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01 ∙ Strategy Meeting [ZERO]
02 ∙ Monster Traits [ZERO]
03 ∙ Organism Limits [ZERO]
04 ∙ Counterattack Signal [ZERO]
05 ∙ Monster King [ZERO]
06 ∙ Motley Heroes [ZERO]
07 ∙ Counterstrike [ZERO]
08 ∙ Ninja Tale [**]
09 ∙ Brave Child [*]
10 ∙ Immortal BloodBath [ZERO]
11 ∙ Top Dragons [ZERO]
12 ∙ Ultimate Lifeform [*]
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ACASTANHADAS:
Esta terceira temporada nasce em um contexto de produção muito mais restrito do que aquele que deu origem ao segmento inicial da obra em anime. Depois do INEGÁVEL impacto da primeira fornada de episódios, o comitê responsável reduziu investimentos, redistribuiu equipes e passou a lidar com uma agenda cada vez mais apertada, consequência direta do crescimento abrupto da demanda global por animação. A segunda temporada já havia sinalizado essas limitações (apesar de alguns fãs negacionistas!), mas a terceira as amplifica: menos animadores experientes disponíveis, cronogramas comprimidos e um planejamento que não permitia revisões profundas das sequências mais complexas. Improvisos passaram a substituir polimentos técnicos e a temporada inteira nasceu condicionada por esse cenário de escassez, o que compromete desde a concepção das cenas até a execução final.
Esse ambiente restrito impacta imediatamente o arco da vez, a adaptação do arco do resgate do filho de um influente financiador da Associação de Heróis, sequestrado e levado para o vasto e caótico covil subterrâneo da Associação de Monstros. No mangá, esse trecho se apoia em tensão constante, sensação de profundidade espacial e uma progressão dramática clara dentro do labirinto. Na terceira temporada animada, o potencial desse arco é prejudicado porque a limitação de recursos impede a criação de ambientes variados e convincentes. Os corredores apresentam repetição visual evidente, com pequenas mudanças de iluminação ou textura que não sustentam a sensação de deslocamento contínuo. O covil deveria parecer vivo, perigoso e imprevisível; em vez disso, muitas áreas parecem reutilizações sutis de cenas anteriores, o que compromete o impacto narrativo.
A animação sofre principalmente na fluidez dos movimentos e no peso físico das ações. Os confrontos dentro do subterrâneo carecem de consistência na velocidade e no volume dos quadros. Movimentos que exigiriam transições mais refinadas acabam simplificados, resultando em trajetórias rígidas e impactos que não criam a sensação de massa ou potência. Mesmo figuras de alta relevância, como combatentes de elite da Associação de Heróis ou entidades monstruosas que deveriam transmitir ameaça imediata, se movem com acelerações estranhas ou desacelerações abruptas, o que compromete tanto a leitura visual quanto o envolvimento emocional.
A direção também reflete as limitações impostas ao projeto. O humor da obra original depende do contraste entre grandiosidade estética e trivialidade de atitude do protagonista (largamente ausente nesta terceira temporada). Sem complexidade visual suficiente, esse contraste não se completa. A direção tenta manter a solenidade dos momentos de grande escala, mas o ritmo irregular e a montagem pouco expressiva dificultam a construção de clímax. Sequências que deveriam crescer organicamente acabam interrompidas por cortes secos. Outras, que pediriam concisão, se estendem demais. Essa inconsistência mina tanto o humor quanto a seriedade dramática do arco do resgate. Episódios que deveriam alternar tensão real e ironia fina acabam produzindo uma sensação de distanciamento emocional.
O resgate do menino, ponto central da temporada, exemplifica essa perda de precisão tonal. A operação deveria concentrar preocupação, urgência e progressão lógica à medida que os grupos avançam pelo subterrâneo. Em vez disso, a transição entre setores do covil é pouco clara, a ameaça dos monstros não se acumula de forma convincente e o percurso dos heróis não cria a sensação de avanço. O menino é encontrado dentro de uma sequência que, embora tente manter fidelidade ao material base, não transmite peso dramático suficiente. A falta de construção visual consistente transforma momentos que deveriam ser memoráveis em passagens rápidas, quase funcionais.
O conjunto final da temporada revela um projeto que tenta preservar a estrutura da obra original, mas não dispõe das condições ideais para isso. A ambição continua presente (em meio as condições desfavoráveis), mas a forma não acompanha. A combinação de orçamento comprimido, equipe reduzida e cronograma insuficiente produz uma adaptação que respeita a narrativa no plano geral, mas não consegue dar vida visual e tonal ao que torna essa história única. É uma temporada que não falha por falta de intenção (até acreditamos), e sim por falta de meios.
Em tempo: Respondendo antecipadamente, esta temporada de fato merece SIM as críticas virulentas recebidas. Os valores de produção foram DE FATO tão lastimáveis que a imensa maioria dos episódios não é sequer digna de nota (ver acima!). A falta de coesão da narrativa e a aspereza da montagem chegam a assustar pela falta do mínimo de profissionalismo e caso o espectador não desista no meio do caminho (O que com certeza é a mais sábia decisão aqui!) é quase que inevitável começar a rir pelos motivos errados... A pobreza da apresentação salta aos olhos (por exemplo: usando e abusando de uma certa atitude "mangá em tela" que dá nos nervos depois que se nota o uso recorrente de tão infame "recurso".)
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