Frieren (para total incredulidade de Fern e Stark) é detida para pagar, trabalhando numa mina (!), o débito do quarteto de Himmel com a principal empresa de infraestrutura do platô (outrora gigante e agora definhando). Mas com Frieren logo descobrindo um imenso veio de prata (claramente o intento original dos herdeiros da dívida e da companhia com tal detenção), numa linda cena, um novo acordo é rapidamente estabelecido (enquanto os dois meninos já se preparavam para invadir a mina e resgatar Frieren, claramente dona da situação o tempo todo e fazendo troça com os acontecimentos).

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

STAR TREK: STARFLEET ACADEMY S01 EP01-02 (2026)

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EPISÓDIOS

S01.E01 ∙ Kids These Days [**]
S01.E02 ∙ Beta Test [**]

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ACASTANHADAS 

(correspondentes aos dois primeiros episódios de StarFleet Academy e que formam o seu de fato piloto)

A melhor personagem em geral é mesmo a capitão/chanceler-da-academia Nahla Ake (Holly Hunter), dupla posição essa estabelecida com uma trama efetiva que os fãs da terceira era de Star Trek vão achar bastante familiar e não se iludam: o retorno dela para a frota é por demais súbito e perfeito (especialmente tendo que sincronizar a recuperação/convencimento-de-Caleb-para-se-alistar no mesmo pacote!), justo para assumir uma dupla função politicamente carregada e crucial para a continuidade da Federação e da Frota Estelar. Isso parece testar a nossa suspensão de descrença!

Caleb Mir (Sandro Rosta) foi separado com cinco anos da mãe, presa por algum tipo de furto famélico com agravantes pela Federação representada por Ake. Caleb passou então a viver sozinho de situação ruim para situação pior e Ake pediu exoneração e foi ensinar crianças (muito envergonhada pelo ocorrido). A proposta de Vance (comandante da frota estelar) se torna deveras irresistível agora pela soma de todos esses eventos (especialmente se fatorarmos a longevidade multi centenária da capitã que foi testemunha de muitas glórias federadas do passado e a perda do seu próprio filho cadete com a "Queima").

Por outro lado, Nus Braka (vivido por Paul Giamatti) é infelizmente (ao menos aqui) um pirata-genérico-espanador-de-cenários com diálogos de prateleira (diálogos ruins que também assolam os cadetes, especialmente o inexplicável "cunhado betazoide" na cena final do segundo episódio). Braka faz parte do passado dos Mir e esperamos mais complexidade nas próximas aparições desse Klingarita = Klingon + Telarita... Giamatti e Tatiana Maslany (que interpreta com facilidade a mãe de Caleb) são atores convidados na série.

(A trama se contorce de dor para a emboscada de Braka contra a Athena funcionar nos seus termos: antes, durante e depois! Athena é a nave estelar comandada por Ake nas suas duas funções... Esta Castanha prefere Minerva a Athena por falar nisso!)

(Se chamarmos de "Conta de Fadas Trek" (TM) a história do Ferengi Nog na Frota Estelar, teremos que dizer que a de Caleb aqui é ordens de grandeza mais fantasiosa. Esgarçando a suspensão de descrença.)

(O segundo episódio é melhor: sem ação tradicional, falsa encrenca e cadetes salvando o dia. E o fato de Betazed receber a presidência federada nessa nova fase para finalmente concordar em "voltar ao lar" foi mesmo uma cartada capaz de encerrar qualquer negociação bem intencionada. E o melhor momento da série até aqui dada a ocorrência da "Queima".)

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Dentre os cadetes, a mais gostável (até meio que por construção francamente) é Genesis (Bella Shepard): sempre bem preparada para agir e para tirar foto, mas também sempre muito gentil e (muito importante) sem ser boboca ou babaca no processo... Achamos desnecessário o "Cadete X-Men": George Hawkins como Darem Reymi...  E a SAM (Kerrice Brooks) soa muito over... Por outro lado o Klingon Jay-Den Kraag (Karim Diané) sofre do problema oposto, duelando por atenção com o espaço vazio e com a sua confusa caracterização... Caleb teve simplesmente tempo demais em tela (juntando os dois episódios) e a ênfase na busca pela mãe trouxe um certo cansaço (talvez o desgaste terminal desta era). Mas vamos supor por enquanto que os outros regulares terão espaço comparável mais tarde...

(Aguardamos o comportamento de Tarima Sadal (Zoë Steiner) como cadete da Escola de Guerra nos próximos episódios... Por hora, diremos que Tarima foi mais interessante do que Caleb com muito menos tempo de tela. Ela é a filha do presidente de Betazed por falar nisso! E ele não tem nada de extrema direita!)

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(*) Não entendemos bem o uso de "linguagem de sinais" e de "tradução simultânea" por parte da delegação Betazoide... Será algum efeito colateral do seu isolacionismo?

(*) Mostrar a Federação tão burocratizada, fraca e incompetente é um osso muito duro de roer para qualquer fã (principalmente por que ela fica parecida demais com dezenas de organizações análogas do SCIFI em geral: exceto com a própria Federação!). O conceito da "Queima" foi um erro criativo grosseiro para a franquia.

(*) A "namorada betazoide" vai perder o controle em qual episódio?

(*) Entendemos que a Escola de Guerra é um artefato de ideias de episódios de Discovery mas será mesmo uma boa ideia sustentar tal conceito?

(*) Contracheque fácil para Picardo e Notaro que deve aparecer pouco. Se Castanha fosse showrunner (ao invés de um fruto seco), sacaríamos os dois do formato além da Klin'Hadar e colocaríamos apenas um primeiro oficial e mesmo uma adida acadêmica (no lugar da atual): ambos com personalidade para dentro e irmanados... Doutor, Engenheira e Klin'Hadar estão ali para (com o testemunho da nossa indiferença) apostar no humor (especialmente a última que é lamentavelmente uma espécie de sargenteante clichê enérgica e rigorosa).

(*) E mesmo já não gostando da estética e da tecnologia desse século as naceles da Athena (com aparentes motivos gregos) nos fizeram dar risadas involuntárias...

(*) O Quartel General da Frota Estelar fica estacionado aonde mesmo?

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