sábado, 19 de outubro de 2013

Melhores guitarristas de todos os tempos

Melhores guitarristas de todos os tempos

Em ordem cronológica aproximada:

Frank Zappa
Pete Townshend
Jon Mclaughlin
Robert Fripp
Ritchie Blackmore
Steve Howe
David Gilmour
Steve Hackett
Jan Akkerman
Andrew Latimer
Brian May
Michael Schenker
Uli Jon Roth
Al Di Meola
Allan Holdsworth
Jeff Beck
Gary Moore
Steve Morse
Alex Lifeson
Frank Gambale

Gosto também de:  Jim Matheos , Martin Barre , Mick Box & Ken Hensley , Kerry Livgren  & Rich Williams , Ty Tabor , Steve Lukather , Steve Stevens , Ritchie Kotzen , Al Pitrelli  , Neal Schon , Roy Z , Paul Masvidal , Ron Jarzombek , Adam Jones , Steven Wilson , Mikael Åkerfeldt , Tosin Abasi , Nathan Sapp  , Tymon Kruidenier e os meus demais guitarristas pesados favoritos .

De Prog:
Franco Mussida , Mike Oldfield , Daevid Allen , Steve Hillage , Phil Miller  , Dave Brock , Ed Wynne , John du Cann  , Anthony Phillips , Pete Banks , Gary Green , Michael Dunford  , Phil Manzanera , Sérgio Hinds , Mario Neto , Arjen Anthony Lucassen , Devin Townsend  ,  Omar Rodriguez-Lopez , Markus Steffen , Daniel Gildenlöw etc.

Ecléticos: John Lennon & George Harrison , Adrian Belew , The Edge , Andy Summers , Warren Cuccurullo , Mark Knopfler , Larry LaLonde , Johnny Greenwood , Matthew Bellamy , Sérgio Dias Batista , Luis Sérgio Carlini , Davey Johnstone , Mick Ronson , Earl Slick , Todd Rundgren , Trey Anastasio  , Trey Spruance , Dave Navarro , Tommy Victor , Kim Thayil , Jerry Cantrell , Page Hamilton etc.

De Fusion: John Goodsall , Daryl Stuermer  , Joaquin Lievano , Peter Maunu  , Jamie Glaser , Ray Russell , Carlos Santana , Scott Henderson , Eric Johnson , Mike Stern , Kazumi Watanabe , Paco de Lucia , Larry Coryel , Larry Carlton , Philip Catherine , Pat Metheny , John Scofield ,  Robben Ford , Stanley Jordan , Fareed Haque , Bill Frisell , Bill Connors , Chris Poland , Shawn Lane , Brett Garsed  , T. J. Helmerich  , Alex Machacek  , Guthrie Govan  etc.

De Jazz: Wes Montgomery ,  Django Reinhardt , Joe Pass , Charlie Christian , Jim Hall , Tal Farlow , Joe Diorio , Chet Atkins , Herb Ellis , Pat Martino etc.

Melhores guitarristas de todos os tempos

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Melhores guitarristas pesados de todos os tempos

Melhores guitarristas pesados de todos os tempos

Na ordem que conta aproximadamente a História do Heavy Metal: Tony Iommi , Andy Powell  & Ted Turner , Michael Schenker , Brian May , Brian Robertson  & Scott Gorham , Rudolf Schenker & Uli Jon Roth , K. K. Downing & Glenn Tipton , Ritchie Blackmore , "Fast" Eddie Clarke  , Graham Oliver & Paul Quinn , Randy Rhoads , Brian Tatler , Dave Murray  & Adrian smith , Hank Shermann  & Michael Denner , Wolf Hoffmann  , Vivian Campbell  , James Hetfield  & Kirk Hammett  , Bruce Franklin  & Rick Wartell , Kai Hansen  & Michael Weikath , Jim Martin , Chuck Schuldiner  , Dimebag Darrell , Fredrik Thordendal  &  Mårten Hagström , Michael Amott & Christopher Amott , Daron Malakian , Willie Adler & Mark Morton , Brent Hinds & Bill Kelliher.

E ainda (incluindo ALGUNS não especialistas metálicos): Pete Townshend , Jeff Beck , Gary Moore , John Sykes , John Norum , Matthias Jabs , Jake  E. Lee , Zakk Wylde  ,  Doug Aldrich , Chris DeGarmo & Michael Wilton , Jim Matheos , Robert Fripp , Martin Barre , Alex Lifeson , Mick Box & Ken Hensley , Kerry Livgren  & Rich Williams , Ty Tabor , Steve Lukather , Steve Stevens , Ritchie Kotzen , Criss Oliva , Al Pitrelli  , Neal Schon , Slash , Pat Travers & Pat Thrall, Angus & Malcolm Young , Roy Z , Tony Bourge , Buck Dharma , Snowy White , Tom Scholz , Rik Emmett , Kiko Loureiro & Rafael Bittencourt  , Jon Schaffer , Kai Hansen & Henjo Richter  , André Olbrich  & Marcus Siepen , Kerry King  & Jeff Hanneman , Scott Ian & Dan Spitz , Dave Mustaine & Marty Friedman  , Mille Petrozza , Rick Hunolt & Gary Holt , Max Cavalera & Andreas Kisser , Tommy Vetterli  , Eric Peterson & Alex Skolnick , Chris Poland , Kurdt Vanderhoof , Trey Azagthoth , Jeff Waters , Dino Cazares , Bill Steer , Bobby Koelble  , Shannon Hamm , Paul Masvidal , Ron Jarzombek , Adam Jones , Steven Wilson , Mikael Åkerfeldt  , Tosin Abasi , Nathan Sapp  , Tymon Kruidenier etc.

Mais respeito do que admiração (incluindo ALGUNS não especialistas metálicos): Eric Clapton , Duane Allman , Billy Gibbons , Jimi Hendrix , Yngwie J. Malmsteen , Jimmy Page , Joe Satriani , Akira Takasaki , Steve Vai, Adrian Vandenberg , Eddie Van Halen , Stevie Ray Vaughan  , Tom Morello , Steve Marriot , Peter Frampton , Clem Clempson , Alvin Lee , Paul Kossof , Mick Ralphs , Frank Marino , Ronnie Montrose , Robin Trower , Leslie West , John Petrucci , Nuno Bettencourt , Vernon Reid , Andy LaRocque  ,  Michael Romeo  , Timo Tolkki , Chris Broderick , Jeff Loomis etc.  

Não gosto muito (incluindo ALGUNS não especialistas metálicos): Gus G ,  Bernie Torme , Joe Holmes , Rowan Robertson  , Tracy G  , Mantas  , Tom G. Warrior  , James Murphy , Tommy Bolin , Janick Gers , Ted Nugent , guitarristas do Kiss , guitarristas do Aerosmith , guitarristas do Alice Coper , guitarristas do Manowar , demais guitarristas do Whitesnake , Sammy Hagar , Head & Munky , guitarristas de Shred Metal ( David T. Chastain , Vinnie Moore , Tony MacAlpine , Paul Gilbert ,  Bruce Bouillet , Joey Tafolla , Jason Becker , Marty Friedman , Michelle Meldrum , Nicole Couch , Greg Howe , Michael Angelo Batio , Chris Impellitteri etc. ) , guitarristas de Flash Metal ( Richie Sambora  , Phil Collen  , Pete Willis , Steve Clark , George Lynch  , Reb Beach , Kee Marcello , Craig Goldy , Dave Meniketti , Scotti Hill  , Warren DeMartini , Carlos Cavazo , C.C. DeVille  , Brad Gillis  , Jeff Watson , Mick Mars , Frank Hannon & Tommy Skeoch etc. ) etc.

Melhores guitarristas pesados de todos os tempos

sábado, 30 de junho de 2012

Review de “Clockwork Angels”


Review de “Clockwork Angels” 

O Rush retorna ao melhor da sua forma (da fase clássica que vai de 2112 até Moving Pictures), em um lançamento que mistura um cenário steampunk (estética que serve de inspiração para o primeiro álbum inteiramente conceitual da banda), temas universais, composições de consistente excelência individual (e de inegável somatório coesivo) e uma cristalina confiança em todo o processo da produção, algo que só chega com a definitiva maturidade. 

A estética steampunk é perfeita para os trabalhos. Em um mundo onde o passado e o futuro parecem coexistir, fica impossível ignorar o presente, o “melhor dos tempos”. A jornada do protagonista de Clockwork Angels é uma fascinante metáfora para a vida de qualquer indivíduo, desde o momento em que se percebe capaz de pensar o mundo e (talvez) modificá-lo, até o ponto em que se nota (talvez) não ser capaz de fazê-lo por muito mais tempo. Os poderes de Peart, enquanto escritor, nunca estiveram tão evidentes (especialmente na segunda metade do álbum), com rigoroso senso estrutural e não se rendendo as maravilhas do fantasioso mundo subjacente. Aqui, O Professor simplesmente dá aula de ficção especulativa.

Nada mais justo que a imensa influência sessentista em todas as composições. Berço histórico do álbum conceitual de rock e do rock progressivo e, mais do que tudo, da adolescência do trio canadense. Isso é algo que sempre esteve presente na música do Rush, mas que aqui comparece com uma renovada urgência e uma palpável pureza, transcendendo tudo que a banda fez anteriormente nesse sentido.

 Com a chegada da definitiva maturidade da banda, a preocupação composicional caiu fortemente sobre o essencial: ênfase em grooves de bateria e de baixo, solos de guitarra mais naturais, vocais que procuram fugir das convenções típicas do rock, passagens instrumentais que soam como improvisações e mesmo (surpreendentemente inspirados e não pomposos) arranjos de cordas e de piano que de fato contribuem para a desejada organicidade. Sendo impossível não mencionar, nisso tudo, o estupendo produtor Nick Raskulinecz, o principal responsável por fazer o álbum fluir tão bem (com aparente inesgotável energia) e dar a necessária autossuficiência a cada canção.

Faixa a Faixa

Caravan (09/10) Começo da viagem do protagonista, com a atmosfera de válvulas de alívio de vapor funcionando como perfeita metáfora para a excitação a flor da pele típica da juventude.

“In a world where I feel so small
I can’t stop thinking big”

A sua seção instrumental parece uma continuação da vibração de Malignant Narcissism ( do álbum anterior ), com uma atitude extremamente funkeada, capaz de entortar qualquer pescoço.

Brought Up To Believe I (08/10) Introdução da principal preocupação existencial do protagonista, descrita com ironia e sarcasmo típicos dos mais jovens (fãs de rock?). Apresentação de mais um personagem, O Relojoeiro, o máximo regente daquela terra (e o foco do conflito heroico). Monstruoso riff de introdução e um pesado riff de verso. O primeiro refrão com melodia sessentista do álbum e um belíssimo pós-refrão em que essa melodia se desenvolve organicamente até um natural clímax (algo que irá se repetir em outras faixas).

“Until our final breath
The joy and pain that we receive
Must be what we deserve
I was brought up to believe”

Clockwork Angels (10/10) Faixa mais progressiva do álbum (e a mais progressiva da banda em mais de 30 anos). Uma abertura (rock operística) clássica que sugere os temas que serão tocados (com espetacular sucesso cinemático) durante toda a duração: verso com a guitarra (bastante) limpa e cantado no contratempo (em grande momento vocal de Lee), capturando o deslumbramento do protagonista em meio a Praça Cronos, ponte dinâmica e bastante sincopada, emulando o frenesi da grande cidade capital da história e um refrão em que os vocais e os tambores se combinam para evocar o clima comunal e a prece destinada aos titulares Anjos Mecânicos.

“Clockwork angels, spread their arms and sing
Synchronized and graceful, they move like living things
Goddesses of Light, of Sea and Sky and Land
Clockwork angels, the people raise their hands... As if to fly”

Após o belo solo de Lifeson, ocorre uma inesperada seção vanguardista (blues), cuja aspereza contrasta absurdamente com a polidez do restante da faixa, especialmente quando a sua última linha é repetida no retorno de tal passagem, o que sublinha a dúvida do protagonista (e a acidez de Peart).

“ 'Lean not upon your own understanding'
Ignorance is well and truly blessed
Trust in perfect love, and perfect planning
Everything will turn out for the best”

The Anarchist (9/10) Uma curiosa estrutura, onde todo o arranjo é passado uma vez inteira sem voz (ou algo assim) e recomeça com a guitarra solitária. Incrível levada de Peart sobre os tons (é a levada da ponte, mas é tocada também como introdução), uma inspirada harmonia para o refrão que simplesmente grita “RUSH!” (mas que soa fresca e dinâmica), outro pós-refrão interessante que conduz a um espetacular solo de Lifeson com influência oriental, do qual retornam gritando (confiantemente) ainda mais “RUSH!”. A faixa é cantada sob o ponto de vista de outro personagem, O Anarquista, mas os temas permanecem absurdamente universais.

“The lenses inside of me that paint the world black
The pools of poison, the scarlet mist, that spill over into rage
The things I’ve always been denied
An early promise that somehow died
A missing part of me that grows around me like a cage”

Carnies (7/10) A mais fraca do álbum. Com bons momentos, mas que não se faz maior do que a soma das suas partes. As coisas realmente ruins são a emasculada parte de guitarra do refrão (algo que chega a ser incompreensível depois do belo riff de abertura e que simplesmente mata o refrão que surge após o clímax ao final da ponte) e a tradicional levada em paradiddle de Peart para a parte seguinte (que soa surrada e destoa do frescor que ele traz para o restante do material). Entretanto, o maior problema aqui é mesmo a fragilidade do incidente narrado (o protagonista evita um ataque a bomba do anarquista, mas, vítima das circunstâncias, tem que deixar a cidade as pressas, com medo da multidão furiosa) e a letra que não parece ir além disso, seja lá o modo que se olhe para ela.

Halo Effect (7/10) A simplicidade dessa balada recupera o fluxo das composições e sugere um possível início de amadurecimento por parte do protagonista, reconhecendo o dilema de se projetar um ser idealizado sobre um de carne e osso (o que não se resume a relacionamentos românticos). A posição da canção no álbum também parece adequada dentro da história, soando de modo natural ele refletir sobre o seu mal sucedido caso com uma acrobata, com quem trabalhara no parque de diversões referido na canção anterior, durante o seu forçado exílio.

“What did I see?
Fool that I was
A goddess, with wings on her heels
All my illusions
Projected on her
The ideal, that I wanted to see

Seven Cities Of Gold (9/10) A atmosfera da titular cidade perdida é muito melhor capturada do que foi a do titular parque de diversões de Carnies. Algo muito simples, mas extremamente bem feito. Tal atmosfera de improviso flui fantasticamente, até a última microfonia da guitarra de Lifeson, sem nunca quebrar o seu exótico encanto. Obviamente não devemos tomar a busca pela mítica cidade pelo seu valor de face, com o protagonista completamente perdido fisicamente no deserto. A imagem da imensidão gelada sugere metaforicamente um estado depressivo e mesmo suicida.

The nights grow longer, the farther I go
Wake to aching cold, and a deep Sahara of snow”
That gleam in the distance could be heaven’s gate
A long- awaited treasure at the end of my cruel fate”

The Wreckers (10/10) A melhor canção de rock em recente memória. A captura da essência da própria beleza. Talvez a melhor performance vocal da carreira de Lee. Dominada pela simplicidade, não existe sequer ponte, pois eles tinham a absoluta confiança que a mera sugestão do refrão já arrepiaria até a alma. A seção pós-refrão é cinematicamente indescritível, orgástica até. Faltou somente um solo final de Lifeson, que esperamos ver e ouvir na versão ao vivo da faixa. Nosso herói conseguiu retornar do deserto gelado somente para ser ainda mais maltratado por Peart, tornando-se o único sobrevivente (de toda a tripulação do navio em que conseguira carona) do ataque dos titulares saqueadores (que atraíram sua presa simulando um porto seguro em meio a tempestade). É clara a metáfora, mais uma vez sobre percepção (com elementos de medo e esperança se conectando a fé do protagonista), mas é impossível não sublinhar o fato que somente ele sobreviveu (Selena e Jackie).

All I know is that sometimes you have to be wary
Of a miracle too good to be true
All I know is that sometimes the truth is contrary
Everything in life you thought you knew
All I know is that sometimes you have to be wary
’Cause sometimes the target is you
All I know is that memory can be too much to carry
Striking down like a bolt from the blue

Headlong Flight (10/10) Mais importante do que sobreviver é querer continuar a viver. Justapondo citações musicais da clássica Bastille Day com o protagonista revivendo as memórias de sua vida ( algo inspirado dentro da história por um certo “Alquimista” chamado “Friedrich Gruber” que dizia: “Eu queria poder fazer tudo isto de novo.” ), temos um fascinante uso de metalinguagem e o momento mais emocionante do álbum. A faixa é simplesmente maravilhosa, com o hipnótico riff de baixo de Lee, a selvageria minimalista de Peart e o eletrizante solo (com direito a Wah-Wah) de Lifeson.

I learned to fight and learned to love and learned to steal
I wish that I could live it all again”

Brought Up To Believe II (10/10) Talvez a faixa mais vanguardista da história da banda, em outro grande momento vocal de Lee. Mesmo rejeitando a fé advinda do que lhe foi ensinado nos seus anos de infância, o protagonista confessa a si mesmo que vê nela a base para a sua remanescente crença no ato de dar e receber amor.

I still choose to live
And give, even while I grieve
Though the balance tilts against me
I was brought up to believe”

Wish Them Well (10/10) Musicalmente na linha de The Wreckers, com rearranjo de partes como visto em The Anarchist. Extrema confiança composicional, excelente seção instrumental e mais um belo pós-refrão, como viemos a esperar nesta segunda metade do álbum. Nosso herói decide que para continuar com a sua vida ele deve deixar completamente para trás as pessoas que o prejudicaram de algum modo e seguir em frente, simplesmente desejando boa sorte e partindo (e nada mais). Apesar do ar sombrio da faixa anterior, Peart dá um final feliz ao seu protagonista (Carrie e Olivia).

Thank your stars you’re not that way
Turn your back and walk away
Don’t even pause and ask them why
Turn around and say goodbye”

The Garden (10/10) Uma das melhores músicas da carreira da banda, exalando atmosfera rock progressiva setentista, porém com tocante simplicidade. Talvez a melhor letra de Peart, brincando com os múltiplos níveis de entendimento já estabelecidos (e com o próprio tempo) de maneira inspirada, resumindo a real grandeza de “todos os possíveis mundos”. Se esta for mesmo a despedida da banda em estúdio, fica difícil imaginar algo mais adequado. E de volta ao início na fazenda... Finding My Way To The Garden.

The measure of a life is a measure of love and respect
só hard to earn, so easily burned
In the fullness of time
A garden to nurture and protect”

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Discografia do Death (SYMBOLIC)

Discografia do Death (SYMBOLIC)

01 - (1987) Scream Bloody Gore [**1/2]
02 - (1988) Leprosy [**1/2]
03 - (1990) Spiritual Healing [***]

04 - (1991) Human [****]
05 - (1993) Individual Thought Patterns [****]
06 - (1995) Symbolic [****] {FAVORITO}
07 - (1998) The Sound Of Perseverence [****]

08 - (1999) Control Denied: The Fragile Art Of Existence [****]

Voz: Chuck Schuldiner (01-07), Tim Aymar (08).
Guitarra: Chuck Schuldiner.
Guitarra: Rick Rozz (02), James Murphy (03), Paul Masvidal (04), Andy LaRocque (05), Bobby Koelble (06), Shannon Hamm (07, 08).
Bateria: Chris Reifert (01), Bill Andrews (02, 03), Sean Reinert (04), Gene Hoglan (05, 06), Richard Christy (07, 08).
Baixo: Chuck Schuldiner (01, 02), Terry Butler (03), Steve DiGiorgio (04, 05, 08), Kelly Conlon (06), Scott Clendenin (07).

Discografia do Death (SYMBOLIC)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Discografia do Rush (HEMISPHERES)

Discografia do Rush (HEMISPHERES)

(1974) Rush [**]
(1975) Fly By Night [***]
(1975) Caress Of Steel [***]
(1976) 2112 [****]
(1976) All The World's A Stage - LIVE [***1/2]

(1977) A Farewell To Kings [****]
(1978) Hemispheres [****] {FAVORITO}
(1980) Permanent Waves [****]
(1981) Moving Pictures [****]
(1981) Exit... Stage Left - LIVE [****]

(1982) Signals [***1/2]
(1984) Grace Under Pressure [**1/2]
(1985) Power Windows [**1/2]
(1987) Hold Your Fire [**1/2]
(1989) A Show Of Hands - LIVE [***]

(1989) Presto [**]
(1991) Roll The Bones [**]
(1993) Counterparts [***1/2]
(1996) Test For Echo [**]
(1998) Different Stages - LIVE [****]

(2002) Vapor Trails [**1/2]
(2007) Snakes & Arrows [***1/2]
(2012) Clockwork Angels [****]

Voz, Baixo e Teclado: Geddy Lee.
Guitarra: Alex Lifeson.
Bateria: Neil Peart (02-), John Rutsey (01).

Discografia do Rush (HEMISPHERES)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Superman: The Animated Series (1996-2000)

Superman: The Animated Series (1996-2000)

A mencionada série animada do homem de aço traz um herói bastante vulnerável (em diversos sentidos) em meio a uma vibrante sucessão de desafios compatíveis. A animação é geralmente de boa qualidade e a trilha sonora é ainda melhor, conseguindo, muitas vezes, apresentar uma interessante experiência puramente cinemática para a sua jovem audiência-alvo. Sob um ponto de vista adulto, muitas das histórias soam um pouco reducionistas, ou mesmo repetitivas, algo que, de uma maneira geral, não compromete a prometida fluidez de ação e aventura, segmento a segmento, ainda que a série contenha sim elementos mais adultos diluidos e em concordância com o seu personagem titular. Salientamos ainda que algo que torna o programa bem palatável aos já crescidos é a caracterização mais confiante e segura de Clark Kent.

Um grande destaque da série (e das suas séries irmãs) é o elenco de vozes. Tim Daly (como Superman e os seus alteregos), Dana Delany (como Lois Lane), um brutal Michael Ironside (como Darkseid) e um (apropriadamente) artificial e alienígena Corey Burton (como Brainiac) são os destaques secundários a insuperável participação de Clancy Brown (como Lex Luthor). O seu elenco de vozes é ultimamente um valor de produção crucial para a atração, arredondando e dignificando situações não tão bem resolvidas pelos roteiros dos seus 54 episódios (de meia hora).

A série traz todos os clássicos personagens da vida pessoal de Clark Kent, tanto aqueles referentes a Smallville, quanto aqueles associados a Metropolis. Traz Lex Luthor como o mais presente antagonista da série e diversos convidados clássicos (tanto aliados quanto adversários) da história do Superman: Batman, Flash, Green Lantern (Kyle Ryner), Aquaman, Doctor Fate, Steel, Supergirl, Legion of Super-Heroes, Brainiac, Parasite, Bizarro, Metallo, Mr. Mxyzptlk, Lobo e Darkseid (o definitivo vilão do programa). Cada um deles apresentando alguma diferença em relação a sua respectiva versão dos quadrinhos, sempre privilegiando uma apresentação global, sem costuras. De fato, é difícil conceber uma mais completa e fiél apresentação do Superman enquanto personagem solo e sem maiores ambições vanguardistas.

A maioria dos episódios (exceto os múltiplos) é de tipo isolado, no máximo se limitando a, por exemplo, a fazer referência a alguma aparição anterior de um determinado convidado. O mais discernível arco de história é aquele que se refere ao acumulado dos episódios que tratam dos personagens do Quarto Mundo de Jack Kirby (Darkseid e cia.), o qual culmina no fantástico episódio duplo que encerra a série. Legacy é apropriadamente sombrio, onde concluimos com Kal-El como um pária para a humanidade, podendo contar apenas com Lois, Kara e os seus pais adotivos, apenas com a sua família imediata. Sua vitória sobre Darkseid é incrivelmente amarga e com um assustador subtexto para selar toda a questão. É particularmente comovente a entrevista do Professor Hamilton dizendo que talvez não pudesse mais ser seu amigo (quando já havia se tornado óbvio que isto era mesmo impossível). Algo que teria fantásticas implicações, alguns anos depois, no mesmo universo ficcional...

Superman: The Animated Series (1996-2000)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Filmografia de Brad Bird (THE IRON GIANT)

Filmografia de Brad Bird (THE IRON GIANT)

(1999) The Iron Giant [****] {FAVORITO}

(2004) The Incredibles [****]

(2007) Ratatouille [****]

(2011) Mission: Impossible - Ghost Protocol [**]

Filmografia de Brad Bird (THE IRON GIANT)

Filmografia de Spike Jonze (ADAPTATION)

Filmografia de Spike Jonze (ADAPTATION)

(1999) Being John Malkovich [****]

(2002) Adaptation [****] {FAVORITO}

(2009) Where The Wild Things Are [***1/2]

Filmografia de Spike Jonze (ADAPTATION)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

MELHORES VOCALISTAS DE ROCK PESADO

MELHORES VOCALISTAS DE ROCK PESADO

(em ordem cronológica aproximada)

01 Paul Rodgers

02 Ian Gillan

03 David Byron

04 Glenn Hughes

05 Ronnie James Dio

06 Freddie Mercury

07 Rob Halford {FAVORITO}

08 Bruce Dickinson

09 Geoff Tate

10 Jeff Scott Soto

11 Mike Patton

12 Chris Cornell

13 Michael Kiske

14 Ray Alder

15 Phil Anselmo

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MAIS RESPEITO DO QUE ADMIRAÇÃO: Steve Perry , Eric Adams , Ann Wilson , Robert Plant , David Coverdale.

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ALGUNS OUTROS NOMES CLÁSSICOS: Ozzy Osbourne , Phil Mogg , Martin Turner & Andy Powell & Ted Turner , Lemmy Kilmister , Phil Lynott , Klaus Meine , Geddy Lee , Steve Walsh & Robby Steinhardt , Bon Scott , Biff Byford , Udo Dirkschneider , Gary Barden , King Diamond , Jon Oliva , James Hetfield , Eric Wagner , Chuck Schuldiner , Kai Hansen , Serj Tankian ,

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ALGUNS OUTROS NOMES: Hansi Kürsch , Zachary 'Zak' Stevens , Timo Kotipelto , Tim 'Ripper' Owens , Doogie White, Steven Wilson , Mikael Åkerfeldt , Miljenko Matijevic , Roy Khan , Ralf Scheepers , Matt Barlow , Russell Allen , Daniel Gildenlöw , Maynard James Keenan , Layne Staley , Jørn Lande , Fabio Lione , Andre Matos ,  Edu Falaschi , 

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NÃO GOSTO MUITO: Rod Evans ,  Sammy Hagar , Steven Tyler , Paul Stanley & Gene Simmons , David Lee Roth , Graham Bonnet , Brian Johnson , Paul Di'Anno , Joe Elliott , Joe Lynn Turner , Dave Mustaine , Vince Neil , Jon Bon Jovi , Kevin Dubrow , Mark Boals , John Arch , Axl Rose , Tony Martin , Gary Cherone , Sebastian Bach , James LaBrie , Blaze Bayley, Charlie Dominici , (de vocalistas de Hair/Glam) , (de vocalistas de estilos extremos) ,

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MELHORES VOCALISTAS DE ROCK PESADO

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Filmografia de Darren Aronofsky (THE WRESTLER)

Filmografia de Darren Aronofsky (THE WRESTLER)

(1998) PI [****]

(2000) Requiem For A Dream [****]

(2006) The Fountain [***]

(2008) The Wrestler [****] {FAVORITO}

(2010) Black Swan [****]

Filmografia de Darren Aronofsky (THE WRESTLER)

Filmografia de Christopher Nolan (MEMENTO)

Filmografia de Christopher Nolan (MEMENTO)

(1998) Following [***]

(2000) Memento [****] {FAVORITO}

(2002) Insomnia [***]

(2005) Batman Begins [***]

(2006) The Prestige [****]

(2008) The Dark Knight [****]

(2010) Inception [****]

(2012) The Dark Knight Rises [***]

Filmografia de Christopher Nolan (MEMENTO)

Filmografia de Paul Thomas Anderson (MAGNOLIA)

Filmografia de Paul Thomas Anderson (MAGNOLIA)

(1996) Hard Eight [***]

(1997) Boggie Nights [****]

(1999) Magnolia [****] {FAVORITO}

(2002) Punch-Drunk Love [***1/2]

(2007) There Will Be Blood [****]

Filmografia de Paul Thomas Anderson (MAGNOLIA)

Filmografia de Quentin Tarantino (PULP FICTION)

Filmografia de Quentin Tarantino (PULP FICTION)

(1992) Reservoir Dogs [****]

(1994) Pulp Fiction [****] {FAVORITO}

(1997) Jackie Brown [***]

(2003/2004) Kill Bill [****]

(2007) Death Proof [***]

(2009) Inglourious Basterds [***1/2] 

Filmografia de Quentin Tarantino (PULP FICTION)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Estará o scifi televisivo em crise II?

Estará o scifi televisivo em crise II?

Relendo a parte anterior, creio que deixei um certo "ar de esperança" ao seu final. Esperança ao menos quanto ao futuro do scifi televisivo em geral, indicando um claro caminho de sucesso comercialmente sustentável e com qualidade artística (algo que definitivamente não passa por um remake americano de Misfits, por falar nisto!). Basta que a década que vier aprenda com a última década e prospere. Síntese... Ponto de partida...

Nestes momentos, de alegada crise, é muito comum associar-se o "fim de uma era" ao fim de uma série em particular, e tudo com vastas doses do mais barato saudosismo. Fazendo-o sem critério e de forma imediatista, sem o devido (e necessário) distanciamento. Também não é suficiente dizer que as coisas são cíclicas sem (ao menos tentar) explicar tal ciclo. Cabe então lembrar do mais crucial momento de baixa do scifi televisivo americano e fazer o seu constraste com o momento atual. De se estabelecer uma referência...

Após o melancólico cancelamento de Star Trek (em 1969), o scifi televisivo americano amargou uma profunda crise criativa que durou até a estréia de "V" (a minissérie original, de 1983). Tivemos sucesso comercial, pontual ou mesmo de múltiplas temporadas, mas artisticamente foi um periodo muito pobre quando comparado aquele do "Grande Trio SCIFI Americano (TM)" (das versões originais de The Twilight Zone, The Outer Limits e Star Trek). Não por acaso os anos de 1970 são conhecidos como a era de ouro do scifi televisivo britânico (e a melhor fase de Doctor Who) e o começo da era de ouro do anime no Japão. A natureza simplesmente odeia o vácuo...

Desejo de refazer o "Grande Trio SCIFI Americano (TM)" para novas audiências parece ter existido desde sempre e de forma independente. Se as continuações de "V" foram incapazes de manter a integridade artística (cometendo os mesmos erros das séries setentistas), a mediocre e conturbada produção oitentista de Zone tampouco parecia retomar a antiga glória do aludido grande trio. Enquanto Limits esperaria ainda mais uma década por um apropriado remake, o terceiro nome do trio, o mais moderno comparativamente, o único com personagens regulares (sempe eles!), mostraria o caminho da retomada do scifi televisivo americano (impulsionado por uma consistentemente bem sucedida série de filmes para o cinema). Era hora de mais uma Jornada...

I) O scifi televisivo americano está ruim hoje? Bem e como estava em torno de 28/09/1987? O que havia de scifi no ar quando da estréia de Star Trek: The Next Generation? (Quem souber, informe ao autor...)

Haviam basicamente as três grandes redes (NBC, ABC e CBS), as quais não pareciam muito interessadas no negócio. A série de Picard e cia. driblou a distribuição tradicional e basicamente inaugurou a primeira exibição em syndication, um mercado que foi bastante explorado pelo gênero (e fundamental para o seu desenvolvimento no período) até que a ida da série Andromeda para o canal SYFY em sua temporada final (circa 2004) decretou o de facto fim de tal sistema. Hoje, lugar para enfiar série scifi não falta, tem FOX, tem CW, tem vários canais a cabo básicos (incluindo SYFY e USA) e mesmo os canais a cabo premium. Isto sem contar com os diversos meios agregados (como games e internet, por exemplo). Infinitamente melhor cenário do que naquele setembro...

II) Séries que sobrevivem em nicho? Canais valorizando qualidade artística acima do Nielsen? Atrações tendo a sua audiência efetiva aumentada por mídias auxiliares? Lore deve ter sabotado a minha rede neural, capitão!

Nenhuma nova série scifi jamais trará de volta a monstruosa audiência da minissérie original de "V"; os números de Star Trek: The Next Generation e de X-Files também são coisa do passado, algo que, ironicamente, não constitui problema atualmente.

Hoje em dia, séries que servem como testemunho da qualidade (em amplo senso) do respectivo canal, sobrevivem SIM, muitas vezes "esticadas" além do que mandaria o bom senso artístico, tais como foram The Sopranos e Battlestar Galactica 2003 (algo que se espera, por exemplo, que não aconteça com Mad Men), mas SOBREVIVEM, mesmo com relativamente baixas audiências tradicionais.

Se uma série literalmente permeia toda a Internet, como fez Lost, não somente o seu canal de origem, mas toda a industria a trata como se ela tivesse uma audiência muito maior, talvez até uma ordem de grandeza maior, do que aquela medida tradicionalmente.

Nos termos mencionados acima, temos hoje direta valorização de qualidade pelos "homens da grana" e um rico universo não tradicional para popularizar a atração, como um projeto multimídia integrado. Infinitamente melhor cenário do que naquele outono... E, apesar de tudo... Aqui estamos!

MUITO ALÉM DAS ESTRELAS...

Muitos contactam o gênero em tenra idade... Parte da formação da própria personalidade... Tentativa de parecerem distintos... Orgulho de serem únicos...

Muitos lá gostavam sem saber articular o motivo... Muitas memórias não sobrevivem a tal capacidade... O que resiste ao crivo da idade... O latente escritor, o ponto de partida...

Muitos viveram aquelas histórias... Muitos inventaram tantas outras... Mas todos se lembram de todas... Especialmente das ainda não contadas...

Abraçar a sua incepção... Celebrar a sua inspiração... A sina do artista... O dever de ser ele mesmo...

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