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EPISÓDIOS
S01.E08 ∙ The Life of The Stars [*]
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ACASTANHADAS
SFA novamente se aproxima do limiar de 70 minutos (e de literalmente apresentar um longa-metragem como episódio da semana) e o faz mais uma vez pela falta de concisão da sua escrita (e não por ter algo de fato massivo a dizer).
Este episódio torna ainda mais esquecível o episódio anterior (especialmente no quesito: "lidar com as consequências")... Dois episódios poupadores de dinheiro ao extremo em sequência indicam que teremos uma rica despedida para Giamatti no final da temporada?
Os cadetes ainda andam com a moral muito baixa, sem conseguir trabalhar em equipe e a Chanceler decide então colocar Tilly para dar aula de teatro para eles (!). SAM escolhe a peça teatral para estudo "Our Town" e logo colapsa, retornando em seguida ao seu mundo natal (acompanhada pela chanceler e o doutor com um prognóstico terminal). Mas SAM "deixa" a personagem da protagonista Emily Webb para Tarima que retorna a terra ainda claramente afetada pelos eventos do episódio seis e agora como cadete da própria SFA.
Problemas:
(i) Não existe mistério no curso de Tilly (o que é informado anteriormente em tela): É obviamente (mesmo para os cadetes) um Cavalo de Tróia, uma intervenção, uma terapia em grupo. Em particular, a sua abertura de curso é mal escrita e mal atuada (parecendo uma substituta de quinta categoria). A estrutura da aula não se adapta bem ao áudio visual sendo muito cansativa com a audiência antecipando sua conclusão por muito.
(ii) Por outro lado, não conhecer a peça não traz problemas. É o tipo de obra cuja influencia é reconhecida de uma forma ou de outra dentro da cultura universal. Em particular já inspirou anteriormente em Star Trek e com resultados infinitamente superiores aos desta semana.
(iii) A personagem de Tarima não é particularmente gostável (aristocracia progressiva não deixa de ser aristocracia) e ela está posta numa situação muito difícil porém ainda assim é alvo de algum simpatia apesar do temor pelo ocorrido. Nada disso é bem navegado por Steiner, que mostra dificuldades para o papel... O texto também não ajuda com ela lembrando dos "bons tempos nunca vistos em tela" da Academia de Guerra e atacando fortemente com o clichê de soap opera da "perturbada, sedutora, bêbada" para cima de Mir... Entretanto o episódio não investe no óbvio fato de que ela estar ali já é uma manifestação de resiliência (ela não precisa de nada daquilo e o sinal luminoso do seu inibidor é uma humilhação grotesca e permanente).
Por outro lado, em Kasq...
SAM jaz "morta"... Aqui que a sopa do melodrama engrossa... O doutor diz que sempre se proibiu de amar novamente após a morte da sua filha holográfica Belle (do episódio Real Life da terceira temporada de Voyager) e que por isso ele sempre foi tão ríspido e frio com SAM (mas SAM sempre pediu uma mentoria e não uma adoção, o que já soa esquisito para a presente história). E o doutor teve (e procurou ter) outros relacionamentos posteriores em Voyager (o que soa ainda mais esquisito em retrospecto)... Por outro lado, o doutor e outros hologramas não tiveram infância/adolescência e conseguiram sobreviver. Qual a diferença aqui? (Fora o infinitamente conveniente diferencial temporal de Kasq!)... SAM é recriada do zero com dois conjuntos de memórias (os seus dias na SFA até aqui mais os 17 anos com o doutor em Kasq). Na prática o doutor se torna o pai de SAM 2.0. O que isso mudará na prática da série?
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(*) O episódio parece explicar o emissor portátil de SAM...
(*) E sim. Os Klingons da Era Kurtzman tem dois pênis e quatro testículos. Pura poesia!
(*) A Era Kurtzman também ensina que deveria haver uma regra que regulasse a criação de parentes de personagens legados.
(*) Com mais temporadas de SFA poucas dúvidas restam de que a herança holográfica de Lewis Zimmerman será tão bagunçada quanto a herança positrônica de Soong.
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